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quinta-feira, 20 de maio de 2010

A IMPORTÂNCIA DA PESQUISA NA AGROPECUÁRIA

Adalberto F. Corrêa Júnior

Lúcio José Junqueira Aníbal


Em todas as áreas profissionais o pesquisador tem um papel muito importante, que é descobrir formas de diminuir o tempo e aumentar a produção de forma consciente, além de apresentar novos recursos que facilite esta produção.

Na zootecnia não é diferente. O zootecnista é o responsável pelos produtos de origem animal que chegam a nossa mesa, hoje em dia, com qualidade, pois esta é a maior exigência dos consumidores, os alimentos mais saudáveis.

As pesquisas na Zootecnia atualmente estão mais focadas no melhoramento genético e no aumento da produtividade das pastagens.

Antigamente para corte os animais eram abatidos com 4 a 5 anos de idade à pasto, sendo que os animais não eram selecionado para tal aptidão, o produtor utilizava os animais que tinha ao seu alcance, e as pastagens não tinham os cuidados necessários para expressarem seu potencial, além de serem utilizadas grandes áreas para a produção devido a baixa produtividade das forrageiras.

Mais tarde, em função das pesquisas realizadas notou-se que existiam maneiras de aperfeiçoar as raças, tornando-as especializadas para a produção, e que também era possível aumentar a produção dos vegetais para o consumo animal. A partir daí, o melhoramento genético, o manejo animal e vegetal ganhou mais força, através da ciência animal, a Zootecnia.

Com base nestes estudos, obtivemos raças mais precoces sendo abatidas em torno de 24 a 26 meses à pasto, dentro de menores áreas.

Em virtude dos fatos mencionados podemos concluir que tanto na Zootecnia, como em qualquer outra ciência, o fomento e a realização de pesquisas são de extrema importância para o desenvolvimento tecnológico e produtivo, e para que cada vez mais o produtor se conscientize que a busca de auxílio profissional é uma opção necessária para desenvolver suas atividades produtivas atuais, em busca de aperfeiçoamento, lucro e sustentabilidade.


Referências:

VAZ, F.A.; VALENTIM, J.F. Utilização de energia solar e cercas eletrificadas no manejo das pastagens no Acre. http://www.cpafac.embrapa.br/pdf/cirtec40.pdf acesso 19/05/2010 as 07h 7min.

PARMIGIANI, P.; TORRES, R. Para além da rastreabilidade. http://bpa.cnpgc.embrapa.br/material/artigos/0815Visavis.pdf acesso 19/05/2010 as 07h 48 min.

MANEJO DE ORDENHA

Renata Guerreiro Lopes

Thamires Laura Batista


Quando se fala em manejo de ordenha o principal cuidado é quanto a higiene, ou seja, cuidados com o local de ordenha, limpeza dos equipamentos utilizados e do ordenhador, e manejo higiênico com os animais, pois tudo isso influencia na produção de leite, na sua qualidade e na saúde dos animais.

O manejo de ordenha começa quando os animais ainda estão no piquete, onde as vacas devem ser manejadas com cuidado e calma, sem gritos ou agressões, atendendo assim o bem estar do animal. O mesmo horário e local também devem ser sempre respeitados, tanto nos finais de semana como nos feriados.

Portanto, atenção especial deve ser dada ao ordenhador, que além de calmo e com boa disposição, deve estar com boa saúde, com roupas, botas, bonés e principalmente as mãos devidamente higienizadas, pois as mãos são fontes primárias de contaminação do leite e das tetas.

O local de ordenha deve ser muito bem limpo, seco e distante de locais que favorecem a proliferação de moscas. Diariamente deve-se remover os estercos e limpar a sala de ordenha com água corrente, não se esquecendo de lavar os baldes e latões para desinfetá-los e pelo menos uma vez por mês deve-se desinfetar o local com cal queimada. Essa rotina de limpeza deve ser feita ao término da ordenha.

Antes da ordenha, primeiramente deve-se lavar bem as tetas, e somente elas, removendo as sujeiras e após secá-las com papel descartável, logo após em aproximadamente um a dois minutos se inicia a ordenha, seguindo a ordem de primeiro se ordenhar as fêmeas de primeira cria, após as fêmeas saudáveis e por último as que tiveram mastite, pois podem estar com mastite subclínica (oculta).

Quando se inicia a ordenha, primeiro deve-se realizar o teste da caneca de fundo preto com os três primeiros jatos de leite para examinar e identificar se tem grumos no leite (mastite clínica em sua fase inicial), se constatado a vaca deve ser ordenhada por último em local separado e o ordenhador desinfetar as mãos, para que não haja contaminação em outros animais, é necessário seguir essa ordem, pois o leite deverá ser descartado, porque ele não é próprio para consumo.

A ordenha manual geralmente é caracterizada por baixa eficiência e alto grau de contaminação do leite, mas se bem feita, tem-se maior aproveitamento do leite, e quando bem higienizada pode se tornar melhor que a ordenha mecânica.

No caso da ordenha mecânica, deve-se ter cuidado com a pressão exercida nas tetas e com a hora de retirada das teteiras, para evitar traumas no úbere da vaca. Esse sistema tem grande eficiência, mas uma ordenha mal feita pode diminuir significativamente a produtividade e a rentabilidade da produção leiteira, pois acarreta menor produção de leite, de baixa qualidade, e aumenta o risco de mastite, assim, aumenta o custo de produção.

Após a ordenha é necessário desinfetar as tetas com solução apropriada para esta finalidade e manter os animais de pé por até duas horas, pois é o tempo necessário para que a extremidade da teta volte a selar. Esse procedimento pós ordenha é muito importante no controle contra a mastite, pois evitar a entrada de bactérias e microrganismos nas tetas da vaca.

O cuidado com o leite após a ordenha também é essencial para ter uma boa qualidade porque ao sair do úbere da vaca ele está na temperatura ideal para a proliferação de bactérias, então deve-se resfriá-lo em temperatura de 4 °C, num espaço de tempo de duas horas. Também coar o leite em coador apropriado, nunca em pano.

Portanto, nada faz sentido se durante toda a ordenha, desde a saída do piquete até o leite pronto para ser consumido não for seguido a risca os cuidados com a higiene, pois esses cuidados são essenciais para se ter uma boa qualidade, além de maior longevidade das vacas, aumentando assim a lucratividade do produtor, além de melhorar o bem estar dos animais.