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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

SUCESSO: PROJETO FEBOVI X FESTA DO PEÃO DE BARRETOS

O projeto Desempenho e Genética de touros de Rodeio teve parte de seu trabalho realizado com sucesso durante a Festa do Peão de boiadeiro - Barretos. Foram avaliados durante 10 dias os desempenhos de touros em mais de 400 montarias pela equipe da Profa. Dra. Maira Mattar coordenadora do projeto, sendo os integrantes: Elaine Ravagnani e Rafael Pierre do curso de Zootecnia/UNIFEB; Diego Thomaz Pereira e Felipe Maduro do curso de Veterinária/PUC Poços de Caldas.

A equipe contou com a participação direta de Dr. Kiko de Almeida Prado e Lara de Almeida Prado, além do suporte de Rubiquinho de Carvalho e Marcos Abud.

O projeto tem apoio de OS INDEPENDENTES, com patrocínio dos uniformes durante a Festa do Peão pela empresa RADADE.



Rafael, Diego, Profa. Maira, Felipe e Elaine 

Patrocínio Radade

Elaine durante avaliação


Diego em avaliação nos bretes

Equipe

Diego e Rafael

Felipe, Profa. Maira, Rafael, Elaine e Diego

Elaine durante avaliação




Rafael durante avaliação


Felipe durante avaliação

terça-feira, 7 de agosto de 2012

PROJETO DE PESQUISA DO FEBOVI NA FESTA DO PEÃO DE BARRETOS


Durante a Festa do Peão de Barretos 2012 terá início um estudo com touros de rodeio, uma parceria de “Os Independentes” com o “Grupo de Fomento e Estudo da Bovinocultura – FEBOVI”, coordenado pela Profa. Dra. Maira Mattar do curso de Zootecnia e Agronomia do UNIFEB - Barretos.

O projeto de pesquisa tem como objetivo investigar o desempenho e a genética de touros de rodeio, e para sua execução a equipe FEBOVI (professora, alunos e estagiários) estarão avaliando os animais nas provas realizadas durante o evento.

A importância deste estudo é iniciar a linha de pesquisa que visa o aprimoramento no desempenho de animais em modalidades como montaria em touros, visto a crescente especialização dos peões, que cada vez estão mais treinados para se manterem sobre os animais durante a prova, dessa forma, enfatiza a professora Maira Mattar “é preciso especializar também os animais para manter o padrão das competições”.




quarta-feira, 1 de agosto de 2012

LIVRO : INTRODUÇÃO AO MELHORAMENTO GENÉTICO DE BOVINOS DE CORTE


Durante a 49 Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia foi lançado o Livro "INTRODUÇÃO AO MELHORAMENTO GENÉTICO DE BOVINOS DE CORTE"
A Profa. Dra. Maira Mattar do curso de Zootecnia do Unifeb é colaboradora do título com o capítulo sobre Interação genótipo-ambiente em bovinos de corte.   
Informações sobre o livro e compra pelo site direcionado no link abaixo:

http://www.editoraufv.com.br/produtos/introducao-ao-melhoramento-genetico-de-bovinos-de-corte

segunda-feira, 30 de julho de 2012

UNIFEB NA SBZ 2012

As Professoras Maira Mattar e Marcella de Toledo Piza Roth do curso de Zootecnia - UNIFEB participaram nos dias 23 a 26 de julho  de 2012 da 49ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia (SBZ), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília-DF.

Com o tema "A produção animal no mundo em transformação" foram reunídos técnicos, pesquisadores, professores e estudantes das diversas áreas da produção animal, onde  discutiram como o conhecimento científico pode contribuir com o desenvolvimento sustentável dos setores produtivos do país, diante de uma sociedade mundial em permanente transformação.

Segundo a organização, o evento teve 1601 inscritos; 1768 manuscritos submetidos; 5347 autores e co-autores; 339 pareceristas; 202 instituições representadas, públicas e privadas, como o UNIFEB, além de 65 palestrantes, sendo 46 brasileiros e 19 estrangeiros dos 5 continentes.
Professoras do curso de Zootecnia representaram com destaque o UNIFEB e seus alunos participantes nas publicações científicas.   A Profa. Dra. Maira Mattar apresentou durante a reunião dois trabalhos nas formas orais e um na forma pôster, intitulados "Importância do bem estar de bovinos pela cadeia produtiva da carne"; " Indicadores de bem estar animal em um confinamento para terminação de bovinos de corte" e "Tendência genética e fenotípica para peso ao sobreano em bovinos Canchim", respectivamente. Já, a Profa. Dra. Marcella  de Toledo Piza Roth apresentou dois trabalhos na forma de Pôster, além de co-autoria em outros trabalhos.


Profa. Dra. Maira Mattar em apresentação Oral

   

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Entrevista: eficiência na produção da carne


Laura de Moraes Teixeira



PERGUNTOU PARA...Gregório Horacio Baston e Nascimento – Graduado em Relações Internacionais e Administração de Empresas – Supervisor Corporativo de Logística na Empresa Marfrig Beef


Laura Teixeira  e Gregório Nascimento


Estatísticas da Anualpec mostram que o Brasil tem o maior rebanho comercial e é o terceiro maior produtor mundial de carne bovina. Por que o Brasil não lidera o ranking de produção? Como isto seria possível?


O problema é o tipo de manejo que temos no Brasil hoje, a burocracia com relação à política de terras e a falta de informação que abrange os produtores. Isto tudo, de um modo geral, influencia na baixa produtividade do Brasil.

Com o maior rebanho bovino que temos, a extensão territorial que o Brasil tem o tanto de terra explorável e a abundância de recursos naturais faz com que ele tenha tudo pra ser o maior produtor do mundo. Esbarrando em burocracia governamental e falta de profissionalização e modernização no manejo: ainda temos no país animais sendo abatidos com cinco anos de idade. Não há ciclo que aguente!

Temos propriedades que em dez anos tem dois ciclos produtivos (dois abates com animais de cinco anos) ao passo que a média de abate hoje é de 24 a 30 meses, o que justifica a baixa produtividade nacional.

A reestruturação da cadeia produtiva vai de reformulação das politicas agrícolas até uma reciclagem cultural dos envolvidos no processo da cadeia produtiva da carne, conscientizando da necessidade de modernização do processo produtivo como um todo, proporcionando aumento da produtividade, minimizando custos e maximizando os lucros e o resultado.

O Brasil pode. Basta querer.



COMENTÁRIOS...

O Brasil é uma grande fonte de recursos e de potencial para a produção de carne, porém, falta exploração do setor com técnicas corretas e de forma consciente. É um país em crescimento ascendente, que necessita de mais profissionalismo na pecuária, tanto de produtores quanto de profissionais de serviço. Por isso, sem sanidade, sem modernização, sem tecnologias aplicadas ao manejo não haverá melhoras na eficiência de produção.

Entrevista: Benefícios da exportação de carne

Luana A. Vcondio

Felipe A. R. Spironello


PERGUNTAMOS PARA ... Oksana Busel – Veterinária responsável pelo setor de relações públicas da Fazenda Vektor para produção de carne no Leste Europeu.


Qual o impacto positivo para o país exportador de carne bovina?


O mercado de exportação visa qualidade, produtividade e em alguns casos sustentabilidade. Quando se atinge níveis altos de exportação mostra-se que o país tem estrutura suficiente para produzir carne destinada ao consumo interno e ainda atender o mercado externo, assim, com as exigências para exportação aprimora-se a qualidade do produto destinado ao consumo interno, ou seja, a exportação traz benefícios para o país, pois visa buscar inovações tecnológicas, qualidade para os produtos, incentivo à pesquisa e atenção maior das autoridades em relação à produtividade e eficiência de produção, para que não se perca espaço na concorrência pelos mercados.


NOSSO COMENTÁRIO...

O que se percebe em relação a exportação é que toda a adequação do processo de qualidade para se poder vender o produto ao mercado externo acaba sendo adotado como política de produção interna, ou seja, quanto mais abrangente for o mercado de exportação, maior a qualidade do que se produz para o mercado consumidor interno.



Entrevista: Alimentação de vacas no período seco


Letícia Leal

 Jessica Pereira


PERGUNTAMOS PARA... Letícia Custódio - Zootecnista - Unifeb, Barretos; Mestranda em Bovinocultura de Leite, ESALQ, Piracicaba.


O período seco de vacas exige atenção em relação a uma alimentação rica nutricionalmente. Qual seria a dieta recomendada para que a vaca demonstre seu potencial de produção após o período seco?


Dietas formuladas para o período seco da vaca com certeza é o mais delicado e difícil de balancear, pois dietas com alta densidade energética fornecidas a vacas no período seco podem engordar além do normal o animal e assim fazer com que eles apresentem alguns distúrbios no parto e após o parto, como distocia, cetose, retenção de placenta, deslocamento de abomaso e hipocalcemia. Por outro lado, dietas com baixos níveis de energia nas últimas semanas antes do parto podem comprometer ainda mais a ingestão de energia já afetada pela queda no consumo de matéria seca e agravar o balanço energético negativo que ocorre nos últimos dias de gestação, sabendo que o balanço negativo severo pré-parto aumenta a ocorrência de distúrbios metabólicos, fornecer dietas com baixo nível de energia para vacas no período seco não é a melhor opção, e é ai que está a dificuldade da formulação, que deve ser muito cautelosa.

Outro fator importante nas dietas de vacas nesse período são as dietas aniônicas, que também ajudam a prevenir alguns distúrbios metabólicos, como a hipocalcemia (febre do leite), pelo fato da mistura mineral diferenciados causar uma leve acidose no animal induzindo a reabsorção óssea e absorção intestinal de Ca.


NOSSO COMENTÁRIO...

As vacas que entram no período seco sofrem algumas desordens metabólicas e também mudanças fisiológicas, por isso deve dar grande ênfase nos requisitos de alimentação e manejo desses animais, fornecendo os nutrientes necessários e evitando assim a incidência de doenças para o próximo período que é a lactação. Com isso as melhores maneiras para revertermos o quadro da produção leiteira atual é a adoção correta das técnicas alimentares específicas para cada fase do processo produtivo, fornecendo ao animal dietas que suprem todas as suas necessidades de acordo com o período que a vaca está.










domingo, 13 de maio de 2012

Entrevista: Qual a melhor forrageira?



Rafael Ferreira Gomes



Lucas Ângelo de Souza



PERGUNTAMOS PARA... Profa. Dra. Marcella de Toledo Piza Roth – Zootecnia Unifeb - Barretos


Qual o tipo de pastagem você indicaria para bovinos de corte na região de Barretos? Quais os tipos de estratégias que você utilizaria para o melhor aproveitamento de área e consumo animal?


A região onde o pasto será implantado é apenas um dos vários critérios a ser observado na escolha do cultivar, como fertilidade, declividade, adubações futuras entre outras. Todavia a região de Barretos possui terras caras, desta forma deve-se buscar utilizar forrageiras de alto potencial produtivo, como as do gênero Panicum, Brachiaria brizantha e os novos híbridos frutos dos cruzamentos entre as Brachiarias. Apenas para complementar, não adianta também plantar uma espécie forrageira de alto potencial, se o produtor não corrigir o solo, realizar adubações de manutenção e ou produção e principalmente realizar um bom manejo.

O aproveitamento da área pode ser alcançado utilizando as técnicas de manejo e adubação. O aumento da adubação por área é conseguido utilizando a técnica de pastejo rotativo, que normalmente aumenta a produtividade do capim em 30% quando comparado a lotação contínua. O aumento do consumo é conseguido com pastagens de alta qualidade. Pesquisas recentes têm indicado que a altura do pasto tem forte influência sobre o consumo de animais em pastagem. Os máximos valores de consumo são obtidos em forragens como a Brachiaria brizantha apresenta 35 cm, o capim - tanzânia com 60 a 70 cm e o capim-mombaça com 90 cm. Nessas alturas os animais conseguem consumir o máximo possível e consequentemente apresentam os melhores resultados de desempenho. A utilização de suplementação estratégica também pode aumentar o consumo de animais em pastejo além de otimizar o desempenho, sendo mais um auxilio de manejo aos produtores.


NOSSO COMENTÁRIO...
Baseando-se nas respostas, o produtor tem vários fatores para que possa realizar um bom desenvolvimento na produção animal, começando com o histórico da área que vai ser implantada as pastagens e sistema de produção a ser utilizado, deve-se também ter um bom manejo, conseguindo um alto desempenho dos animais no consumo. Com estes requisitos, o produtor irá obter sucesso na produção.

Entrevista: Cruzamento em bovinos de leite


Marco Vinícius Ferreira


Roana Lourenço Ferreira





PERGUNTAMOS PARA... Raul Lara Resende de Carneiro - Gerente do Gestor Leite (Dairy breeding manager)


O cruzamento entre Jersey X Holandês possui a vantagem de maior produção de leite e sólidos. Quais as desvantagens nesse cruzamento? Qual seria o melhor cruzamento visando maior produção de leite e sólidos nos programas de melhoramento genético atuais?



O objetivo de cruzamentos é o de explorar os efeitos da heterozigose. São muitas as vantagens de se trabalhar com cruzamentos, contudo, o mais importante na minha opinião é a consciência muito clara do produtor quanto ao tipo de cruzamento que irá fazer, o ambiente do sistema de produção, se o cruzamento desejado está alinhado com suas necessidades e principalmente a programação das ações de cruzamento para que o rebanho não vire uma miscelânea desordenada em um médio prazo.

Infelizmente não há uma receita sobre cruzamentos. O que sugiro ser feito é avaliar o ambiente de produção e se estudar cautelosamente o tipo de genética que melhor possa responder nesse ambiente. Inclusive avaliar a liquidez do tipo de animal gerado, que pode se desvalorizar muito no mercado no momento de venda.

Na minha modesta opinião, o melhor cruzamento visando o aumento de leite e sólidos seria o cruzamento que vise ganhos aditivos, principalmente. Obviamente respeitando as necessidades e tipos de cada sistema de produção. Temos situações, por exemplo, de clientes participantes do Gestor Leite que trabalham com a raça Holandesa e possuem níveis médios de 3,4% de proteína e 3,9% de gordura, com elevadas médias de leite.

Pensar em produção é importante, mas produção sem funcionalidade causa reduções em longevidade e aumento de custos. Um cruzamento, seja entre raças ou dentro de raças puras deve levar isso em conta.

Sobre o cruzamento HO x JE, o que tenho observado a campo é a necessidade de atenção para aspectos de biotipo, especialmente relacionado a úberes, que “desmancham” se não houver atenção e planejamento quanto ao tipo de cruzamento, a fração racial e a genética utilizada.


NOSSO COMENTÁRIO...


Segundo Junio Cezar Martinez do site milkpoint “Em 1995, pesquisadores já alertavam que vacas Jersey estariam mais susceptíveis a desordens metabólicas e infertilidades devido ao "stress" causado pela busca de alto desempenho individual para produção de leite. Isso tem causado certa preocupação no meio científico, visto que os sistemas mecanísticos atuais utilizados para balanceamento de dieta, na opinião de alguns pesquisadores, a exemplo do NRC (2001), muito utilizado para formulação de ração, não possuem recomendações atualizadas devido a falta de pesquisa comparando a fisiologia digestiva e nutrição das modernas vacas Jersey e Holandesas.”

Já o eng. agrônomo Jozivaldo Prudêncio Gomes de Morais, professor da UFSCar-Universidade Federal de São Carlos, campus de Araras-SP em entrevista na revista Balde Branco de 19/03/2012, diz: “A principal restrição que aponta é quanto aos sistemas de free-stall, isto porque possuem custos mais elevados e demandam maiores volumes de produção, além dos problemas de úbere que podem surgir, já que “as cruzadas não têm um úbere tão bom como as holandesas”.

Assim, podemos dizer que, se adotarmos um manejo sanitário, reprodutivo e alimentar correto e adaptado o mais próximo possível à realidade dos produtores e exigências dos animais, minimizaremos consideravelmente as desvantagens, tornando – as insignificativas.

Já em relação ao melhor cruzamento, verificamos na mesma reportagem da revista Balde Branco, que teve vários entrevistados, a aposta brasileira na junção de outras raças como: Gir leiteiro x Jersey (Girsey), Girolando x Jersey, além dos tradicionais Gir x Holandês (Girolando) e Jersey x Holandês (Jersolando), que apresentam bons níveis de produção, ficando a critério do produtor a escolha do cruzamento preferido.





Girsey


Girolando x Jersey


Jersolando


























quarta-feira, 2 de maio de 2012

Entrevista: Rastreabilidade

Bruna Pessim

Jéssica Pereira de Souza



Rafael Camargo

PERGUNTAMOS PARA... Rafael Camargo – Zootecnista - Confinamento Monte Alegre – Barretos/SP.


Quais são as principais dificuldades encontradas pelos pecuaristas na implantação da rastreabilidade em bovinos?


A Produção Tradicionalista ainda é o principal entrave para uso dessa tecnologia. Falta preparo aos pecuaristas para o uso da técnica de rastreabilidade, deixando a desejar na aplicação da mesma. Pois não basta aplicar, os envolvidos tem que ter um mínimo de conhecimento, treinamento e conscientização a respeito, para que o sistema funcione. A mão de obra qualificada é terceirizada. No Brasil são as certificadoras autorizadas pelo Ministério da Agricultura quem controlam e aplicam essa técnica as propriedades.

Outro entrave é o pensamento de que o custo desta tecnologia seja alto. A curto prazo sim, com a implantação, treinamento e adequação da propriedade. Porém a longo prazo, o custo fica diluído com a quantidade de animais, pois o valor pago atualmente por @ fica entre R$2,00 e R$3,00, variando entre R$30,00 e R$35,00 por carcaça, contra R$5,00 e R$6,00 de custo por cabeça. Além de um melhor controle produtivo da propriedade.

O sistema de rastreabilidade ainda está em desenvolvimento e o retorno financeiro ainda é baixo, mas é um controle de uso obrigatório principalmente para as propriedades que exportam carne. Para as propriedades não certificadas, mas que querem ter seu produto reconhecido, ou certificado tem por opção ainda os “intermediários”, propriedades certificadas, como confinamentos, por exemplo, onde entregam seus animais e sobre contratos viáveis, certificando assim para exportações.


NOSSO COMENTÁRIO...

Ressalta-se ainda que o Brasil precisa agregar aos seus produtos controles de qualidade e de rastreabilidade. Isto implica, porém, que todos os participantes da cadeia produtiva trabalhem em conjunto. O uso da tecnologia da informação de processos são ferramentas fundamentais para garantir a confiabilidade dos sistemas de rastreabilidade.









Entrevista: Suplementação Mineral



Arthur Faria Morales



Bruno Zucca Cassilhas


PERGUNTAMOS PARA... Prof. Daniel Ferreira de Assis - Zootecnista - FAZU – Uberaba/MG - zootec_dfa@yahoo.com.br


Qual a importância da suplementação mineral na criação de gado de corte no sistema extensivo?

Atualmente, a produtividade do rebanho de corte no Brasil, avaliada pelos índices de natalidade, peso e idade de abate, está muito aquém das condições ótimas que possuímos. Diante desse fato, a suplementação mineral na criação de gado de corte, criado extensivamente, assume relevante importância, uma vez que esses animais se alimentam exclusivamente de gramíneas, sendo estas por sua vez, deficientes em um grande número de macro e microminerais, e têm sido responsáveis por problemas reprodutivos e de baixa produção. Desse modo, os baixos índices zootécnicos atuais estão propensos a permanecerem em estagnação, caso não haja adoção da suplementação mineral.


NOSSO COMENTÁRIO...

A criação extensiva de gado de corte proporciona a maior relação custo:benefício ao produtor, onde o mesmo possui como fonte de volumoso o pasto, uma fonte basal barata em comparação ao modelo intensivo de criação (confinamento), que necessita de maior investimento em maquinários e mão-de-obra para produção de volumoso. Só que mesmo com essa vantagem, muitos produtores pecam, por manejar de forma errada seus pastos, podendo sofrer subpastejo ou superpastejo, deixando animais em deficiência de macro e micro nutrientes como também proteína e fibra de boa qualidade exigida pelos animais para terem um bom desempenho produtivo e reprodutivo. A criação extensiva proporciona uma ótima lucratividade na atividade, só que sem o auxílio de outras ferramentas como suplementação mineral; diferimento de pastagem, utilizada para o ganho de peso dos animais em fase de escassez de alimento, como outras tecnologias, fica impossível manter o desempenho adequado dos animais.

sábado, 14 de abril de 2012

Quer começar produzir leite...


Felipe Augusto Ramalho Spironello



PERGUNTOU PARA... Sr. Osmar Bento – Proprietário e Produtor de leite da Fazenda Boa Esperança – Taquaral-SP


Quais as recomendações importantes para quem gostaria de iniciar um sistema de produção de leite em sua propriedade?


Hoje em dia, o foco maior da produção de leite está voltado para o consumo de grandes empresas, não é mais aquele sistema de antigamente, onde você vendia diretamente seu leite ao consumidor final. Tendo em vista esse processo de mudanças, de rigorosas exigências de mercado, produtores de pequeno e médio porte optam por usar cooperativas ou vender seu produto para empresas que vão regulamentar e processar o produto para que se adeque às normas e exigências de mercado. Para o futuro empreendedor do setor leiteiro, o que se recomenda hoje em dia é: primeiro, definir a dimensão da produção, segundo, definir qual sistema irá adotar (extensivo ou intensivo), terceiro, analisar a condição fiscal para investimento em instalações, por último, e não menos importante, deve-se focar no nível e qualidade da produção, para que se agreguem valores ao seu produto final. Atualmente o rastreamento do animal, a higiene, as instalações e até mesmo mão de obra qualificada ou especializada tem pesado e muito na qualidade do produto e preço final, haja visto que o mercado para o leite, sofre oscilações muito grandes, então, recomenda-se estar sempre preparado e bem estruturado para momentos em que o leite tenha seu preço reduzido, épocas em que se deve fazer o manejo adequado das vacas, rotação de pastagens no caso extensivo, balanceamento de alimento ou até mesmo a troca deles por conta da sazonalidade e preço, à fim de, manter os preços bons e os custos na mesma margem.


COMENTÁRIOS...

O entrevistado nos fala sobre o planejamento total caso haja interesse em iniciar-se na produção de leite, no entanto podemos também adicionar itens de planejamento como: compra e definição de raça de acordo com a região, disponibilidade de alimentos, insumos, projetos de medidas de contenção e prevenção de patologias virais/bacterianas, logistica (transporte e comercialização), por fim, a cada detalhe, menos uma surpresa!!!   

Por que Nelore x Angus ?


Letícia Leal

Marco Vinícius Ferreira


PERGUNTAMOS PARA...

Pfrof. Dr. Raul Dirceu Pazdiora -  médico veterinário, Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal (FACIMED)


Por que o cruzamento da raça bovina Angus com zebuínos está sendo muito utilizado no Brasil ?

A busca por maior produtividade na pecuária de corte fez com que o produtor intensificasse a utilização do cruzamento. E neste caminho a utilização do cruzamento industrial com animais da raça Angus com vacas zebuínas e principalmente da raça Nelore, vem sendo empregado com maior intensidade em relação aos demais. Os índices demonstram que para cada 5 bezerros que nascem do cruzamento entre diferentes raças, 4 bezerros são com a utilização da raça Angus, isto demonstra a importância e o sucesso deste cruzamento. E esta grande preferência por este cruzamento se deve as características que se complementam entre a rusticidade e adaptabilidade ao clima tropical dos animais da raça nelore e a precocidade, fertilidade, qualidade da carcaça e da carne dos animais da raça Angus, atendendo o exigente mercado da carne. Além disso, a fêmea meio sangue pode ser excelente matriz para reposição de plantéis por sua precocidade, fertilidade e habilidade materna.

Animais cruzados respondem melhor em confinamento que animais da raça Nelore, por apresentar maior adaptabilidade a esta condição, principalmente em dietas com alto grão e maior consumo de matéria seca gerando maior ganho de peso de forma muito eficiente. Com este cruzamento pode-se obter ganhos superiores de até 25% no desempenho através da heterose. No entanto, por serem animais mais produtivos precisam de condições para poder expressar todo o seu potencial genético, principalmente relacionado à condição nutricional.

O mercado da raça Angus esta em alta, por se destacar em várias características, principalmente pela qualidade da carne. Isto pode ser visualizado pelo aumento na comercialização de doses de sêmen da raça Angus, com a ajuda da técnica da inseminação artificial em tempo fixo (IATF) que facilita a utilização da inseminação artificial. Com isso, o produtor pode utilizar material genético superior e evitar os problemas da monta natural com animais angus em condições tropicais. Nesta situação, o desempenho de animais puros é comprometido pelas condições climáticas e nutricionais e isto faz com que a maior quantidade destes animais puros são criados na região Sul. Além da qualidade da carne, as fêmeas da raça Angus apresentam excelente fertilidade, longevidade, precocidade, facilidade de parto e habilidade materna tendo uma representação muito importante no rebanho da região Sul.

Além dos pontos já discutidos, a associação da raça Angus tem importância muito grande por promove forte marketing em cima destes pontos. E alguns frigoríficos, visualizando vantagens pela qualidade deste produto, premiam produtores que entregam animais puros ou cruzados, e isto só faz crescer esta raça.



NOSSO COMENTÁRIO...

O cruzamento industrial mais apreciado atualmente no Brasil é o de zebuínos Nelore com europeu Angus. Devido o resultado deste cruyamento apresentar grande desempenho prático, como acabamento, deposição de gordura, excelente precocidade e adaptabilidade ao clima tropical (temperatura e presença de ectoparasitas), e ainda, dentro da indústria frigorífica, tornam-se referencia no quesito de maciez da carne.

O produtor ganha muito na questão de precocidade, aumentando a velocidade de giro e terminação desses animais. Um abate mais precoce, de um animal mais jovem, conseqüentemente de melhor qualidade. Nem todos os frigoríficos remuneram de acordo com a qualidade animal, mas já existem alguns que apresentam projetos de parcerias gerrando lucro ao produtor que se adequa à essa produção...isso é o passo para a melhoria da eficiência dos rebanhos brasileiros. 



domingo, 8 de abril de 2012

Entrevista: Somatotropina Bovina

Bruno Zucca Cassilhas

Rafael Ferreira Gomes


PERGUNTAMOS PARA... Paulo Henrique Queiroz-Proprietário e Zootecnista da Empresa Nutritaurus Rações e Minerais.


Qual o impacto da utilização da Somatotropina bovina (bST) sobre a produção de leite?


O hormônio de crescimento (GH), conhecido também com hormônio Somatotropina (ST), é uma pequena molécula proteica.

A ST é produzida na Adeno-hipófise que está localizada na base do cérebro dos animais, causa crescimento de todos tecidos corporais que apresentam essa capacidade, promovendo tanto o aumento do tamanho das células como o aumento do número de mitoses, favorecendo com isso o surgimento de números maiores de células. É o principal regulador do crescimento em mamíferos e tem efeito único no desenvolvimento da glândula mamária e na lactação. Quando realizaram a primeira pesquisa com (bST) em vacas em lactação, pesquisadores demonstraram que as vacas injetadas com extratos da glândula pituitária (a hipófise) de outros bovinos abatidos representavam aumento na produção de leite.

Na década de oitenta, com a evolução da biotecnologia, a qual envolve a tecnologia de DNA recombinante, tornou-se possível produzir, a partir de genes removidos de bovinos e inseridos em plasmídeos da bactéria Escherichia coli, a somatotropina bovina, conhecida como somatotropina recombinante (RBST), podendo ser controlada em condições laboratoriais e produzida em escala industrial, o que tornou possível sua utilização comercial.

O efeito da Somatotropina sobre a produção de leite aumenta a produção de leite por animal e a utilização do (bST) depende das condições de manejo e alimentação serem adequadas. Animais não adequadamente abrigados, sujeitos a condições ambientais e de manejo capazes de restringir o consumo de alimentos, recebendo formulações dietéticas capazes de limitar o consumo de nutrientes ou sujeitos a algum tipo de restrição alimentar podem ter resposta produtiva comprometida, sendo relatado que a produtividade é maior em propriedades onde o manejo é superior.

Em estudos com vacas da raça holandesa demostraram valores consideráveis no aumento da produtividade que variaram de 3 a 40% (correspondente a 2 a 5 kg de leite por dia) para animais que receberam tratamento com (bST) durante período pré e pós-parto e prolongamento a persistência da lactação.


NOSSO COMENTÁRIO...

A utilização da tecnologia da bST exerce influência na produção de leite, sendo que os animais que recebem maior número de aplicações do hormônio apresentam maiores médias na produção. Assim a aplicação de bST pode ser uma ferramenta importante no que se refere a elevação da produção de leite, sem afetar a avaliação genética.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Entrevista: Composição do leite

Luana A. Vacondio

Lucas A. Souza


PERGUNTAMOS PARA... Dr. Ricardo Dias Signoretti - Pesquisador Científico do PTA - Colina - SP


Quais fatores podem interferir na produção leiteira de cada vaca e alterar a composição do leite?


O fator nutricional ligado à qualidade do leite refere-se ao seu valor nutritivo, ou seja, sua composição nutricional.

Não há relação simples e direta entre os componentes da dieta e os componentes sintetizados no leite, de forma quando se aumentar um nutriente em particular na dieta não há necessariamente um aumento correspondente na secreção de um componente similar no leite. Por exemplo, o aumento no teor de proteína da dieta, mantendo-se o nível de energia, tem pouco ou nenhum efeito sobre a proteína do leite.

Da mesma forma, a adição de gordura à dieta de vacas leiteiras geralmente reduz o teor de gordura do leite. Isso se dá pelas complexas transformações que os alimentos ingeridos sofrem no rúmen, pela influência dos hormônios, e pelas restrições fisiológicas e bioquímicas resultantes da forma como os sólidos do leite são sintetizados na glândula mamária.

Mudanças no teor de proteína do leite são possíveis pela manipulação da nutrição, mas numa magnitude bem inferior às alterações possíveis no teor de gordura, por uma série de razões. Em primeiro lugar porque a variação natural possível é bem menor, e também porque os fatores dietéticos que influenciam essa variável não são completamente conhecidos.


NOSSOS COMENTÁRIOS...

Além do manejo alimentar de vacas leiteiras, outros fatores podem influenciar a composição do leite, como o tipo racial, a estação do ano (referente a nutrição), o estresse (ex: calórico). O manejo também pode ter influência indireta nesta composição, pois as práticas diárias de ordenha e a higienização se relacionam com a mastite no rebanho, que quando presente interfere na produção quantitativa e qualitativa do leite.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Artur Faria Morales

Laura de Moraes Teixeira


PERGUNTAMOS PARA... Prof. Dr. Luciano Menezes Ferreira – Médico Veterinário - Docente do curso de Zootecnia UNIFEB

Como controlar a Contagem Bacteriana Total (CBT) e a Contagem de Células Somáticas (CCS) no leite de vacas?

A Contagem Bacteriana Total (CBT) pode ser influenciada principalmente por falhas no manejo higiênico-sanitário do rebanho e dos equipamentos envolvidos na obtenção do leite. Dentre os fatores que podem influenciar o aumento da CBT, destacam-se:

- ordenha de vacas com tetos sujos;

- deslizamento e queda de teteiras;

- falhas na limpeza dos equipamentos de ordenha (devem ser utilizados detergentes alcalino e ácido, conforme instruções da empresa, lembrando que deverão ser específicos para esse tipo de higienização);

- deficiência do resfriamento rápido do leite (deve ser mantido a 4 °C e, em casos de o leite recém ordenhado ser misturado ao resfriado, essa temperatura do conjunto deve ser atingida em, no máximo, 2 horas);

- mastite causada por coliformes, estreptococos ambientais e estafilococos coagulase negativa.

Em relação à Contagem de Células Somáticas (CCS), a mastite é a principal causa. Por isso, para que haja sua diminuição, é necessário implementar um bom programa de controle dessa enfermidade baseado nos itens a seguir:

- trabalho em equipe (produtor e funcionários);

- identificação e eliminação das infecções existentes (mastite clínica: deve ser realizado o teste da caneca telada ou da caneca de fundo preto diariamente com utilização de antibioticoterapia imediata nos casos positivos com o medicamento de rotina da propriedade, lembrando que o leite desses animais deve ser descartado. No entanto, antes do início desse tratamento, preconiza-se colheita e envio de amostra do leite ao laboratório para a identificação do microrganismo e, ainda, a obtenção de seu perfil de resistência aos antimicrobianos testados para a escolha do princípio a ser utilizado; mastite subclínica: realização de CMT – California Mastitis Test – quinzenalmente ou no mínimo 1x/mês, como auxílio de diagnóstico na identificação dos animais infectados, ordenhando-os por último; assim como o envio de amostras mensalmente a um laboratório credenciado para a análise da CCS).

- prevenção de novas infecções (lavagem dos tetos com água clorada, secando-os com papel toalha descartável; realização de pré e pós-dipping em todas as ordenhas; antibioticoterapia de vaca seca principalmente daquelas que apresentaram casos de mastite subclínica durante o período de lactação);

- monitoramento da saúde da glândula mamária.

Diante do exposto, é de suma importância que o produtor adote as medidas de controle higiênico-sanitário supracitadas a fim de evitar a contaminação do leite, seja por higiene inadequada dos equipamentos ou por falhas no controle da mastite. Com isso, é possível produzir um leite de boa qualidade que atenda aos padrões (CBT e CCS) exigidos na legislação brasileira vigente.


NOSSO COMENTÁRIO...

A fim de garantir a qualidade do leite produzido no Brasil, preconizada na IN 51 desde 2002. Em dezembro de 2011 foi publicado no Diário Oficial da União, na forma de IN 62, a atualização das regras para a qualidade do leite pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA). O novo texto visa garantir a continuidade da  implementação do regulamento da IN51, mas de forma mais gradativa, como estímulo ao produtor, além de incrementos no controle sanitário do rebanho e novas normatizações.


Laura Teixeira, Prof. Dr. Luciano Ferreira e Artur Morales
Roana Ferreira


Carlos Ueslei


PERGUNTAMOS PARA... Dr. Flávio Dutra Resende - Diretor Apta Regional Alta Mogiana, Colina SP

Quais as vantagens de se criar rebanho cruzado e rebanho de raça pura na bovinocultura de corte?

Segundo dados do IBGE o rebanho Brasileiro é composto por cerca de 180 milhões de cabeças, embora a SCOT Consultura estima o mesmo rebanho em 215 milhões. Deste total, grande parte é representado por rebanho zebuino onde a raça Nelore é predominante. A adoção de cruzamento em bovinos de corte é uma atividade relativamente recente onde se procura complementar os benefícios de cada raça. Assim, quando se cria raça pura, a seleção é baseada em características produtivas da raça, quer seja ganho de peso, acabamento de carcaça, peso de abate, adaptação ao meio ambiente, índices reprodutivos etc... Dificilmente se consegue selecionar numa determinada raça, todos estes atributos e assim o cruzamento entre raças é uma ferramenta que o produtor lança mão para complementar características produtivas de uma raça com a outra escolhida. Basicamente no Brasil, o que se usa como raça materna são fêmeas de origem zebuína, onde a raça Nelore é mais expressiva e como raça paterna animais de origem taurina (Origem britânica (Angus por exemplo) ou continental (Chianina), procurando-se com isso obter a heterose máxima, aproveitando-se a rusticidade do zebuíno com o potencial de ganho de peso do taurino. É importante ressaltar que, ao tomar esta decisão, o produtor terá um produto que será menos rústico e há a necessidade de melhoria de manejo da propriedade, tanto sanitária, nutricional e meio ambiente, pois caso contrário, os benefícios almejados não serão alcançados pois o animal não irá expressar o seu potencial para ganho e os índices produtivos serão menores.

Portanto, há vantagens e desvantagens de se criar raças puras e cruzadas e a estratégia a ser adotada dependerá dos investimentos que o produtor pretende fazer sempre pensando que quanto maior o grau de sangue de taurinos no rebanho, as condições ambientais deverão ser cada vez melhor. Hoje, com tecnologias como suplementação alimentar nas fases de cria, recria e terminação é possível abater animais zebuínos com até 24 meses de idade, com carne macia semelhante a de cruzamento industrial, porém no caso de cruzamento consegue-se abater animais mais jovens e se usar principalmente Angus no Cruzamento obter cortes carneos com maior marmoreio o que leva a uma maior maciez da carne. A decisão portanto é de mercado e cabe ao produtor negociar com os frigorificos um diferencial de preço por este tipo de carne que certamente é mais cara de ser produziada quando comparada a do zebuíno.


NOSSO COMENTÁRIO...
Fica evidente que a escolha da raça como pura ou cruzada depente do sistema de criação e seus objetivos, bem como todo o contexto da cadeia produtiva que envolve esta escolha.