José Cícero Morais Gandara
A mastite, doença causada por diversos tipos de bactérias é hoje um dos maiores problemas dos produtores de leite do Brasil e é a enfermidade que causa maior prejuízo nos rebanhos leiteiros mundiais. É uma doença grave podendo contaminar de um até todos os animais de seu rebanho, causando queda na produção de 15% a 40% na produção total do rebanho.
A mastite nada mais é que uma inflamação nas glândulas mamaria, causada por microorganismos (bactérias), podendo afetar animais de todas as idades, acarretando queda na produção e em casos mais graves até a atrofia de tetos do animal. A mastite é facilmente transmitida a outros animas através de utensílios de ordenha e até pelo ambiente.
Durante e após a ordenha é quando ocorre o maior nível de infecções, já que nesta faze o esfíncter dos tetos se encontram relaxados e totalmente propícios à incidência de microorganismos.
A mastite é encontrada no caso clínico e subclínico. O caso clínico é o mais grave sendo detectado visualmente através de alterações anormais de úbere e de secreção, já o caso subclínico é de difícil detecção a olho nu, sendo detectado através da contagem de células somáticas e de exames como, por exemplo, o CMT.
O caso mais grave de contaminação é através da falta de higiene na ordenha, e geralmente é detectado tardiamente o que dificulta muito o controle e tratamento da doença. Isso em muitos casos ocorre pela falta de informação e conhecimento dos proprietários e funcionários, que não fazem o uso de exames preventivos como o CMT e também a caneca telada que deve ser feito diariamente podendo detectar a enfermidade no inicio facilitando 90% de seu tratamento.
A prevenção da doença deve-se principalmente a higiene dos equipamentos de ordenha devendo-se ser lavado e desinfetado corretamente no fim da ordenha. Fazer o uso corretamente do pré e pós-diping também e muito importante para evitar a contaminação, e um método simples, porém muito importante e o de deixar as vacas contaminadas e em tratamento para o fim da ordenha a fim de evitar a contaminação através das teteiras, e também evitar que os animais se deitem após os primeiros 25 pós ordenha a fim de evitar a contaminação através do solo.
O tratamento depende de se identificar a origem e o tipo de bactéria que causou a infecção, mas geralmente é feito à base de antibióticos e pomadas sendo que nesta deve-se fazer uma infusão intra-mamária.
