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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Utilização de Ractopamina

 
Camille Bergamo
 
Izabelle Barbosa
 
 
Os sistemas de produção de carne bovina têm buscado investir em novas tecnologias para aprimorar a obtenção de um produto de melhor qualidade em menor tempo e de forma economicamente viável, sem desrespeitar as normas ambientais vigentes. Sendo que nos últimos anos ,importantes avanços tecnológicos foram obtidos pela cadeia produtiva da carne bovina, tanto dentro quanto fora da porteira. Considerando-se tecnologias na área de nutrição animal, pode-se destacar o desenvolvimento da prática da suplementação proteica na época seca do ano ou o uso do confinamento estratégico buscando a intensificação de produção. Para a formulação de dietas diversas tecnologias estão sendo empregadas como os ionóforos e outros promotores do crescimento, com grande destaque, pelo menos nos últimos anos, para os beta-agonistas dentre eles a Ractopamina.
No Brasil a utilização de beta-agonistas para a suinocultura já é permitida a dez anos pelo ministério da agricultura, pecuária, abastecimento (MAPA), mas recentemente a utilização dos beta-agonistas no Brasil foi liberada e registrada junto ao MAPA destacando-se a ractopamina e o zilpaterol, cujos nomes comerciais são Optaflexx e Zimax, respectivamente. Ambos são liberados para uso na fase final de terminação, sendo que o período de fornecimento ótimo, em que a resposta é máxima, seria nos últimos 28-35 dias da terminação, para a ractopamina, e 20 dias para o zilpaterol.
Quem acompanha as atualidades do mundo da carne, sabe que as negociações do mercado entre os Estados Unidos e a Rússia andam abalado. Pois a Rússia é um dos países que adota a tolerância zero ao uso de Ractopamina na carne, por sua vez, a China também suspendeu a comercialização de carne dos EUA, por conter vestígios de ractopamina da carne de suínos. A decisão de tolerância zero a esse medicamento abrange 160 países contra 26 que permitem certo limite desse medicamento na carne.
A ractopamina é um agonista β-adrenérgico. Agonista ou simpatomiméticos farmacologicamente são agentes que facilitam ou mimetizam a ativação do Sistema Nervoso Autônomo Simpático (SNAs). Classificando-se em: simpatomiméticos de ação direta, onde, todos os agentes atuam diretamente nos receptores adrenérgicos. E os simpatomiméticos de ação indireta, atuando principalmente na liberação de noradrenalina ou em sua inibição.
A ractopamina sendo classificada como um agonista beta-adrenérgico, que age no metabolismo animal, inibindo a lipogênese, estimulando a lipólise e retendo o nitrogênio, ocasionando aumento na síntese protéica (Miyada, 1996).
Agonistas segundo FIEMS (1987) é um composto sintético no qual se liga a receptores orgânicos, tendo uma ação mais potente que o mediador endógeno. Logo, os adrenérgicos são pertencentes a classe dos receptores que estão diretamente ligados a proteína G, alvos da catecolaminas. Que por sua vez são ativados por seus ligantes endógenos a epinefrina e norepinefrina. Os receptores adrenérgicos estão presentes e muitas células, e a ligação de agonistas causam uma resposta simpática, a ractopamina é utilizada como um aditivo nas rações de bovinos e suínos. Esse agonista  β-adrenérgico pormove uma maior conversão alimentar, aumento no ganho de peso diário e menor ingestão de matéria seca.
O uso desse agonista  β-adrenérgico, também proporciona maior rendimento de carcaça, aumento de peso e área de olho de lombo, diminuição da espessura de gordura subcutânea e intramuscular.
Como tudo que tem seus prós, existe o contra, o uso de agonista  β-adrenérgico, aumentou a força de cisalhamento, segundos estudos e pesquisas feitas, gerando uma carne com menos maciez, prejudicando a sua palatabilidade. Isto é, devido à diminuição da quantidade de gordura depositada intramuscular e pelo fato de que um dos mecanismos de ação dos beta-agonistas é diminuir a degradação proteica, pois é  atingido através do aumento da expressão e da atividade da enzima calpastatina, que está diretamente ligada à maciez de carne.
Por agirem de diferentes formas na célula, os simpatomiméticos, podem apresentar efeitos colaterais, produzindo uma estimulação excessiva da musculatura cardíaca, produzindo taquicardíaco e mesmo fibrilação ventricular, levando o animal a óbito.
A Rússia por sua vez alega que vestígios de ractopamina na carne podem causar mudanças a quem ingeri-la. Onde, pessoas com doenças cardíacas que utilizam medicamentos com efeitos opostos a dos agonista  β-adrenérgico, pode-se acarretar em interação medicamentosa. Sendo estas pessoas as de maiores riscos.

Fonte:

SOUZA, A.A. Efeitos da utilização de agonistas beta-adrenérgicos no desempenho e características de carcaça de bovinos de corte confinados. Postado em 18/01/2007:
 http://www.beefpoint.com.br/radares-tecnicos/nutricao/efeitos-da-utilizacao-de-agonistas-beta-adrenergicos-no-desempenho-e-caracteristicas-de-caracaca-de-bovinos-de-corte-confinados-33583/

EUA: exportações continuam suspensas pela Rússia devido à ractopamina. Postado em 14/03/2013: http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/giro-do-boi/eua-exportacoes-continuam-suspensas-pela-russia-devido-a-ractopamina/

PFLANZER, S. B.; FELÍCIO, P. E. Beta-agonistas: o que são e como funcionam na produção de carne bovina. Postado em 19/02/2013: http://www.beefpoint.com.br/radares-tecnicos/beta-agonistas-o-que-sao-e-como-funcionam-na-producao-de-carne-bovina/

MAPA: ractopamina será aceita com limite máximo. Postado em 09/07/2012: http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/giro-do-boi/mapa-ractopamina-sera-aceita-com-limite-maximo/
Referencias bibliográficas:
SPINOSA,H.S.; GÓRNIAK,S.L.; BERNARDI, M.M. Farmacologia aplicada à medicina veterinária. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A, 1996. p. 64-67
HAESE, D.; BϋNZEN, S., Ractopanima, Revista Eletrônica Nutitime, v.2, nº2, p. 176-182, março/abril de 2005.
AGOSTINI, P.S., et al., Efeitos da ractopamina na performance e na fisiologia do suíno. Universidade Estadual de Londrina. Centro de Ciências Agrarias. Departamento de Zootecnia. Londrina PR. Brasil. Universidade Estadual de Maringá. Centro de Ciências Exatas. Departamento de Química. Maringá PR. Brasil.
WALKER, D.K., Effect of ractopamine on growth in cattle. Department of Animal Sciences and Industry College of Agriculture, Kansas State University, Manhattan, Kansas, 2008.
RAMOS, F.; SILVEIRA, M.I.N. Agonista adrenérgico β e produção animal: III-Efeitos zootécnicos e qualidade da carne. Revista Portuguesa de Ciências Veterinárias. Centro de Estudos Farmacêuticos da FCT-Laboratório de Bromatologia, Hidrologia e Nutrição Faculdade de Farmácia Universidade de Coimbra, 3000-295 Coimbra.
GONZALES, E.; BERTO, A.D.; MACARI, M. Utilização de agonista β andrenérgicos como repartidores de nutrientes em produção animal. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 22, nº 02, p. 316-329, 1993.

RAÇA SINDI X PRODUÇÃO DE LEITE

 
Adriano Faleiros
 
Jayne Silveira
 
 
 
A raça Sindi é originária do Paquistão, de uma região desértica. Foi introduzida no Brasil em 1930, mais foi em 1952 que houve uma introdução mais significativa desses animais pelo Dr. Felisberto de Camargo, diretor do Instituto Agronômico Norte.
 
As principais características dessa raça são: pelagem avermelhada, pequena estatura, menor consumo absoluto de alimentos, boa eficiência reprodutiva e a boa capacidade de produção de leite, tanto em quantidade como em qualidade, e é uma raça rústica, dócil, adaptável e precoce.
 
Por ter vindo de regiões semi-áridas, animais dessa raça se adaptam muito fácil a qualquer tipo de clima. Nos últimos anos ocorreram vários avanços dentro da raça graças aos programas de melhoramento genético. De acordo com a ABCZ a raça tem crescido nos últimos anos e a tendência é crescer ainda mais.
 
É um animal de pequenas áreas, inclusive com baixa qualidade de forragem e, portanto com muita lucratividade. Existem vacas com lactação oficial acima de 20 kg de leite/dia.
Portanto animais da raça Sindi, além da boa adaptabilidade às condições climáticas, ela deveria ser melhor incentivada quanto a sua multiplicação e difusão para atender às necessidades de produção de leite.
 
 
Sindi


 
Referências bibliográficas
 
http://www.cnpgl.embrapa.br/nova/informacoes/melhoramento/Sindi/sindi.php
http://bahiaredsindi.blogspot.com.br/2012/05/sindi-comprova-melhoramento-genetico.html