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quarta-feira, 31 de março de 2010

AS CONDIÇÕES DA PRODUTIVIDADE LEITEIRA NO BRASIL

Marluci de Carvalho

Ulisse Santos Dias de Oliveira


O Brasil apresenta alta produção leiteira, mas a sua produtividade é baixa quando comparada a de outros países. Alguns fatores como rebanho, nutrição, instalações e mão-de-obra, com mau planejamento e investimentos adequados, contribuem para que a produtividade não alcance os objetivos esperados.
No nosso rebanho, a maioria dos animais produtores de leite não são especializados para essa atividade, e falta assistência técnica, a prática do controle leiteiro e de um manejo correto, ocasionando assim baixa nesse setor.
Quanto à nutrição, em geral, os animais são mantidos em pastagens que são utilizadas de forma contínua, sem reposição de nutrientes e sujeitas as variações climáticas ao longo do ano, sem contar que os concentrados tem um alto custo de aquisição deixando os animais com algumas deficiências nutricionais, principalmente na época da seca.
Já as instalações como bezerreiros, currais ou estábulos para ordenha, com condições inadequadas, podem provocar alta mortalidade dos bezerros e uma prática de higiene incorreta que acarreta alta transmissão de doenças.
Infelizmente, no Brasil, a mão-de-obra possui poucas pessoas especializadas e com aptidão para esse tipo de serviço, promovendo a subutilização de instalações, equipamentos e boas práticas, também responsáveis pela baixa produtividade.
Com esses fatores em baixa, a qualidade e a quantidade do leite pode ser afetado diretamente. Podemos ver então, que para aumentar a produtividade é necessário inicialmente conhecimento, informação, incentivo, implantação e vontade...dos técnicos, produtores e é claro, dos governantes.


Fonte:

www.criareplantar.com.br/pecuaria/bovinodeleite/zootecnia

domingo, 28 de março de 2010

RASTREABILIDADE NO BRASIL

Marina Dacie

Reginaldo Henrique Tasinafo


A rastreabilidade é um sistema de registro de animal individual ou em lotes, que nos permite saber tudo sobre a vida do animal, ou seja, quem são os pais, quando e onde ele nasceu, se foi transportado e para quais lugares, onde foi seu abate, em fim da fazenda ao abate.

O surgimento da rastreabilidade se deve por causa de um crescimento de intoxicações, infecções e mortes, decorrentes de contaminações não intencionais. Exemplo disto são as toxinfecções de origem alimentar, e a BSE (encefalopatia espongiforme bovina) (Mattos, 2001).

Por isso, cada vez mais o tema é abordado e analisado no tecido empresarial nacional e internacional. As empresas necessitam de um sistema que permite controlar o histórico dos produtos, encontrar as suas não conformidades e localizar os que não se encontram nas devidas condições. Assim, o acompanhamento e a localização fácil e rápida dos produtos assumem especial importância.

No Brasil o SISBOV (Sistema brasileiro de identificação e certificado de origem bovina e bubalina) foi um instrumento criado pela Instrução Normativa Nº 1 de 09 de janeiro de 2002 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA, para garantir a segurança dos produtos de origem bovina e bubalina, particularmente dos alimentos para consumo humano.

Atualmente, é obrigatório para quem quer implantar o sistema de rastreabilidade no rebanho, o acompanhamento de uma empresa credenciada pelo MAPA, denominada certificadora, que se responsabiliza pela verificação e documentação dos animais rastreados. Resumidamente, funciona assim: o produtor faz o pedido de certificação de um determinado número de animais à certificadora, logo depois do pedido, a numeração dos animais é emitida pelo MAPA e a confecção dos brincos de identificação por uma empresa produtora de brincos. Em seguida o brinco é encaminhado para o endereço do produtor, e o técnico da fazenda efetua a brincagem e registra dos dados dos animais identificados, periodicamente, enviando-os à certificadora para arquivamento. Dessa forma, tem-se o rastro dos animais cadastrados.

No entanto, o Brasil não é um exemplo em relação à rastreabilidade, pois ainda está em fase de aceitação, adaptação e modificação de seu regulamento. Tudo isso, apesar de o país ser o maior exportador de carne bovina, mas parece que o governo e os setores responsáveis por parte da agropecuária no país não incentivam muito os produtores de bovinos e bubalinos.


Referências

Mattos,W.R.S. et. al (Ed). A produção animal na visão dos brasileiros. Piracicaba: FEALQ, 2001. p. 294-301.

Fonte de pesquisa


QUALIDADE X SUCESSO

As professoras Maira Mattar e Marcela Roth, agradecem em nome do curso de Zootecnia (Unifeb/ Barretos-SP), e do grupo FEBOVI (Fomento e Estudo da Bovinocultura) à todos os participantes inscritos, convidados, palestrantes, patrocinadores (Sirvarig, Nuvital, Cia do Sal, Santander, Mídia DBO) e grupo de apoio, pelo grande sucesso do curso de Qualidade de Carne e Leite de Bovinos.
O curso iniciou na sexta-feira (26/03/2010) com o auditório lotado, e palestras muito interessantes sobre manejo, nutrição e genética em associação com a qualidade do leite bovino, proferidas pelos palestrantes Prof. Dr. Luciano Menezes Ferreira (Unicastelo), Dr. Ricardo Dias Signoretti (Apta) e Raul Lara R. Carneiro (CRV Lagoa), respectivamente. Como no dia anterior, com o auditório repleto de interessados, a manhã de sábado (27/03/2010) contou com as palestras sobre pré-abate, pós-abate, genética e nutrição associados à qualidade da carne bovina, apresentadas por Carla Ferrariri (Etco), Prof. Dr. Pedro Eduardo de Felício (Unicamp), Profa Dra. Sandra Aidar de Queiroz (Unesp) e Flávio Dutra de Resende (Apta).
O grande interessse pelo curso foi surpreendente e, nos últimos dias de incrição as vagas foram bastante disputadas. Dentre os incritos estavam alunos de Zootecnia, Agronomia, Engenharia de Alimentos, Direito, professores, funcionários e proprietários de empresas, produtores rurais, além de visitantes de outras cidades (Botucatu, Franca, São Paulo, Jales, Jaboticabal, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto, entre outros), todos com interesse e participação de alguma forma na cadeia produtiva de carne e leite.
Segundo relatos durante o evento, os que garantiram a sua vaga não se arrependeram e disseram que no próximo curso FEBOVI irão garantir a vaga mais cedo para não correrem o risco de ficarem sem.

A única má notícia é que o curso acabou!!!!!
Mas nós participantes encerramos felizes e repletos de novos conhecimentos e informações......


domingo, 14 de março de 2010

PECUÁRIA LEITEIRA: RUMO A UM FUTURO PROMISSOR

Amanda Nogueira Matias

Carolina Bilia Chimello Luz


A pecuária leiteira nasceu em 1532 no Brasil, quando a expedição de Martim Afonso de Souza trouxe da Europa os primeiros bovinos para a colônia portuguesa, precisamente para a vila de São Vicente. Nestes quase cinco séculos de existência, a atividade caminhou lentamente, sem grandes evoluções tecnológicas. A partir de 1950, coincidindo com o surto da industrialização do país, a pecuária leiteira entra na sua fase dita moderna, mas mesmo assim o progresso continuou muito tímido, não se verificando nada de estrondoso que mudasse radicalmente o seu status (Rubez, 2003).

Historicamente, a pecuária leiteira no Brasil foi caracterizada pela baixa produtividade dos fatores de produção (terra, mão-de-obra e capital). Essa característica, somada à alta sazonalidade da oferta e à falta de qualidade do leite in natura, colocava o país no rol dos atrasados em produção leiteira (Netto & Gomes, 2010).

Nos últimos 10 anos, a produção leiteira apresentou um aumento de 40% atingindo valores superiores a 26 bilhões de toneladas e mesmo diante desse aumento, a obtenção de litros/vaca/ano nas propriedades continua sendo baixa comparada a outros países como Estados Unidos, Canadá e Países Baixos (Embrapa, 2009).

Atualmente, o Brasil apresenta o terceiro maior rebanho leiteiro do mundo com 17 milhões de vacas e também o sexto lugar em produção mundial de leite com 30 bilhões L/ano, ficando atrás dos Estados Unidos, União Européia, China, Rússia e Índia (Anualpec, 2009).

Em todo território nacional é praticada a pecuária leiteira, devido a condições edafoclimáticas que permitem adaptações dessa atividade no país, porém em alguns estados ela se encontra com maior evidência por causa de sua maior produtividade, dentre elas: Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo (Santos et al., 2005).

Os principais fatores que afetam a produtividade leiteira são: genética, manejo e sanidade.

A genética assume um papel importante, pois através de animais especializados é possível obter os melhores resultados em relação à produção e duração da lactação.

O manejo alimentar está intimamente relacionado com o nível de produção individual das vacas, pois quanto melhor a nutrição, mais provável a maior produção de leite pelo animal, lembrando que quanto maior o potencial genético da vaca, mais estas são exigentes em relação à dieta.

Conhecer também a ordem da lactação (que nos permite saber a longevidade de uma vaca), lembrando que quanto mais nova a vaca, menos leite ela produzirá, aumentando a cada lactação, o período de parição (secas ou nas águas), a idade ao primeiro parto, sendo que quanto mais nova ela entrar em período de reprodução, maior será o número de crias geradas ao longo da sua vida reprodutiva e, o intervalo entre partos também são fatores importantes para aumentar a eficiência produtiva das vacas.

Portanto, a vaca leiteira é uma unidade produtora que deve trabalhar de maneira intensa, e qualquer problema que modifique o seu metabolismo terá reflexos consideráveis na economia do sistema. No entanto, quando se adquire um animal para fins reprodutivos, deve-se tomar certos cuidados relacionados a sanidade do mesmo e também de todo rebanho, com o objetivo de eliminar doenças e parasitas que impeçam que isso aconteça (Peixoto et al., 2000).

Com isso, o Brasil reúne todas as condições ideais para alcançar a maior plataforma mundial de produtora e exportadora de leite, seja qual for o sistema de produção. Temos 2 mil horas/luz/ano, contra mil horas do hemisfério norte, 100 milhões de hectares agriculturáveis e ainda virgens, 20% das reservas de água doce do mundo, o maior rebanho bovino do planeta, e, uma vontade louca de crescer (Rubez, 2003).

Referências:


ANUALPEC. Anuário da Pecuária Brasileira. Instituto: FNP. 2009

EMBRAPA, 2009. Disponível em: . Acesso em: 03 mar. 2010.

NETTO, V.N., GOMES, A.T. Especialização da pecuária leiteira. Disponível em: . Acesso em: 10 mar. 2010,

PEIXOTO, A.M ; MOURA, J.C; FARIA, V.P. Bovinocultura Leiteira. Piracicaba: Fealq, 2000. 3ª Ed, 5-19 p.

SANTOS, F. A. P.; MOURA, J. C.; FARIA, V. P.; Visão técnica e econômica da produção leiteira. Piracicaba: Fealq, 2005. 7-9 p.

RUBEZ, J. O Leite nos últimos 10 anos. Disponível em: . Acesso em 09 mar. 2010.

RUBEZ, J. A vontade louca do leite de crescer. Disponível em: . Acesso em 10 mar. 2010.

DESAFIO AO TOPO

Chafic Mustafé de Almeida

Rodolfo Maciel Fernandes

Apesar de o Brasil ser o maior exportador de carne bovina mundial, e ter o maior rebanho comercial, cerca de 174 milhões de cabeças (Anualpec, 2009) ainda deixam muito a desejar em termos de eficiência comparada com seus principais concorrentes. Dessa forma os setores envolvidos na pecuária brasileira deveriam trabalhar juntos para que o Brasil se consolide como potência em produção de carne bovina.

As primeiras mudanças deveriam ocorrer na base da produção, nas fazendas junto aos pecuaristas. Mudanças vem ocorrendo neste setor, muitos pecuaristas já produzem com maior eficiência, se tecnificaram pensando como empresários, mas a grande maioria ainda produz em sistema extensivo com pastagens de baixa qualidade, com animais de baixo valor genético, assim culminando em baixas taxas de abate, baixa produção de bezerros, menor produção de carne, comparados com os principais produtores mundiais. A mudança desse cenário é de fundamental importância para a otimização dos lucros, aumento da produção e utilização racional das terras.

Por outro lado, os frigoríficos possuem relações intima com a produção nacional de carne. Se os produtores se tecnificarem e produzirem carcaças mais padronizadas de melhor qualidade os frigoríficos também vão produzir produtos de melhor qualidade conseguindo melhores preços, assim repassando melhor remuneração aos produtores. Além disso, a venda de produtos com valores agregados e não commodities e, também o marketing da carne brasileira são boas saídas para o setor.

O governo por sua vez, com novas linhas de créditos para o financiamento de um melhor sistema de produção, cursos de capacitação de funcionários para estes novos sistemas, e infra-estrutura para o escoamento da produção, contribuiriam com uma parcela significativa para a eficiência da produção de carne bovina.

O fato é que, o mundo não vai parar de consumir carne, a população mundial vem crescendo, e o Brasil se sobressai pela sua extensão territorial. A produção de bovinos em pastagens resulta em carne muito mais barata que a de animais criados em baias, e junto a isto, um sistema que une os setores pecuários em busca de um produto de boa qualidade e alta produtividade certamente consolidará o Brasil como potência na produção de carne bovina.


Referências:

ANUALPEC. Anuário da Pecuária Brasileira. Instituto: FNP. 2009