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quinta-feira, 20 de junho de 2013

BEM-ESTAR ANIMAL, QUEM SE IMPORTA?

 Por Maira Mattar


  As teorias relacionadas ao bem-estar dos animais tornaram evidentes um período de consciência coletiva humana de não suportar a crueldade com naturalidade. Dessa forma, vem se estabelecendo relação íntima e crescente entre as técnicas utilizadas no manejo com os animais e as práticas que garantem sua qualidade de vida. Mas, para que a sociedade aplique conceitos e técnicas de bem-estar animal é necessário o conhecimento destes, e sobretudo ter consciência de sua importância.

Em qualquer área da ciência o papel da academia, além do ensino e da pesquisa, é transmitir os conhecimentos e suas aplicações para a população. A ausência desta tríade é análoga a de ter um tesouro e não poder gastá-lo. As publicações científicas que divulgam os resultados das pesquisas para o mundo não são muito atraentes fora da academia, mas evento científico dentro da academia pode ser muito interessante e atrair muita gente.

O Congresso Internacional de Bem-Estar em Animais de Esporte: Equestre e Rodeio foi uma demonstração da maravilha da extensão acadêmica, e reuniu a diversidade humana com universitários principalmente dos cursos de Zootecnia, Agronomia e Medicina Veterinária de instituições particulares estaduais e federais, professores do ensino médio e superior, intelectuais, representantes políticos e de instituições e associações municipais, estaduais e federais, promotores de eventos esportivos, representantes de competidores, profissionais que atuam com animais, criadores, empresas, ativistas e simpatizantes dos esportes com animais.

Esta reunião com diferentes conhecimentos, culturas, crenças, princípios, ações, atividades e gerações, de início pode parecer não significar muito, mas a comunicação que ocorreu entre eles foi a mais significativa. Em momentos de debate e reflexão silenciosa no Teatro Jorge Andrade do Unifeb fez-se perceber por todos que existe apenas a preocupação na manutenção do ciclo natural da vida animal e os benefícios que isso pode gerar tanto na vida humana quanto na do próprio animal... o que retomou as palavras de Sócrates: “Toda parte, faz parte do todo.”

Profa. Maira Mattar, Coordenadora do Grupo FEBOVI e professora dos Cursos de Zootecnia e Agronomia do Unifeb


link da publicação original:
http://www.odiarioonline.com.br/noticia/14443/BEM-ESTAR-ANIMAL-QUEM-SE-IMPORTA



sexta-feira, 14 de junho de 2013

FOTOS- CONGRESSO INTERNACIONAL DE BEM-ESTAR EM ANIMAIS DE ESPORTE

Participantes
Prof. Ed Pajor - CA, Prof. Ferraudo - Unesp, Douglas Corey - PRCA 

Anita - Apta, Douglas Corey - PRCA, Desirée - Etco

Anita - Apta, Mariana - Febovi, Maira - Febovi/Unifeb, Douglas Corey - PRCA, Desirée - Etco, Prof. Mateus - Etco

Mesa Principal

Maira - Febovi/Unifeb, Henrique Prata e filho

Adriana, Mariana, Maira - Febovi


Mesa Redonda

Participantes

Participantes

Reitor e Pró-Reitoras - Unifeb

Prof. Ed. Pajor

Reginaldo da Silva - Reitor Unifeb, Hugo Resende Filho - Presidente Os Independentes  

Prof. Reginaldo, Dep Federal Milton Monti, Marcos Murta

Douglas Corey - PRCA

Ed Pajor, Mariana Herman, Douglas Corey

Prof. Dr. Mateus Paranhos da Costa - Etco/Unesp

Mesa Redonda

Med. Vet. Lilian Gontijo e Rosângela Ribeiro - WSPA

Mateus, Lilian e Rosângela

Prof. Ferraudo - Unesp, Prof. Ed Pajor - CA, Profa. Maira Mattar - Febovi/Unifeb, Douglas Corey - PRCA
 


MANDE SUA FOTO PARA FEBOVI@IG.COM.BR PARA ENTRAR NO SITE!!!!
 
 

terça-feira, 11 de junho de 2013

AGRADECIMENTO



...das mais diversas mentes, pensamentos e conhecimentos......dos mais diversos lugares, culturas e crenças.....das mais diversas verdades, princípios e ações..... das mais diversas atividades, gostos e gerações.....todos em um só momento e intenção...todos em comunicação...

 "CONGRESSO INTERNACIONAL DE BEM-ESTAR EM ANIMAIS DE ESPORTE: EQUESTRE E RODEIO" 2013

 
SE VOCÊ VEIO, VOCÊ SE IMPORTA!!!

 
Obrigada à todos pelo sucesso
Grupo FEBOVI
 
 

sábado, 8 de junho de 2013

Prezado Participante
 
 
Estamos satisfeitos com sua inscrição e participação no  "CONGRESSO INTERNACIONAL DE BEM-ESTAR EM ANIMAIS DE ESPORTE: EQUESTRE E RODEIO" 
 
Para Informações:
 
Endereço do Unifeb: 
 
Centro Universitário da Fundação educacional de Barretos - Avenida Professor Roberto Frade Monte n 389, Barretos, SP.  CEP 14.783-226, tel. (017) 3321-6411
 
Local:
 
Teatro Jorge Andrade do Unifeb
 
Retirada de pulseira de acesso ao teatro:
 
no Local a partir das 7:30 horas 
 
 
Aos participantes com origem de  outro Município ou Estado desejamos uma ótima viagem!!!!!
 
Aguardamos à todos com alegria !!!  
 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

LOCAL DO CONGRESSO INTERNACIONAL DE BEM-ESTAR EM ANIMAIS DE ESPORTE


 
LOCAL: TEATRO JORGE ANDRADE - UNIFEB, BARRETOS -SP
 
INÍCIO: 8:00 HORAS
 
 
 
IMPERDÍVEL DO INÍCIO AO FIM.....

segunda-feira, 6 de maio de 2013

CONHEÇA TODOS OS PALESTRANTES DO CONGRESSO DE BEM-ESTAR EM ANIMAIS DE ESPORTE

 
 

Dr. Ed. Pajor
Professor de Bem-Estar Animal da Universidade de Calgary. É reconhecido internacionalmente por suas pesquisas, dentre elas comportamento e bem-estar de animais. Atuou em conselhos editoriais do Journal of Animal Science, bem como na Applied Animal Behavior Science e como o representante dos EUA na Sociedade Internacional de Etologia Aplicada. Dr. Pajor também fornece conhecimentos científicos de diversas organizações, incluindo o McDonald’s Animal Welfare Panel, the National Pork Board’s Animal Welfare Committee, and Humane Farm Animal Care.
 
 
                        
                           
Prof. Dr. Antonio de Queiroz Neto

 


Graduado em Medicina Veterinária pela UNESP/FCAV, e Professor titular de Farmacologia e Terapêutica Veterinária, na mesma Instituição.  Pós-Graduação na USP/FMRP.
Realizou Estágio Pós-Doutorado junto ao Laboratório de Farmacologia e Terapêutica Experimental Eqüina da Universidade de Kentucky - EUA. 
É responsável pelas disciplinas de graduação: Farmacologia e Terapêutica Veterinária, Farmacologia e Toxicologia e, Fisiologia do Exercício Eqüino. É credenciado como responsável por disciplinas e orientador junto aos Programas de Pós Graduação em Medicina Veterinária e de Zootecnia da FCAV/UNESP. É lider do Grupo de Pesquisa em Fisiologia do Exercício Eqüino, certificado pela UNESP e credenciado pelo CNPq. Tem experiência na área de Medicina Veterinária, com ênfase em Farmacologia e Toxicologia Animal e Fisiologia do Exercício Equino, atuando principalmente nos seguintes temas: efeito de drogas sobre o desempenho atlético e comportamento de equinos, fisiologia do exercício e biomecânica. (Fonte: Currículo Lattes)
 
 
 
 
Prof. Dr. José Correa de Lacerda Neto
 
 
Graduado em Medicina Veterinária pela UNESP/FCAV, e Professor Adjunto de Clínica Médica de Equinos, na mesma Instituição.  Pós-Graduação na UFMG e USP/FMRP.  Está credenciado junto aos Programas de Pós-Graduação em Medicina Veterinária e em Cirurgia Veterinária, para orientação de mestrado e doutorado. É responsável pelo atendimento em Medicina Interna de Eqüinos junto ao Hospital Veterinário Governador Laudo Natel. Desenvolve pesquisas na área de Medicina Veterinária, com ênfase em Clínica Veterinária, atuando principalmente nos seguintes temas: laminite, tendinite, exercício, treinamento, enduro e cólica. No presente momento, exerce a Supervisão do Hospital Veterinário Gov. Laudo Natel da FCAV/UNESP. (Fonte: Currículo Lattes)  
 
 
 
Dr. Douglas Corey

Dr. Douglas G. Corey é médico veterinário formado pela universidade do Colorado US em 1976. Nesses anos de carreira teve participação ativa na Associação Americana de Medicina Veterinária, Associação Americana dos Veterinários de Equinos e Associação dos Médicos Veterinários de Oregon, desenvolvendo e protocolando projetos nacionais e regionais em Bem-estar animal e assuntos relacionados como eutanásia, cavalos aposentados e os chamados "cavalos indesejados". Há trinta e dois anos é membro do conselho consultivo em bem-estar animal da Associação Profissional de Rodeio (Professional Rodeo Cowboy Association) da qual é atualmente presidente.  E a 36 anos é veterinário atuante em clínica de equinos no estado de Oregon.
 
 

Dr. Mateus J. R. Paranhos da Costa

Mateus Paranhos da Costa é graduado em Zootecnia  pela UNESP/FCAV, e Pós-graduação: especialização em Comportamento Animal USP, Mestrado em Produção Animal pela UNESP/FCAV e Doutorado em Psicobiologia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras pela USP/RP e pós-doutorado em Bem-estar Animal pela Universidade de Cambridge, Inglaterra. Participou como membro do comitê consultivo sobre Bem-Estar Animal e Educação da Comissão Europeia e atuou como pesquisador visitante na sede da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma. Atualmente é professor de Etologia e Bem-Estar Animal naUNESP/FCAV , professor associado do Programa de Pós-Graduação em Psicobiologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (USP) e do Programa de Pós-Graduação em Produção Animal Subtropical, Faculdade de Ciências Veterinárias, Universidad Nacional del Nordeste (UNNE), Corrientes, Argentina. Tem experiência nas áreas de produção animal, ecologia e etologia de animais domésticos e de bem-estar animal.
  
Lilian D' Almeida Gontijo
Médica Veterinária autônoma em clínica de grandes animais, graduada pela UFMG. Possui Residência em Clínica e Cirurgia de Grandes Animais, pela UnB- Brasília e Mestrado em Ciência Animal - Dissertação em Bem-Estar Animal (“Bem-Estar de Equinos do Jockey e da Cavalaria de Curitiba-PR”), pela UFMG. Tem experiência com bem-estar dos animais por ser responsável pelo bem-estar de equinos e bovinos nas provas de Laço em Dupla do CMLD 2013- Circuito Mineiro de Laço em Dupla; responsável pelo bem-estar de equinos e bovinos de Rodeio na Festa do Peão de Barretos-SP 2012; responsável pelo bem-estar de equinos e bovinos das provas de Laço ao Bezerro e Bulldoging da Divinaexpô 2012 - Exposição de Divinópolis-MG.
 
Rosângela Ribeiro
 
Médica Veterinária graduada pela FMVZ- USP , atuou como clínica de pequenos animais lecionou na FAC – Faculdade Comunitária de Campinas entre 2007 e 2009 nas disciplinas de Clinica Médica e Bem Estar Animal. É Especialista em Bem Estar Animal pelo Cambridge e-Learning Institute e Especialista em Bioética pela USP. Atualmente é Gerente de Programas Veterinários da Sociedade Mundial de Proteção Animal - WSPA coordenadora dos programas Red Collar e a implantação do Programa Educacional em Conceitos em Bem Estar Animal (ACAW) nos cursos superiores de Zootecnia e Veterinária do Brasil.
 
 
 
 REALIZAÇÃO: FEBOVI

COLABORAÇÃO: ETCO

APOIO: OS INDEPENDENTES; UNIFEB - ZOOTECNIA E AGRONOMIA
 
 
 
 
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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Utilização de Ractopamina

 
Camille Bergamo
 
Izabelle Barbosa
 
 
Os sistemas de produção de carne bovina têm buscado investir em novas tecnologias para aprimorar a obtenção de um produto de melhor qualidade em menor tempo e de forma economicamente viável, sem desrespeitar as normas ambientais vigentes. Sendo que nos últimos anos ,importantes avanços tecnológicos foram obtidos pela cadeia produtiva da carne bovina, tanto dentro quanto fora da porteira. Considerando-se tecnologias na área de nutrição animal, pode-se destacar o desenvolvimento da prática da suplementação proteica na época seca do ano ou o uso do confinamento estratégico buscando a intensificação de produção. Para a formulação de dietas diversas tecnologias estão sendo empregadas como os ionóforos e outros promotores do crescimento, com grande destaque, pelo menos nos últimos anos, para os beta-agonistas dentre eles a Ractopamina.
No Brasil a utilização de beta-agonistas para a suinocultura já é permitida a dez anos pelo ministério da agricultura, pecuária, abastecimento (MAPA), mas recentemente a utilização dos beta-agonistas no Brasil foi liberada e registrada junto ao MAPA destacando-se a ractopamina e o zilpaterol, cujos nomes comerciais são Optaflexx e Zimax, respectivamente. Ambos são liberados para uso na fase final de terminação, sendo que o período de fornecimento ótimo, em que a resposta é máxima, seria nos últimos 28-35 dias da terminação, para a ractopamina, e 20 dias para o zilpaterol.
Quem acompanha as atualidades do mundo da carne, sabe que as negociações do mercado entre os Estados Unidos e a Rússia andam abalado. Pois a Rússia é um dos países que adota a tolerância zero ao uso de Ractopamina na carne, por sua vez, a China também suspendeu a comercialização de carne dos EUA, por conter vestígios de ractopamina da carne de suínos. A decisão de tolerância zero a esse medicamento abrange 160 países contra 26 que permitem certo limite desse medicamento na carne.
A ractopamina é um agonista β-adrenérgico. Agonista ou simpatomiméticos farmacologicamente são agentes que facilitam ou mimetizam a ativação do Sistema Nervoso Autônomo Simpático (SNAs). Classificando-se em: simpatomiméticos de ação direta, onde, todos os agentes atuam diretamente nos receptores adrenérgicos. E os simpatomiméticos de ação indireta, atuando principalmente na liberação de noradrenalina ou em sua inibição.
A ractopamina sendo classificada como um agonista beta-adrenérgico, que age no metabolismo animal, inibindo a lipogênese, estimulando a lipólise e retendo o nitrogênio, ocasionando aumento na síntese protéica (Miyada, 1996).
Agonistas segundo FIEMS (1987) é um composto sintético no qual se liga a receptores orgânicos, tendo uma ação mais potente que o mediador endógeno. Logo, os adrenérgicos são pertencentes a classe dos receptores que estão diretamente ligados a proteína G, alvos da catecolaminas. Que por sua vez são ativados por seus ligantes endógenos a epinefrina e norepinefrina. Os receptores adrenérgicos estão presentes e muitas células, e a ligação de agonistas causam uma resposta simpática, a ractopamina é utilizada como um aditivo nas rações de bovinos e suínos. Esse agonista  β-adrenérgico pormove uma maior conversão alimentar, aumento no ganho de peso diário e menor ingestão de matéria seca.
O uso desse agonista  β-adrenérgico, também proporciona maior rendimento de carcaça, aumento de peso e área de olho de lombo, diminuição da espessura de gordura subcutânea e intramuscular.
Como tudo que tem seus prós, existe o contra, o uso de agonista  β-adrenérgico, aumentou a força de cisalhamento, segundos estudos e pesquisas feitas, gerando uma carne com menos maciez, prejudicando a sua palatabilidade. Isto é, devido à diminuição da quantidade de gordura depositada intramuscular e pelo fato de que um dos mecanismos de ação dos beta-agonistas é diminuir a degradação proteica, pois é  atingido através do aumento da expressão e da atividade da enzima calpastatina, que está diretamente ligada à maciez de carne.
Por agirem de diferentes formas na célula, os simpatomiméticos, podem apresentar efeitos colaterais, produzindo uma estimulação excessiva da musculatura cardíaca, produzindo taquicardíaco e mesmo fibrilação ventricular, levando o animal a óbito.
A Rússia por sua vez alega que vestígios de ractopamina na carne podem causar mudanças a quem ingeri-la. Onde, pessoas com doenças cardíacas que utilizam medicamentos com efeitos opostos a dos agonista  β-adrenérgico, pode-se acarretar em interação medicamentosa. Sendo estas pessoas as de maiores riscos.

Fonte:

SOUZA, A.A. Efeitos da utilização de agonistas beta-adrenérgicos no desempenho e características de carcaça de bovinos de corte confinados. Postado em 18/01/2007:
 http://www.beefpoint.com.br/radares-tecnicos/nutricao/efeitos-da-utilizacao-de-agonistas-beta-adrenergicos-no-desempenho-e-caracteristicas-de-caracaca-de-bovinos-de-corte-confinados-33583/

EUA: exportações continuam suspensas pela Rússia devido à ractopamina. Postado em 14/03/2013: http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/giro-do-boi/eua-exportacoes-continuam-suspensas-pela-russia-devido-a-ractopamina/

PFLANZER, S. B.; FELÍCIO, P. E. Beta-agonistas: o que são e como funcionam na produção de carne bovina. Postado em 19/02/2013: http://www.beefpoint.com.br/radares-tecnicos/beta-agonistas-o-que-sao-e-como-funcionam-na-producao-de-carne-bovina/

MAPA: ractopamina será aceita com limite máximo. Postado em 09/07/2012: http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/giro-do-boi/mapa-ractopamina-sera-aceita-com-limite-maximo/
Referencias bibliográficas:
SPINOSA,H.S.; GÓRNIAK,S.L.; BERNARDI, M.M. Farmacologia aplicada à medicina veterinária. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A, 1996. p. 64-67
HAESE, D.; BϋNZEN, S., Ractopanima, Revista Eletrônica Nutitime, v.2, nº2, p. 176-182, março/abril de 2005.
AGOSTINI, P.S., et al., Efeitos da ractopamina na performance e na fisiologia do suíno. Universidade Estadual de Londrina. Centro de Ciências Agrarias. Departamento de Zootecnia. Londrina PR. Brasil. Universidade Estadual de Maringá. Centro de Ciências Exatas. Departamento de Química. Maringá PR. Brasil.
WALKER, D.K., Effect of ractopamine on growth in cattle. Department of Animal Sciences and Industry College of Agriculture, Kansas State University, Manhattan, Kansas, 2008.
RAMOS, F.; SILVEIRA, M.I.N. Agonista adrenérgico β e produção animal: III-Efeitos zootécnicos e qualidade da carne. Revista Portuguesa de Ciências Veterinárias. Centro de Estudos Farmacêuticos da FCT-Laboratório de Bromatologia, Hidrologia e Nutrição Faculdade de Farmácia Universidade de Coimbra, 3000-295 Coimbra.
GONZALES, E.; BERTO, A.D.; MACARI, M. Utilização de agonista β andrenérgicos como repartidores de nutrientes em produção animal. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 22, nº 02, p. 316-329, 1993.

RAÇA SINDI X PRODUÇÃO DE LEITE

 
Adriano Faleiros
 
Jayne Silveira
 
 
 
A raça Sindi é originária do Paquistão, de uma região desértica. Foi introduzida no Brasil em 1930, mais foi em 1952 que houve uma introdução mais significativa desses animais pelo Dr. Felisberto de Camargo, diretor do Instituto Agronômico Norte.
 
As principais características dessa raça são: pelagem avermelhada, pequena estatura, menor consumo absoluto de alimentos, boa eficiência reprodutiva e a boa capacidade de produção de leite, tanto em quantidade como em qualidade, e é uma raça rústica, dócil, adaptável e precoce.
 
Por ter vindo de regiões semi-áridas, animais dessa raça se adaptam muito fácil a qualquer tipo de clima. Nos últimos anos ocorreram vários avanços dentro da raça graças aos programas de melhoramento genético. De acordo com a ABCZ a raça tem crescido nos últimos anos e a tendência é crescer ainda mais.
 
É um animal de pequenas áreas, inclusive com baixa qualidade de forragem e, portanto com muita lucratividade. Existem vacas com lactação oficial acima de 20 kg de leite/dia.
Portanto animais da raça Sindi, além da boa adaptabilidade às condições climáticas, ela deveria ser melhor incentivada quanto a sua multiplicação e difusão para atender às necessidades de produção de leite.
 
 
Sindi


 
Referências bibliográficas
 
http://www.cnpgl.embrapa.br/nova/informacoes/melhoramento/Sindi/sindi.php
http://bahiaredsindi.blogspot.com.br/2012/05/sindi-comprova-melhoramento-genetico.html

terça-feira, 26 de março de 2013

MINERALIZAÇÃO EM BOVINOS

 
João Vitor de Sá Souza
 
 
Junior Lopez Furlanetto



A mineralização do rebanho é de extrema importância, pois feito corretamente ela proporciona um maior desempenho nos animais. A suplementação dos minerais é fator fundamental na alimentação dos bovinos de terminação, pois feita adequadamente promovera uma melhor saúde aos animais, maior ganho de peso, fertilidade, produção e outros, essa mineralização deve ser feita o ano todo, no período da seca e das  águas.
 
No período seco a suplementação alimentar visa complementar a qualidade e\ou quantidade de forrageira. Quando o objetivo é ganho de peso há necessidade de incluir energia e proteína no sal mineral, essa mistura deve complementar os macro e microelementos das forrageiras.
 
No período das águas, geralmente quando a forrageira é de alta qualidade e deve ser consumida, os animais diminuem o consumo de forragem substituindo-o pelo concentrado se oferecido. Para evitar esse efeito de substituição, o concentrado deve ser utilizado para complementar a alimentação com nutrientes específicos e  deficientes na forrageira. 
 
Portanto, a suplementação deve ser feita de forma correta, tanto o excesso como a sua falta acarreta em problemas aos animais, e essas consequências são observadas em médio prazo.
 
Os desequilíbrios minerais em bovinos são comuns, podendo provocar perda de apetite, apetite depravado, baixa produção de carne, perda de peso, crescimento retardado, anemia, fraturas e por consequência perda na produtividade.
 
Para o maior consumo e conforto dos animais o cocho de sal mineral  deve atender algumas considerações, como ser o mais próximo possível da água, próximo de áreas sombreadas, os cochos devem ser cobertos para eventuais perdas pelas chuvas e o abastecimento deve ser frequente para evitar excesso ou sua falta.
 
Vale enfatizar que para ter melhores resultados dos investimentos em alimentação, deve-se utilizar animais que respondam aos investimentos, pois a intensificação de um sistema diminui  a margem de luro por animal.

segunda-feira, 18 de março de 2013

BRUCELOSE BOVINA

 
Lais Atayde
 
Natã M. Jeronimo


A Brucelose bovina é uma zoonose (passa do animal para o homem) bacteriana e infecto contagiosa que causa grandes prejuízos à produção animal, afetando de forma significativa a produção leiteira. Tem como agente etiológico as bactérias do gênero Brucella, parasitas intracelulares facultativos capazes de sobreviver no organismo do animal dentro das células de defesa e nos nódulos linfáticos por longos períodos de tempo.

A contaminação se dá pela alimentação, quando à contato com água ou alimento contaminados, ou então pelo contato com objetos que estejam com a bactéria, sendo também por via horizontal (entre os próprios bovinos).

Seus principais sinais clínicos em vacas são: o aborto, que acontece em torno do 7º mês da gestação em vacas recém-contaminadas; secreção vaginal anormal; retenção de placenta; lesões nas glândulas mamárias e diminuição da qualidade de reprodução.

 A doença também pode ocorrer em animais machos sendo ser necessário ficar atento aos sintomas que podem se apresentar na forma de Orquite (infecção testicular). Mas em muitos machos a doença passa a ser assintomática  após algum tempo da infecção, dificultando a identificação da doença e podendo ser um foco silencioso no rebanho.

Como consequência da doença ocorre uma grande queda na produção de leite, causando também grandes perdas econômicas, que é totalmente indesejável para o produtor rural.

Estimativas mostram ser a brucelose responsável pela diminuição de 25% na produção de leite e de carne e pela redução de 15% na produção de bezerros. Mostram ainda que, em cada cinco vacas infectadas, uma aborta ou torna-se permanentemente estéril (LAGE, A. P. et. al. 2006).

Para a identificação da Brucelose um dos testes mais conhecidos que comprovam a doença é um exame sorológico, o Teste de Elisa que é um teste imonoenzimático que permite a detecção de anticorpos específicos  no plasma sanguíneo.

Mas é preciso muito cuidado na hora de coletar as amostras a serem examinadas a fim de evitar o contágio da pessoa que está realizando a coleta, devem ser coletados principalmente amostras do feto abortado, placenta, secreção vaginal e leite, e quando identificados os animais contaminados, estes devem ser descartados corretamente, e o local onde esses animais permaneciam deve ser desinfectado.  

No entanto, a melhor maneira de evitar todos esses incômodos é a prevenção! O Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento faz a vacinação obrigatória de fêmeas de 2 a 8 meses de idade com a vacina B19, aplicada por um veterinário ou pessoa devidamente instruída. Após este procedimento as novilhas são marcadas a ferro no lado esquerdo da cara com um V para identificação. E ganham um certificado que comprova a veracidade da vacinação. Assim, o produtor de leite está dentro da lei e livre dos grandes prejuízos causados pela Brucelose, além de contribuir com a erradicação da doença no Brasil, para que a pecuária leiteira brasileira ganhe cada vez mais a confiança e aprovação do mercado consumidor.

 

Referência bibliográfica
LAGE, A. P. et. al. PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE E ERRADICAÇÃO DA BRUCELOSE E DA TUBERCULOSE ANIMAL (PNCEBT) Disponível em http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/Aniamal/programa%20nacional%20sanidade%20brucelose/Manual%20do%20PNCEBT%20-%20Original.pdf Acesso em: 13 Mar. 2013.
 
 
 
 

quinta-feira, 14 de março de 2013

BEM-ESTAR DE TOUROS DE RODEIO


Caio Roberto Jorge Pereira
 


Rafael Alves Pierre

 

A prática esportiva de rodeio em touros no Brasil tem sido muito discutida por motivo de preocupação com o bem-estar dos animais, por isso, atualmente tem sido iniciado estudos de comportamento de animais que participam dessa modalidade esportiva, para conhecer o melhor manejo a ser empregado nas rotinas do Rodeio.

Segundo profissionais do Rodeio, um touro de pulo tem uma vida saudável. O consumo médio de alimento é sempre atendido, como por exemplo, 40 kg de silagem por animal pela manhã e permanência no pasto para ingestão de forragem e descanso. As informações são de que os animais recebem água a vontade, sal no cocho, e também ração balanceada para manter sua condição física para o esporte.

Fora da temporada de Rodeios, ou seja, nos meses em que não há  competições, todos os animais também recebem acompanhamento diário de veterinários, fazem natações em lagos nas fazendas para aprimorar o condicionamento físico ou outra atividade física como trotear em uma pista de areia para desenvolvimento de suas musculaturas. Neste período os animais continuam recebendo dietas balanceadas com rações e volumoso.
 
Durante a época de rodeios estes animais participam de provas até duas vezes por semana, mas apenas por até oito segundos. De acordo com estimativa, um touro de Rodeio trabalha 15 minutos em sua vida, sendo em todo o período restante o animal esta bem tratado e alimentado, ou seja, em espaços calmos, distantes de tumultos e com baixa iluminação, com bom sombreamento água e comida à vontade.

 
PERGUNTAMOS PARA... Marcos Sampaio de Almeida Prado “Dr. Kiko” - Veterinário responsável da PBR Brasil e do clube Os Independentes.

 

Como se aplicam práticas para o bem-estar de touros de Rodeio ?

 
A princípio, todos os animais passam por exames sanitários e físicos antes de entrar no recinto. Os animais chegam em média uma hora e meia antes do Rodeio nos bretes, e vão embora para seu lugar de descanso assim que terminam as montarias.

No transporte, os animais viajam em caminhões que são bem confortáveis e seguros, e na gaiola todos os parafusos tem suas formas arredondadas para que não haja nenhum ferimento, e também são colocadas serragens para uma melhor comodidade dos animais em suas viagens.

Os touros de Rodeio quando estão em competições são bem tratados, ou seja, recebem água a vontade e silagem de boa qualidade, tudo isto fornecido pela organização do Rodeio, mas cabe a cada tropeiro levar rações para seus animais. Estes animais pulam aproximadamente 2 dias por semana intercalando no evento “um dia sim e um dia não”.

Visando o bem estar destes animais, os touros que não estiverem bem fisicamente são cortados antes de chegarem no Rodeio, esta prática é feita por observação de sua condição e comportamento.

Antes dos animais chegarem no recinto a equipe veterinária checa o ambiente em que os animais ficarão até a hora de começar as montarias, ou seja, os embarcadouros, querências, bretes e etc.

O uso de laçadores no Rodeio tem sido uma prática para o bem-estar, pois servem como uma “proteção a mais” para os peões e auxílio na condução dos animais.