Artigos, notícias, entrevistas, divulgações, informações ...e muito mais!!!

segunda-feira, 18 de março de 2013

BRUCELOSE BOVINA

 
Lais Atayde
 
Natã M. Jeronimo


A Brucelose bovina é uma zoonose (passa do animal para o homem) bacteriana e infecto contagiosa que causa grandes prejuízos à produção animal, afetando de forma significativa a produção leiteira. Tem como agente etiológico as bactérias do gênero Brucella, parasitas intracelulares facultativos capazes de sobreviver no organismo do animal dentro das células de defesa e nos nódulos linfáticos por longos períodos de tempo.

A contaminação se dá pela alimentação, quando à contato com água ou alimento contaminados, ou então pelo contato com objetos que estejam com a bactéria, sendo também por via horizontal (entre os próprios bovinos).

Seus principais sinais clínicos em vacas são: o aborto, que acontece em torno do 7º mês da gestação em vacas recém-contaminadas; secreção vaginal anormal; retenção de placenta; lesões nas glândulas mamárias e diminuição da qualidade de reprodução.

 A doença também pode ocorrer em animais machos sendo ser necessário ficar atento aos sintomas que podem se apresentar na forma de Orquite (infecção testicular). Mas em muitos machos a doença passa a ser assintomática  após algum tempo da infecção, dificultando a identificação da doença e podendo ser um foco silencioso no rebanho.

Como consequência da doença ocorre uma grande queda na produção de leite, causando também grandes perdas econômicas, que é totalmente indesejável para o produtor rural.

Estimativas mostram ser a brucelose responsável pela diminuição de 25% na produção de leite e de carne e pela redução de 15% na produção de bezerros. Mostram ainda que, em cada cinco vacas infectadas, uma aborta ou torna-se permanentemente estéril (LAGE, A. P. et. al. 2006).

Para a identificação da Brucelose um dos testes mais conhecidos que comprovam a doença é um exame sorológico, o Teste de Elisa que é um teste imonoenzimático que permite a detecção de anticorpos específicos  no plasma sanguíneo.

Mas é preciso muito cuidado na hora de coletar as amostras a serem examinadas a fim de evitar o contágio da pessoa que está realizando a coleta, devem ser coletados principalmente amostras do feto abortado, placenta, secreção vaginal e leite, e quando identificados os animais contaminados, estes devem ser descartados corretamente, e o local onde esses animais permaneciam deve ser desinfectado.  

No entanto, a melhor maneira de evitar todos esses incômodos é a prevenção! O Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento faz a vacinação obrigatória de fêmeas de 2 a 8 meses de idade com a vacina B19, aplicada por um veterinário ou pessoa devidamente instruída. Após este procedimento as novilhas são marcadas a ferro no lado esquerdo da cara com um V para identificação. E ganham um certificado que comprova a veracidade da vacinação. Assim, o produtor de leite está dentro da lei e livre dos grandes prejuízos causados pela Brucelose, além de contribuir com a erradicação da doença no Brasil, para que a pecuária leiteira brasileira ganhe cada vez mais a confiança e aprovação do mercado consumidor.

 

Referência bibliográfica
LAGE, A. P. et. al. PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE E ERRADICAÇÃO DA BRUCELOSE E DA TUBERCULOSE ANIMAL (PNCEBT) Disponível em http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/Aniamal/programa%20nacional%20sanidade%20brucelose/Manual%20do%20PNCEBT%20-%20Original.pdf Acesso em: 13 Mar. 2013.
 
 
 
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário