Lais Atayde
Natã M. Jeronimo
A Brucelose bovina é uma zoonose (passa do animal para o homem) bacteriana e infecto contagiosa que causa grandes prejuízos à produção animal, afetando de forma significativa a produção leiteira. Tem como agente etiológico as bactérias do gênero Brucella, parasitas intracelulares facultativos capazes de sobreviver no organismo do animal dentro das células de defesa e nos nódulos linfáticos por longos períodos de tempo.
A
contaminação se dá pela alimentação, quando à contato com água ou alimento
contaminados, ou então pelo contato com objetos que estejam com a
bactéria, sendo também por via horizontal (entre os próprios bovinos).
Seus
principais sinais clínicos em vacas são: o aborto, que acontece em torno do 7º
mês da gestação em vacas recém-contaminadas; secreção vaginal anormal; retenção
de placenta; lesões nas glândulas mamárias e diminuição da qualidade de
reprodução.
A
doença também pode ocorrer em animais machos sendo ser necessário ficar atento
aos sintomas que podem se apresentar na forma de Orquite (infecção testicular).
Mas em muitos machos a doença passa a ser assintomática após algum
tempo da infecção, dificultando a identificação da doença e podendo ser um foco
silencioso no rebanho.
Como
consequência da doença ocorre uma grande queda na produção de leite,
causando também grandes perdas econômicas, que é totalmente indesejável para o
produtor rural.
Estimativas
mostram ser a brucelose responsável pela diminuição de 25% na produção de leite
e de carne e pela redução de 15% na produção de bezerros. Mostram ainda que, em
cada cinco vacas infectadas, uma aborta ou torna-se permanentemente estéril
(LAGE, A. P. et. al. 2006).
Para
a identificação da Brucelose um dos testes mais conhecidos que comprovam a
doença é um exame sorológico, o Teste de Elisa que é um teste imonoenzimático
que permite a detecção de anticorpos específicos no plasma sanguíneo.
Mas
é preciso muito cuidado na hora de coletar as amostras a serem examinadas a fim
de evitar o contágio da pessoa que está realizando a coleta, devem ser
coletados principalmente amostras do feto abortado, placenta, secreção vaginal
e leite, e quando identificados os animais contaminados, estes devem ser
descartados corretamente, e o local onde esses animais permaneciam deve
ser desinfectado.
No
entanto, a melhor maneira de evitar todos esses incômodos é a prevenção! O
Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose
Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento faz a vacinação
obrigatória de fêmeas de 2 a 8 meses de idade com a vacina B19, aplicada por um
veterinário ou pessoa devidamente instruída. Após este procedimento as novilhas
são marcadas a ferro no lado esquerdo da cara com um V para identificação. E
ganham um certificado que comprova a veracidade da vacinação. Assim, o produtor
de leite está dentro da lei e livre dos grandes prejuízos causados pela
Brucelose, além de contribuir com a erradicação da doença no Brasil, para que a
pecuária leiteira brasileira ganhe cada vez mais a confiança e aprovação do
mercado consumidor.
Referência bibliográfica
LAGE, A.
P. et. al. PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE E ERRADICAÇÃO DA BRUCELOSE E DA
TUBERCULOSE ANIMAL (PNCEBT) Disponível em http://www.agricultura.gov.br/ arq_editor/file/Aniamal/ programa%20nacional% 20sanidade%20brucelose/Manual% 20do%20PNCEBT%20-%20Original. pdf
Acesso em: 13 Mar. 2013.

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