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terça-feira, 26 de março de 2013

MINERALIZAÇÃO EM BOVINOS

 
João Vitor de Sá Souza
 
 
Junior Lopez Furlanetto



A mineralização do rebanho é de extrema importância, pois feito corretamente ela proporciona um maior desempenho nos animais. A suplementação dos minerais é fator fundamental na alimentação dos bovinos de terminação, pois feita adequadamente promovera uma melhor saúde aos animais, maior ganho de peso, fertilidade, produção e outros, essa mineralização deve ser feita o ano todo, no período da seca e das  águas.
 
No período seco a suplementação alimentar visa complementar a qualidade e\ou quantidade de forrageira. Quando o objetivo é ganho de peso há necessidade de incluir energia e proteína no sal mineral, essa mistura deve complementar os macro e microelementos das forrageiras.
 
No período das águas, geralmente quando a forrageira é de alta qualidade e deve ser consumida, os animais diminuem o consumo de forragem substituindo-o pelo concentrado se oferecido. Para evitar esse efeito de substituição, o concentrado deve ser utilizado para complementar a alimentação com nutrientes específicos e  deficientes na forrageira. 
 
Portanto, a suplementação deve ser feita de forma correta, tanto o excesso como a sua falta acarreta em problemas aos animais, e essas consequências são observadas em médio prazo.
 
Os desequilíbrios minerais em bovinos são comuns, podendo provocar perda de apetite, apetite depravado, baixa produção de carne, perda de peso, crescimento retardado, anemia, fraturas e por consequência perda na produtividade.
 
Para o maior consumo e conforto dos animais o cocho de sal mineral  deve atender algumas considerações, como ser o mais próximo possível da água, próximo de áreas sombreadas, os cochos devem ser cobertos para eventuais perdas pelas chuvas e o abastecimento deve ser frequente para evitar excesso ou sua falta.
 
Vale enfatizar que para ter melhores resultados dos investimentos em alimentação, deve-se utilizar animais que respondam aos investimentos, pois a intensificação de um sistema diminui  a margem de luro por animal.

segunda-feira, 18 de março de 2013

BRUCELOSE BOVINA

 
Lais Atayde
 
Natã M. Jeronimo


A Brucelose bovina é uma zoonose (passa do animal para o homem) bacteriana e infecto contagiosa que causa grandes prejuízos à produção animal, afetando de forma significativa a produção leiteira. Tem como agente etiológico as bactérias do gênero Brucella, parasitas intracelulares facultativos capazes de sobreviver no organismo do animal dentro das células de defesa e nos nódulos linfáticos por longos períodos de tempo.

A contaminação se dá pela alimentação, quando à contato com água ou alimento contaminados, ou então pelo contato com objetos que estejam com a bactéria, sendo também por via horizontal (entre os próprios bovinos).

Seus principais sinais clínicos em vacas são: o aborto, que acontece em torno do 7º mês da gestação em vacas recém-contaminadas; secreção vaginal anormal; retenção de placenta; lesões nas glândulas mamárias e diminuição da qualidade de reprodução.

 A doença também pode ocorrer em animais machos sendo ser necessário ficar atento aos sintomas que podem se apresentar na forma de Orquite (infecção testicular). Mas em muitos machos a doença passa a ser assintomática  após algum tempo da infecção, dificultando a identificação da doença e podendo ser um foco silencioso no rebanho.

Como consequência da doença ocorre uma grande queda na produção de leite, causando também grandes perdas econômicas, que é totalmente indesejável para o produtor rural.

Estimativas mostram ser a brucelose responsável pela diminuição de 25% na produção de leite e de carne e pela redução de 15% na produção de bezerros. Mostram ainda que, em cada cinco vacas infectadas, uma aborta ou torna-se permanentemente estéril (LAGE, A. P. et. al. 2006).

Para a identificação da Brucelose um dos testes mais conhecidos que comprovam a doença é um exame sorológico, o Teste de Elisa que é um teste imonoenzimático que permite a detecção de anticorpos específicos  no plasma sanguíneo.

Mas é preciso muito cuidado na hora de coletar as amostras a serem examinadas a fim de evitar o contágio da pessoa que está realizando a coleta, devem ser coletados principalmente amostras do feto abortado, placenta, secreção vaginal e leite, e quando identificados os animais contaminados, estes devem ser descartados corretamente, e o local onde esses animais permaneciam deve ser desinfectado.  

No entanto, a melhor maneira de evitar todos esses incômodos é a prevenção! O Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento faz a vacinação obrigatória de fêmeas de 2 a 8 meses de idade com a vacina B19, aplicada por um veterinário ou pessoa devidamente instruída. Após este procedimento as novilhas são marcadas a ferro no lado esquerdo da cara com um V para identificação. E ganham um certificado que comprova a veracidade da vacinação. Assim, o produtor de leite está dentro da lei e livre dos grandes prejuízos causados pela Brucelose, além de contribuir com a erradicação da doença no Brasil, para que a pecuária leiteira brasileira ganhe cada vez mais a confiança e aprovação do mercado consumidor.

 

Referência bibliográfica
LAGE, A. P. et. al. PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE E ERRADICAÇÃO DA BRUCELOSE E DA TUBERCULOSE ANIMAL (PNCEBT) Disponível em http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/Aniamal/programa%20nacional%20sanidade%20brucelose/Manual%20do%20PNCEBT%20-%20Original.pdf Acesso em: 13 Mar. 2013.
 
 
 
 

quinta-feira, 14 de março de 2013

BEM-ESTAR DE TOUROS DE RODEIO


Caio Roberto Jorge Pereira
 


Rafael Alves Pierre

 

A prática esportiva de rodeio em touros no Brasil tem sido muito discutida por motivo de preocupação com o bem-estar dos animais, por isso, atualmente tem sido iniciado estudos de comportamento de animais que participam dessa modalidade esportiva, para conhecer o melhor manejo a ser empregado nas rotinas do Rodeio.

Segundo profissionais do Rodeio, um touro de pulo tem uma vida saudável. O consumo médio de alimento é sempre atendido, como por exemplo, 40 kg de silagem por animal pela manhã e permanência no pasto para ingestão de forragem e descanso. As informações são de que os animais recebem água a vontade, sal no cocho, e também ração balanceada para manter sua condição física para o esporte.

Fora da temporada de Rodeios, ou seja, nos meses em que não há  competições, todos os animais também recebem acompanhamento diário de veterinários, fazem natações em lagos nas fazendas para aprimorar o condicionamento físico ou outra atividade física como trotear em uma pista de areia para desenvolvimento de suas musculaturas. Neste período os animais continuam recebendo dietas balanceadas com rações e volumoso.
 
Durante a época de rodeios estes animais participam de provas até duas vezes por semana, mas apenas por até oito segundos. De acordo com estimativa, um touro de Rodeio trabalha 15 minutos em sua vida, sendo em todo o período restante o animal esta bem tratado e alimentado, ou seja, em espaços calmos, distantes de tumultos e com baixa iluminação, com bom sombreamento água e comida à vontade.

 
PERGUNTAMOS PARA... Marcos Sampaio de Almeida Prado “Dr. Kiko” - Veterinário responsável da PBR Brasil e do clube Os Independentes.

 

Como se aplicam práticas para o bem-estar de touros de Rodeio ?

 
A princípio, todos os animais passam por exames sanitários e físicos antes de entrar no recinto. Os animais chegam em média uma hora e meia antes do Rodeio nos bretes, e vão embora para seu lugar de descanso assim que terminam as montarias.

No transporte, os animais viajam em caminhões que são bem confortáveis e seguros, e na gaiola todos os parafusos tem suas formas arredondadas para que não haja nenhum ferimento, e também são colocadas serragens para uma melhor comodidade dos animais em suas viagens.

Os touros de Rodeio quando estão em competições são bem tratados, ou seja, recebem água a vontade e silagem de boa qualidade, tudo isto fornecido pela organização do Rodeio, mas cabe a cada tropeiro levar rações para seus animais. Estes animais pulam aproximadamente 2 dias por semana intercalando no evento “um dia sim e um dia não”.

Visando o bem estar destes animais, os touros que não estiverem bem fisicamente são cortados antes de chegarem no Rodeio, esta prática é feita por observação de sua condição e comportamento.

Antes dos animais chegarem no recinto a equipe veterinária checa o ambiente em que os animais ficarão até a hora de começar as montarias, ou seja, os embarcadouros, querências, bretes e etc.

O uso de laçadores no Rodeio tem sido uma prática para o bem-estar, pois servem como uma “proteção a mais” para os peões e auxílio na condução dos animais.

"LAMBENDO O COCHO"

 
 
DIMENSIONAMENTO DE COCHO



 
VOCÊ ESTÁ FAZENDO ISSO CERTO?
 
 
 

segunda-feira, 11 de março de 2013

AMBIÊNCIA

 
 
SOMBREAMENTO EM PASTAGEM
    
 
                           
    

VOCÊ ESTÁ FAZENDO ISSO CERTO ?
 
 
 

domingo, 10 de março de 2013

MASTITE: MELHOR PREVENIR!


Camille Bergamo


Uma grande preocupação, ou deveria ser, do pecuarista leiteiro é a sanidade de seu rebanho, principalmente por acarretar na diminuição do volume de leite produzido.   Podemos nomear a principal “dor de cabeça” sanitária como mastite ou mamite, doença que pode ser causada por mais de 140 agentes, incluindo bactérias, fungos, vírus e algas, que se instalam no interior da glândula mamária da vaca.

A mastite pode ser subdividida em: mastite contagiosa ou mastite ambiental, segundo sua forma de transmissão, e mastite clínica ou mastite subclínica, de acordo com a apresentação dos sinais clínicos.

Sua diferenciação é muito complicada, devido à grande variedade de microrganismos causadores da doença, mas cada divisão da mastite apresenta um quadro de sintomas, que com isso, acabam agindo como um guia para o seu diagnóstico.

Dentre os sintomas mais comuns e visíveis podemos citar: anormalidades na secreção do leite (presença de grumos), alteração no tamanho, na temperatura e na consistência do teto. Com a palpação do quarto mamário, é possível verificar a presença de dor no local e uma observação mais precisa das anormalidades que a doença causa no teto infectado, podendo aparecer formação de fibrose, edema e atrofia. O animal pode apresentar também, sintomas mais complexos, como febre, toxemia, taquicardia, entre outros.

Com toda essa complexidade, o maior desafio que a mastite causa ao produtor é a sua identificação. Na mastite clínica pode-se fazer testes indiretos, dentre os quais destaca-se principalmente o teste da caneca de fundo preto, que pode ser feito no momento da ordenha para a identificação do quarto afetado.

Já na mastite sublínica, devido a sua falta de sintomas visíveis, ocorre à necessidade do diagnóstico ser feito laboratorialmente através de CCS (Contagem de células somáticas) ou mesmo na sala de ordenha com o CMT (Californian Mastitis Test).

Atualmente, devido ao avanço dos estudos, a identificação da mastite Subclínica pode ser feita através de um novo teste de células brancas o MLD (diferencial de leucócitos), onde com a identificação e contagem de três leucócitos primários diferentes, o teste logo indica se o animal possui a doença antes mesmo do aparecimento de seus sintomas.

O tratamento da mastite ou mamite pode ser feito por antimicrobianos para controlar a reação sistêmica. Mas, nem sempre haverá a cura total da glândula infectada pelo microrganismo. O produtor deve ter como hábito uma série de cuidados sanitários, higiênicos e de manejo, para que a doença não se prolifere no rebanho.

A mastite bovina é a doença que mais gera perdas econômicas no ramo da cadeia produtiva de leite, por isso é necessário alertar o produtor que o ditado “melhor prevenir do que remediar”  aplica-se muito bem para evitar perdas econômicas e produtivas na pecuária leiteira.

Então, fique atento, cuide bem do seu rebanho e faça o manejo adequado com toda segurança e precaução possível, o que inclui muito rigor na higiene do ambiente e no manejo antes, durante e após a ordenha. Com a consulta de profissional da área, como zootecnistas, pode-se obter boa orientação.

Assim, as vacas não sofrerão no teto, e os produtores não sofrerão no bolso!

sábado, 9 de março de 2013

PRODUÇÃO DE CARNE ORGANICA BOVINA

 
Francine Fernanda Ribeiro Viana
 
Izabela dos Santos Cardoso
 
O sistema orgânico de produção de carne bovina é aquele em que são adotadas tecnologias que fazem o uso sustentável dos recursos produtivos, com preservação e ampliação da biodiversidade do ecossistema local, conservação do solo, água e ar. Além disso, este sistema deve ser independente de fontes energéticas não-renováveis, além de  eliminar os insumos artificiais tóxicos, como os agrotóxicos, organismos geneticamente modificados e outras substâncias contaminantes que possam prejudicar a saúde da população e o meio ambiente.
 
O resgate da pecuária orgânica ocorreu nos últimos anos devido à contaminações de rebanhos bovinos europeus tratados com proteína animal, o que mostrou existir enorme distanciamento entre a saúde do homem, a sanidade dos alimentos e o equilíbrio da natureza. Assim, a busca do equilíbrio entre a sustentabilidade ecológica da produção passou a ser objetivo de uma população preocupada com a segurança alimentar, a qualidade e a preservação do meio ambiente.
 
No Brasil,  devido a sua grande extensão territorial, diversidade de pastagens e criação de animais adaptados, existe grande potencial para atender as exigências de mercados consumidores da produtos da pecuária orgânica, podendo tornar-se o maior produtor e exportador de carne orgânica do mundo.
 
 Para se comercializar a carne bovina orgânica ou seus derivados e obter o selo orgânico, é necessário produzir em unidades de produção orgânica, seguindo rigorosamente todas as normas técnicas determinadas por uma empresa de certificação credenciada junto ao poder público. Além disso, o sistema de produção de carne orgânica deve estar inserido em uma filosofia holística que, além da produção de carne, se preocupe com os aspectos  
Com base no intuito da segurança alimentar e da preservação do meio ambiente, a sociedade esta cada vez mais exigente e atenta ao que consumir, e à como o produto consumido foi produzido. A credibilidade das marcas, portanto,  será um forte fator na conquista de novos mercados e o Brasil precisa investir neste segmento, com uma legislação eficiente e uma campanha nacional de conscientização do setor produtivo.
 
 
PERGUNTAMOS PARA... Dr. Flavio Dutra de Resende - Diretor do Apta Regional Alta Mogiana, Colina SP.
 
Como é o cenário atual da produção de carne orgânica no Brasil?
 
A produção de carne orgânica no Brasil ainda é  muito pequena, mas devido as características do sistema de produção de bovinos de corte adotado no Brasil ser basicamente a pasto, há um grande potencial para certificação das áreas de produção principalmente aquelas que adotam baixa tecnologia. A atividade de pecuária orgânica pode ganhar competitividade à medida que o valor agregado do produto (carne e subprodutos) aumenta em relação ao convencional e a abertura desse mercado poderá ser uma alternativa viável para este setor, tornando-se um nicho de mercado importante. Várias empresas tem interesse de compra, no entanto, este interesse está condicionado a um volume mínimo e à constância do fornecimento, além da certificação do produto e garantia da rastreabilidade.
 
 
Referências