Artigos, notícias, entrevistas, divulgações, informações ...e muito mais!!!

domingo, 10 de março de 2013

MASTITE: MELHOR PREVENIR!


Camille Bergamo


Uma grande preocupação, ou deveria ser, do pecuarista leiteiro é a sanidade de seu rebanho, principalmente por acarretar na diminuição do volume de leite produzido.   Podemos nomear a principal “dor de cabeça” sanitária como mastite ou mamite, doença que pode ser causada por mais de 140 agentes, incluindo bactérias, fungos, vírus e algas, que se instalam no interior da glândula mamária da vaca.

A mastite pode ser subdividida em: mastite contagiosa ou mastite ambiental, segundo sua forma de transmissão, e mastite clínica ou mastite subclínica, de acordo com a apresentação dos sinais clínicos.

Sua diferenciação é muito complicada, devido à grande variedade de microrganismos causadores da doença, mas cada divisão da mastite apresenta um quadro de sintomas, que com isso, acabam agindo como um guia para o seu diagnóstico.

Dentre os sintomas mais comuns e visíveis podemos citar: anormalidades na secreção do leite (presença de grumos), alteração no tamanho, na temperatura e na consistência do teto. Com a palpação do quarto mamário, é possível verificar a presença de dor no local e uma observação mais precisa das anormalidades que a doença causa no teto infectado, podendo aparecer formação de fibrose, edema e atrofia. O animal pode apresentar também, sintomas mais complexos, como febre, toxemia, taquicardia, entre outros.

Com toda essa complexidade, o maior desafio que a mastite causa ao produtor é a sua identificação. Na mastite clínica pode-se fazer testes indiretos, dentre os quais destaca-se principalmente o teste da caneca de fundo preto, que pode ser feito no momento da ordenha para a identificação do quarto afetado.

Já na mastite sublínica, devido a sua falta de sintomas visíveis, ocorre à necessidade do diagnóstico ser feito laboratorialmente através de CCS (Contagem de células somáticas) ou mesmo na sala de ordenha com o CMT (Californian Mastitis Test).

Atualmente, devido ao avanço dos estudos, a identificação da mastite Subclínica pode ser feita através de um novo teste de células brancas o MLD (diferencial de leucócitos), onde com a identificação e contagem de três leucócitos primários diferentes, o teste logo indica se o animal possui a doença antes mesmo do aparecimento de seus sintomas.

O tratamento da mastite ou mamite pode ser feito por antimicrobianos para controlar a reação sistêmica. Mas, nem sempre haverá a cura total da glândula infectada pelo microrganismo. O produtor deve ter como hábito uma série de cuidados sanitários, higiênicos e de manejo, para que a doença não se prolifere no rebanho.

A mastite bovina é a doença que mais gera perdas econômicas no ramo da cadeia produtiva de leite, por isso é necessário alertar o produtor que o ditado “melhor prevenir do que remediar”  aplica-se muito bem para evitar perdas econômicas e produtivas na pecuária leiteira.

Então, fique atento, cuide bem do seu rebanho e faça o manejo adequado com toda segurança e precaução possível, o que inclui muito rigor na higiene do ambiente e no manejo antes, durante e após a ordenha. Com a consulta de profissional da área, como zootecnistas, pode-se obter boa orientação.

Assim, as vacas não sofrerão no teto, e os produtores não sofrerão no bolso!

Nenhum comentário:

Postar um comentário