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domingo, 28 de novembro de 2010

ALUNOS DO CURSO DE ZOOTECNIA DO UNIFEB VISITAM A SEMBRA

Os alunos do curso de Zootecnia do Unifeb/Barretos/SP, que cursam a disciplina "Práticas de Inseminação Artificial, ministrada pela Profa. Dra. Maira Mattar, visitaram no dia 26/11/2010 a Empresa SEMBRA que detém Técnicas e Produtos de Reprodução. Os alunos puderam presenciar todos os processos que envolvem a Inseminação Artificial de Bovinos, como coleta de sêmen, avaliação laboratorial, diluição, rotulagem, envase e armazenamento por criopreservação de sêmen. Além disso, os alunos visitaram os touros residentes da SEMBRA, de valor genético superior e responsáveis pelo melhoramento de rebanhos nacionais. Os alunos e professora foram recepcionados e acompanhados pelo Dr. João Floriano Casagrande, que deu uma aula de reprodução bovina, auxiliado por seus filhos Carolina e Cássio Casagrande.
  Dr. João Casagrande, Profa. Dra. Maira Mattar e alunos do curso de Zootecnia na SEMBRA

domingo, 3 de outubro de 2010

Alunos de Zootecnia do UNIFEB aprovados no Mestrado da UNESP

Alunos da primeira turma de formandos (2010) do curso de Zootecnia do UNIFEB (Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos) foram aprovados no mestrado em Zootecnia pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da UNESP de Jaboticabal/SP. Este Programa de Pós-Graduação possui avaliação máxima (7) pela Capes, e isto evidencia o compromisso do curso, dos docentes e parceiros, como o Apta/Colina, SP, para a formação dos alunos. Além dessa conquista, também será concedida para um aluno, via Unesp/Jaboticabal, bolsa de treinamento técnico da Fapesp.


Os alunos aprovados foram:

Elisa Marcela de Oliveira - orientada pela Prof. Dra. Jane Bertocco Ezequiel na área de Análise de Alimentos

Luiz Henrique Ferreira - orientado do Prof. Dr. Flávio Dutra de Resende, na área de Produção de Ruminantes.

Vanessa Dib, orientada pelo Prof. Dr. Gustavo Rezende Siqueira na área de Produção de Ruminantes

Fernando Henrique Meneguelo de Souza receberá bolsa de treinamento técnico pela Fapesp, sob orientação do Prof. Dr. Ricardo. Andrade Reis.


O site FEBOVI parabeniza à todos, especialmente aos alunos pela conquista !


quinta-feira, 10 de junho de 2010

IMPLANTAÇÃO DE IRRIGAÇÃO EM PASTOS PARA GADO LEITEIRO

Marina Nunes Dacie

Rafael Perroni


Ainda hoje, se tem receio em relação à implementação de irrigação para pastagem de gado leiteiro, e um dos motivos é devido ao investimento alto.

Essa resistência por parte dos pecuaristas deve ser repensada, pois um bom programa de irrigação de pastagens traz benefícios para a produção animal, aumentando a produção de forragem por área, permitindo maior eficiência com o uso de fertilizantes, aumentando o período de utilização da pastagem e melhorando a eficiência na germinação.

Para se ter sucesso em um sistema de irrigação, deve-se fazer um planejamento muito bem feito, definindo o local aonde vai se implantar o sistema, o tipo de forragem a ser irrigada (algumas forragens não dão um bom resultado com a irrigação), os intervalos de irrigação, entre outros fatores.

Com o sistema de irrigação e um bom manejo, a propriedade terá um aumento na forragem da pastagem, e com isso um aumento no número de animais por ha/ano, também, com mais forragem e de boa qualidade, ocorrerá o aumento da produção de leite por animal/dia, e tudo isso acarretará aumento no lucro da atividade.

Fonte:

EMBRAPA. Potencial de produção de forrageiras irrigadas. Disponível em: , 2010.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

PRODUTIVIDADE COM QUALIDADE

Felipe Oliveira do Carmo


Joaquim Francisco da Silva Neto


Com a chegada da seca e o aumento do preço das terras agricultáveis, o confinamento vem se tornando cada vez mais utilizado pelos produtores de gado de corte que buscam melhores preços da arroba na época da entressafra.


Para se obter sucesso no confinamento primeiramente precisamos fazer um planejamento do sistema adotado. Fatores como alimentação disponível, bons animais, instalações adequadas, preço e administração, são elementos básicos para a adoção desse sistema.

Sendo bem sucedido o confinamento nos trará grandes vantagens como a diminuição da idade de abate, aumentando consequentemente o capital de giro investido na atividade, probabilidade de melhores preços e animais com melhores níveis de acabamento de carcaça, sendo esta carne de melhor qualidade.

Tendo em vista que o consumidor está cada vez mais exigente e disposto a pagar por um produto melhor, o confinamento é uma das opções para produtores que buscam não só produtividade, mas também qualidade. A maioria dos frigoríficos já penaliza ou oferece bônus a criadores por uma carne melhor acabada, incentivando os produtores.

Contudo é necessário maior incentivo e conhecimento dos produtores, reorganizando assim a cadeia de produção bovina, tornando-a ainda mais produtiva e com melhores níveis de qualidade.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A IMPORTÂNCIA DA PESQUISA NA AGROPECUÁRIA

Adalberto F. Corrêa Júnior

Lúcio José Junqueira Aníbal


Em todas as áreas profissionais o pesquisador tem um papel muito importante, que é descobrir formas de diminuir o tempo e aumentar a produção de forma consciente, além de apresentar novos recursos que facilite esta produção.

Na zootecnia não é diferente. O zootecnista é o responsável pelos produtos de origem animal que chegam a nossa mesa, hoje em dia, com qualidade, pois esta é a maior exigência dos consumidores, os alimentos mais saudáveis.

As pesquisas na Zootecnia atualmente estão mais focadas no melhoramento genético e no aumento da produtividade das pastagens.

Antigamente para corte os animais eram abatidos com 4 a 5 anos de idade à pasto, sendo que os animais não eram selecionado para tal aptidão, o produtor utilizava os animais que tinha ao seu alcance, e as pastagens não tinham os cuidados necessários para expressarem seu potencial, além de serem utilizadas grandes áreas para a produção devido a baixa produtividade das forrageiras.

Mais tarde, em função das pesquisas realizadas notou-se que existiam maneiras de aperfeiçoar as raças, tornando-as especializadas para a produção, e que também era possível aumentar a produção dos vegetais para o consumo animal. A partir daí, o melhoramento genético, o manejo animal e vegetal ganhou mais força, através da ciência animal, a Zootecnia.

Com base nestes estudos, obtivemos raças mais precoces sendo abatidas em torno de 24 a 26 meses à pasto, dentro de menores áreas.

Em virtude dos fatos mencionados podemos concluir que tanto na Zootecnia, como em qualquer outra ciência, o fomento e a realização de pesquisas são de extrema importância para o desenvolvimento tecnológico e produtivo, e para que cada vez mais o produtor se conscientize que a busca de auxílio profissional é uma opção necessária para desenvolver suas atividades produtivas atuais, em busca de aperfeiçoamento, lucro e sustentabilidade.


Referências:

VAZ, F.A.; VALENTIM, J.F. Utilização de energia solar e cercas eletrificadas no manejo das pastagens no Acre. http://www.cpafac.embrapa.br/pdf/cirtec40.pdf acesso 19/05/2010 as 07h 7min.

PARMIGIANI, P.; TORRES, R. Para além da rastreabilidade. http://bpa.cnpgc.embrapa.br/material/artigos/0815Visavis.pdf acesso 19/05/2010 as 07h 48 min.

MANEJO DE ORDENHA

Renata Guerreiro Lopes

Thamires Laura Batista


Quando se fala em manejo de ordenha o principal cuidado é quanto a higiene, ou seja, cuidados com o local de ordenha, limpeza dos equipamentos utilizados e do ordenhador, e manejo higiênico com os animais, pois tudo isso influencia na produção de leite, na sua qualidade e na saúde dos animais.

O manejo de ordenha começa quando os animais ainda estão no piquete, onde as vacas devem ser manejadas com cuidado e calma, sem gritos ou agressões, atendendo assim o bem estar do animal. O mesmo horário e local também devem ser sempre respeitados, tanto nos finais de semana como nos feriados.

Portanto, atenção especial deve ser dada ao ordenhador, que além de calmo e com boa disposição, deve estar com boa saúde, com roupas, botas, bonés e principalmente as mãos devidamente higienizadas, pois as mãos são fontes primárias de contaminação do leite e das tetas.

O local de ordenha deve ser muito bem limpo, seco e distante de locais que favorecem a proliferação de moscas. Diariamente deve-se remover os estercos e limpar a sala de ordenha com água corrente, não se esquecendo de lavar os baldes e latões para desinfetá-los e pelo menos uma vez por mês deve-se desinfetar o local com cal queimada. Essa rotina de limpeza deve ser feita ao término da ordenha.

Antes da ordenha, primeiramente deve-se lavar bem as tetas, e somente elas, removendo as sujeiras e após secá-las com papel descartável, logo após em aproximadamente um a dois minutos se inicia a ordenha, seguindo a ordem de primeiro se ordenhar as fêmeas de primeira cria, após as fêmeas saudáveis e por último as que tiveram mastite, pois podem estar com mastite subclínica (oculta).

Quando se inicia a ordenha, primeiro deve-se realizar o teste da caneca de fundo preto com os três primeiros jatos de leite para examinar e identificar se tem grumos no leite (mastite clínica em sua fase inicial), se constatado a vaca deve ser ordenhada por último em local separado e o ordenhador desinfetar as mãos, para que não haja contaminação em outros animais, é necessário seguir essa ordem, pois o leite deverá ser descartado, porque ele não é próprio para consumo.

A ordenha manual geralmente é caracterizada por baixa eficiência e alto grau de contaminação do leite, mas se bem feita, tem-se maior aproveitamento do leite, e quando bem higienizada pode se tornar melhor que a ordenha mecânica.

No caso da ordenha mecânica, deve-se ter cuidado com a pressão exercida nas tetas e com a hora de retirada das teteiras, para evitar traumas no úbere da vaca. Esse sistema tem grande eficiência, mas uma ordenha mal feita pode diminuir significativamente a produtividade e a rentabilidade da produção leiteira, pois acarreta menor produção de leite, de baixa qualidade, e aumenta o risco de mastite, assim, aumenta o custo de produção.

Após a ordenha é necessário desinfetar as tetas com solução apropriada para esta finalidade e manter os animais de pé por até duas horas, pois é o tempo necessário para que a extremidade da teta volte a selar. Esse procedimento pós ordenha é muito importante no controle contra a mastite, pois evitar a entrada de bactérias e microrganismos nas tetas da vaca.

O cuidado com o leite após a ordenha também é essencial para ter uma boa qualidade porque ao sair do úbere da vaca ele está na temperatura ideal para a proliferação de bactérias, então deve-se resfriá-lo em temperatura de 4 °C, num espaço de tempo de duas horas. Também coar o leite em coador apropriado, nunca em pano.

Portanto, nada faz sentido se durante toda a ordenha, desde a saída do piquete até o leite pronto para ser consumido não for seguido a risca os cuidados com a higiene, pois esses cuidados são essenciais para se ter uma boa qualidade, além de maior longevidade das vacas, aumentando assim a lucratividade do produtor, além de melhorar o bem estar dos animais.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

MASTITE BOVINA

José Cícero Morais Gandara

José Eduardo dos S. M. de Souza


A mastite, doença causada por diversos tipos de bactérias é hoje um dos maiores problemas dos produtores de leite do Brasil e é a enfermidade que causa maior prejuízo nos rebanhos leiteiros mundiais. É uma doença grave podendo contaminar de um até todos os animais de seu rebanho, causando queda na produção de 15% a 40% na produção total do rebanho.

A mastite nada mais é que uma inflamação nas glândulas mamaria, causada por microorganismos (bactérias), podendo afetar animais de todas as idades, acarretando queda na produção e em casos mais graves até a atrofia de tetos do animal. A mastite é facilmente transmitida a outros animas através de utensílios de ordenha e até pelo ambiente.

Durante e após a ordenha é quando ocorre o maior nível de infecções, já que nesta faze o esfíncter dos tetos se encontram relaxados e totalmente propícios à incidência de microorganismos.

A mastite é encontrada no caso clínico e subclínico. O caso clínico é o mais grave sendo detectado visualmente através de alterações anormais de úbere e de secreção, já o caso subclínico é de difícil detecção a olho nu, sendo detectado através da contagem de células somáticas e de exames como, por exemplo, o CMT.

O caso mais grave de contaminação é através da falta de higiene na ordenha, e geralmente é detectado tardiamente o que dificulta muito o controle e tratamento da doença. Isso em muitos casos ocorre pela falta de informação e conhecimento dos proprietários e funcionários, que não fazem o uso de exames preventivos como o CMT e também a caneca telada que deve ser feito diariamente podendo detectar a enfermidade no inicio facilitando 90% de seu tratamento.

A prevenção da doença deve-se principalmente a higiene dos equipamentos de ordenha devendo-se ser lavado e desinfetado corretamente no fim da ordenha. Fazer o uso corretamente do pré e pós-diping também e muito importante para evitar a contaminação, e um método simples, porém muito importante e o de deixar as vacas contaminadas e em tratamento para o fim da ordenha a fim de evitar a contaminação através das teteiras, e também evitar que os animais se deitem após os primeiros 25 pós ordenha a fim de evitar a contaminação através do solo.

O tratamento depende de se identificar a origem e o tipo de bactéria que causou a infecção, mas geralmente é feito à base de antibióticos e pomadas sendo que nesta deve-se fazer uma infusão intra-mamária.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

PRODUTIVIDADE DA PECUÁRIA DE CORTE

Lucas Paro Moralles
Luiz Henrique Piai Jr.

Hoje no Brasil, a grande maioria dos bovinos é criada a pasto em sistema geralmente extensivo, com baixa tecnologia associado aos baixos índices reprodutivos e produtivos.

Esta situação pode ser revertida com manejos nutricionais adequados como, pastagens de boa qualidade e suplementação. Outro fator muito importante é o manejo reprodutivo, como a definição de estação de monta, mão de obra especializada e a utilização de tecnologia como a inseminação artificial.

A genética dos animais reprodutores das propriedades também deixa muito a desejar, por isso, é muito importante que o produtor de uma atenção especial a este fator que é crucial para uma boa produção, pois reprodutores com potencial genético elevado podem oferecer descendentes com desempenho superior, aumentando assim os índices das características produtivas e reprodutivas do plantel.

Também o manejo sanitário é uma ferramenta importantíssima na produtividade animal, como a prevenção de doenças com vacinação contra aftosa e brucelose, além da aplicação contra endoparasitas e ectoparasitas.

Apesar dos índices da pecuária nacional, o Brasil ainda pode melhorar muito a produção e reprodução, com a conscientização do produtor, para levar a tecnologia até o campo, especializar a mão-de-obra, praticar a seleção de animais reprodutores e, tudo isso, aliado à prática de manejo adequado.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

INFLUÊNCIA DO NÚMERO DE ORDENHAS DIÁRIAS EM VACAS SOBRE A PRODUÇÃO DE LEITE

Diogo Anésio

Ricardo Rivas

Resultados de pesquisas revelam a influência do número de ordenha diárias sobre a produção de leite, sólidos totais (MS), duração de lactação, contagem de células somáticas e uma melhor saúde do úbere. Entretanto podendo haver variação nesta freqüência de acordo com a raça e rebanho. Clarck D. et al (2006) comparou o efeito da freqüência de ordenha (uma x duas vezes por dia) em rebanhos de vacas Hostein-Frisian e Jersey) sobre a produção de leite e sólidos totais (matéria seca gordura e proteína do leite), duração da lactação, contagem de células somáticas num período de quatro anos. Vacas Hostein-Frisian ordenhadas uma vez ao dia produziu 31,2% menos leite e 29, 4% a menos de MS (sólidos totais) por vaca comparado a outro rebanho manejado com duas ordenhas. Em contrapartida as vacas Jersey ordenhadas uma vez ao dia produziram 22,1% menos leite e 19,9% a menos de MS (sólidos totais) por vaca, comparadas a outras submetidas a duas ordenhas. Nesse caso deve ter ocorrido um efeito de interação raça x ordenha, pois as vacas Jersey produzem normalmente maior quantidade de sólidos totais (MS). Ordenhar uma vez por dia aumentou a contagem de células somáticas ao longo do ano em ambas as raças.

Alguns autores recomendam, para produções de vacas em torno de 30 litros, a realização de três ordenhas diárias, eles argumentam que essa mudança pode incrementar a produção de leite, porém pode não ser muito relevante, e sim, um fator operacional que pode explicar um maior tempo da vaca em lactação.

Vale lembrar que, toda mudança relacionada a manejo tem que ter um bom planejamento, e o simples fato da prática dessa ordenha adicional proporcionaria mudanças no dia-a-dia da atividade e na fisiologia dos animais. Dessa forma, é fundamental avaliar o custo/beneficio dessa mudança na hora de decidir adotar por essa ordenha adicional.

O tamanho do rebanho e o potencial produtivo são pontos de partida para estimar o incremento na produção de leite e possível receita. Outro fator de extrema importância é o adicional de mão-de-obra, pois com a adição de outra ordenha haverá aumento de serviço na propriedade e possível necessidade de uma nova contratação.

A Alimentação do rebanho é outro fator muito importante. Com a adição de mais ordenhas se tem o incremento na produção sendo necessária maior atenção em relação à dieta dos animais. Sabendo que quanto maior a produção de uma vaca, maior será o consumo de alimentos para suprir suas necessidades. Para exemplificar com cálculo, a cada três litros de leite produzido a mais deve haver um incremento na dieta de um quilo de concentrado, e sabemos que esses apresentam um custo de mercado maior em relação ao volumoso.

Portanto, é importante que uma boa acessória técnica esteja junto ao produtor para avaliar bem essa questão na adição de mais ordenhas, verificando se com o incremento na produção provocado pela ordenha adicional torna viável o emprego desse manejo.


Referências:

CLARCK, D. A. et al. A systems comparasion of once versus twice daily milking of pastured dairy cows. Journal of Dairy Science, 89:1854-1862, 2006

OLIVEIRA, J.P. Uma, duas ou três, quantas vezes as vacas devem ser ordenhadas? Conheça as vantagens e desvantagens associadas ao aumento do número de ordenhas.

MENDES, J. Produção Higiênica do Leite - Equipamento de ordenha e tanques de resfriamento de leite. http://www.interural.com/interna.php?referencia=revistas&materia=394, acesso em 08/04/2010.

CAMINHA, F.O.; GONÇALVES, A.C. Quando aumentar o número de Ordenhas.

terça-feira, 13 de abril de 2010

A MELHOR RAÇA PARA A PECUÁRIA DE CORTE

Gabriela Ferreira

Gabrielle Calocci Ghirardelli

Para iniciar uma produção de gado de corte, antes de escolher uma raça bovina é necessário pensar em vários aspectos. Primeiramente, analisar o local de sua propriedade, pesquisar se na região existe empresas especializadas em insumos e indústria frigorífica para abate e comercialização de sua produção. Verificar também o clima predominante, a área para pastagem e quais são os alimentos disponíveis para compra na região. Assim, é possível fazer uma analise da viabilidade econômica do local, para evitar, ou então diminuir problemas futuros e conseguir um resultado positivo nas condições existentes.

Posteriormente, saber qual seu objetivo de criação, se somente comercial ou de gado de elite, para assim, estabelecer um sistema de produção apropriado para cada situação. Para gado de elite necessitaria de um alto investimento, visto que é um animal com grande potencial genético para produção, portanto, necessitam de um tratamento especializado e com alto nível tecnológico.

Para gado comercial iniciando desde sua cria, por exemplo, devemos pensar na aquisição de matrizes férteis e longevas, com precocidade sexual e habilidade materna, para gerar e oferecer cuidados necessários ao animal recém nascido, para poder crescer saudável e chegar à terminação o mais breve possível.

Assim, o produtor que deseja manter a qualidade e produtividade de seu rebanho tem que estar ciente de todo o processo que envolve sua produção, pensando sempre em aumentar o nível tecnológico, investindo em manejo, nutrição, reprodução e genética. Dessa forma, conforme a intenção de investimento do produtor, se estabelece qual sistema de produção é melhor para seu inicio, como sistema intensivo, semi-intensivo ou extensivo.

Diante dessa pré-avaliação pode-se estabelecer não o melhor animal, mais sim o que se adapta melhor a situação e intenção do produtor. Portanto, se for uma região onde o clima é subtropical, mais ao sul do Brasil, uma raça européia, com boa genética sob manejo adequado, estes obteriam desempenho para produção de carne de forma significativa. Em clima mais quente e extensivo, as raças zebuínas seriam as raças mais adequadas, por serem mais adaptadas. No entanto, não só de raça pura um rebanho pode ser constituído, animais cruzados trazem bom desempenho (da raça européia) aliado à rusticidade (da raça zebuína) em sistemas com menor nível de manejo.

Por fim, a raça mais criada hoje no Brasil é o Nelore, visto que mais de 80% do gado nacional é dessa raça ou cruzada com a mesma. Isto evidencia a necessidade de adaptação à maioria dos nossos sistemas de criação, que no Brasil, tem uma grande diversidade de sistemas de produção e níveis tecnológicos empregados.

quarta-feira, 31 de março de 2010

AS CONDIÇÕES DA PRODUTIVIDADE LEITEIRA NO BRASIL

Marluci de Carvalho

Ulisse Santos Dias de Oliveira


O Brasil apresenta alta produção leiteira, mas a sua produtividade é baixa quando comparada a de outros países. Alguns fatores como rebanho, nutrição, instalações e mão-de-obra, com mau planejamento e investimentos adequados, contribuem para que a produtividade não alcance os objetivos esperados.
No nosso rebanho, a maioria dos animais produtores de leite não são especializados para essa atividade, e falta assistência técnica, a prática do controle leiteiro e de um manejo correto, ocasionando assim baixa nesse setor.
Quanto à nutrição, em geral, os animais são mantidos em pastagens que são utilizadas de forma contínua, sem reposição de nutrientes e sujeitas as variações climáticas ao longo do ano, sem contar que os concentrados tem um alto custo de aquisição deixando os animais com algumas deficiências nutricionais, principalmente na época da seca.
Já as instalações como bezerreiros, currais ou estábulos para ordenha, com condições inadequadas, podem provocar alta mortalidade dos bezerros e uma prática de higiene incorreta que acarreta alta transmissão de doenças.
Infelizmente, no Brasil, a mão-de-obra possui poucas pessoas especializadas e com aptidão para esse tipo de serviço, promovendo a subutilização de instalações, equipamentos e boas práticas, também responsáveis pela baixa produtividade.
Com esses fatores em baixa, a qualidade e a quantidade do leite pode ser afetado diretamente. Podemos ver então, que para aumentar a produtividade é necessário inicialmente conhecimento, informação, incentivo, implantação e vontade...dos técnicos, produtores e é claro, dos governantes.


Fonte:

www.criareplantar.com.br/pecuaria/bovinodeleite/zootecnia

domingo, 28 de março de 2010

RASTREABILIDADE NO BRASIL

Marina Dacie

Reginaldo Henrique Tasinafo


A rastreabilidade é um sistema de registro de animal individual ou em lotes, que nos permite saber tudo sobre a vida do animal, ou seja, quem são os pais, quando e onde ele nasceu, se foi transportado e para quais lugares, onde foi seu abate, em fim da fazenda ao abate.

O surgimento da rastreabilidade se deve por causa de um crescimento de intoxicações, infecções e mortes, decorrentes de contaminações não intencionais. Exemplo disto são as toxinfecções de origem alimentar, e a BSE (encefalopatia espongiforme bovina) (Mattos, 2001).

Por isso, cada vez mais o tema é abordado e analisado no tecido empresarial nacional e internacional. As empresas necessitam de um sistema que permite controlar o histórico dos produtos, encontrar as suas não conformidades e localizar os que não se encontram nas devidas condições. Assim, o acompanhamento e a localização fácil e rápida dos produtos assumem especial importância.

No Brasil o SISBOV (Sistema brasileiro de identificação e certificado de origem bovina e bubalina) foi um instrumento criado pela Instrução Normativa Nº 1 de 09 de janeiro de 2002 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA, para garantir a segurança dos produtos de origem bovina e bubalina, particularmente dos alimentos para consumo humano.

Atualmente, é obrigatório para quem quer implantar o sistema de rastreabilidade no rebanho, o acompanhamento de uma empresa credenciada pelo MAPA, denominada certificadora, que se responsabiliza pela verificação e documentação dos animais rastreados. Resumidamente, funciona assim: o produtor faz o pedido de certificação de um determinado número de animais à certificadora, logo depois do pedido, a numeração dos animais é emitida pelo MAPA e a confecção dos brincos de identificação por uma empresa produtora de brincos. Em seguida o brinco é encaminhado para o endereço do produtor, e o técnico da fazenda efetua a brincagem e registra dos dados dos animais identificados, periodicamente, enviando-os à certificadora para arquivamento. Dessa forma, tem-se o rastro dos animais cadastrados.

No entanto, o Brasil não é um exemplo em relação à rastreabilidade, pois ainda está em fase de aceitação, adaptação e modificação de seu regulamento. Tudo isso, apesar de o país ser o maior exportador de carne bovina, mas parece que o governo e os setores responsáveis por parte da agropecuária no país não incentivam muito os produtores de bovinos e bubalinos.


Referências

Mattos,W.R.S. et. al (Ed). A produção animal na visão dos brasileiros. Piracicaba: FEALQ, 2001. p. 294-301.

Fonte de pesquisa


QUALIDADE X SUCESSO

As professoras Maira Mattar e Marcela Roth, agradecem em nome do curso de Zootecnia (Unifeb/ Barretos-SP), e do grupo FEBOVI (Fomento e Estudo da Bovinocultura) à todos os participantes inscritos, convidados, palestrantes, patrocinadores (Sirvarig, Nuvital, Cia do Sal, Santander, Mídia DBO) e grupo de apoio, pelo grande sucesso do curso de Qualidade de Carne e Leite de Bovinos.
O curso iniciou na sexta-feira (26/03/2010) com o auditório lotado, e palestras muito interessantes sobre manejo, nutrição e genética em associação com a qualidade do leite bovino, proferidas pelos palestrantes Prof. Dr. Luciano Menezes Ferreira (Unicastelo), Dr. Ricardo Dias Signoretti (Apta) e Raul Lara R. Carneiro (CRV Lagoa), respectivamente. Como no dia anterior, com o auditório repleto de interessados, a manhã de sábado (27/03/2010) contou com as palestras sobre pré-abate, pós-abate, genética e nutrição associados à qualidade da carne bovina, apresentadas por Carla Ferrariri (Etco), Prof. Dr. Pedro Eduardo de Felício (Unicamp), Profa Dra. Sandra Aidar de Queiroz (Unesp) e Flávio Dutra de Resende (Apta).
O grande interessse pelo curso foi surpreendente e, nos últimos dias de incrição as vagas foram bastante disputadas. Dentre os incritos estavam alunos de Zootecnia, Agronomia, Engenharia de Alimentos, Direito, professores, funcionários e proprietários de empresas, produtores rurais, além de visitantes de outras cidades (Botucatu, Franca, São Paulo, Jales, Jaboticabal, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto, entre outros), todos com interesse e participação de alguma forma na cadeia produtiva de carne e leite.
Segundo relatos durante o evento, os que garantiram a sua vaga não se arrependeram e disseram que no próximo curso FEBOVI irão garantir a vaga mais cedo para não correrem o risco de ficarem sem.

A única má notícia é que o curso acabou!!!!!
Mas nós participantes encerramos felizes e repletos de novos conhecimentos e informações......


domingo, 14 de março de 2010

PECUÁRIA LEITEIRA: RUMO A UM FUTURO PROMISSOR

Amanda Nogueira Matias

Carolina Bilia Chimello Luz


A pecuária leiteira nasceu em 1532 no Brasil, quando a expedição de Martim Afonso de Souza trouxe da Europa os primeiros bovinos para a colônia portuguesa, precisamente para a vila de São Vicente. Nestes quase cinco séculos de existência, a atividade caminhou lentamente, sem grandes evoluções tecnológicas. A partir de 1950, coincidindo com o surto da industrialização do país, a pecuária leiteira entra na sua fase dita moderna, mas mesmo assim o progresso continuou muito tímido, não se verificando nada de estrondoso que mudasse radicalmente o seu status (Rubez, 2003).

Historicamente, a pecuária leiteira no Brasil foi caracterizada pela baixa produtividade dos fatores de produção (terra, mão-de-obra e capital). Essa característica, somada à alta sazonalidade da oferta e à falta de qualidade do leite in natura, colocava o país no rol dos atrasados em produção leiteira (Netto & Gomes, 2010).

Nos últimos 10 anos, a produção leiteira apresentou um aumento de 40% atingindo valores superiores a 26 bilhões de toneladas e mesmo diante desse aumento, a obtenção de litros/vaca/ano nas propriedades continua sendo baixa comparada a outros países como Estados Unidos, Canadá e Países Baixos (Embrapa, 2009).

Atualmente, o Brasil apresenta o terceiro maior rebanho leiteiro do mundo com 17 milhões de vacas e também o sexto lugar em produção mundial de leite com 30 bilhões L/ano, ficando atrás dos Estados Unidos, União Européia, China, Rússia e Índia (Anualpec, 2009).

Em todo território nacional é praticada a pecuária leiteira, devido a condições edafoclimáticas que permitem adaptações dessa atividade no país, porém em alguns estados ela se encontra com maior evidência por causa de sua maior produtividade, dentre elas: Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo (Santos et al., 2005).

Os principais fatores que afetam a produtividade leiteira são: genética, manejo e sanidade.

A genética assume um papel importante, pois através de animais especializados é possível obter os melhores resultados em relação à produção e duração da lactação.

O manejo alimentar está intimamente relacionado com o nível de produção individual das vacas, pois quanto melhor a nutrição, mais provável a maior produção de leite pelo animal, lembrando que quanto maior o potencial genético da vaca, mais estas são exigentes em relação à dieta.

Conhecer também a ordem da lactação (que nos permite saber a longevidade de uma vaca), lembrando que quanto mais nova a vaca, menos leite ela produzirá, aumentando a cada lactação, o período de parição (secas ou nas águas), a idade ao primeiro parto, sendo que quanto mais nova ela entrar em período de reprodução, maior será o número de crias geradas ao longo da sua vida reprodutiva e, o intervalo entre partos também são fatores importantes para aumentar a eficiência produtiva das vacas.

Portanto, a vaca leiteira é uma unidade produtora que deve trabalhar de maneira intensa, e qualquer problema que modifique o seu metabolismo terá reflexos consideráveis na economia do sistema. No entanto, quando se adquire um animal para fins reprodutivos, deve-se tomar certos cuidados relacionados a sanidade do mesmo e também de todo rebanho, com o objetivo de eliminar doenças e parasitas que impeçam que isso aconteça (Peixoto et al., 2000).

Com isso, o Brasil reúne todas as condições ideais para alcançar a maior plataforma mundial de produtora e exportadora de leite, seja qual for o sistema de produção. Temos 2 mil horas/luz/ano, contra mil horas do hemisfério norte, 100 milhões de hectares agriculturáveis e ainda virgens, 20% das reservas de água doce do mundo, o maior rebanho bovino do planeta, e, uma vontade louca de crescer (Rubez, 2003).

Referências:


ANUALPEC. Anuário da Pecuária Brasileira. Instituto: FNP. 2009

EMBRAPA, 2009. Disponível em: . Acesso em: 03 mar. 2010.

NETTO, V.N., GOMES, A.T. Especialização da pecuária leiteira. Disponível em: . Acesso em: 10 mar. 2010,

PEIXOTO, A.M ; MOURA, J.C; FARIA, V.P. Bovinocultura Leiteira. Piracicaba: Fealq, 2000. 3ª Ed, 5-19 p.

SANTOS, F. A. P.; MOURA, J. C.; FARIA, V. P.; Visão técnica e econômica da produção leiteira. Piracicaba: Fealq, 2005. 7-9 p.

RUBEZ, J. O Leite nos últimos 10 anos. Disponível em: . Acesso em 09 mar. 2010.

RUBEZ, J. A vontade louca do leite de crescer. Disponível em: . Acesso em 10 mar. 2010.

DESAFIO AO TOPO

Chafic Mustafé de Almeida

Rodolfo Maciel Fernandes

Apesar de o Brasil ser o maior exportador de carne bovina mundial, e ter o maior rebanho comercial, cerca de 174 milhões de cabeças (Anualpec, 2009) ainda deixam muito a desejar em termos de eficiência comparada com seus principais concorrentes. Dessa forma os setores envolvidos na pecuária brasileira deveriam trabalhar juntos para que o Brasil se consolide como potência em produção de carne bovina.

As primeiras mudanças deveriam ocorrer na base da produção, nas fazendas junto aos pecuaristas. Mudanças vem ocorrendo neste setor, muitos pecuaristas já produzem com maior eficiência, se tecnificaram pensando como empresários, mas a grande maioria ainda produz em sistema extensivo com pastagens de baixa qualidade, com animais de baixo valor genético, assim culminando em baixas taxas de abate, baixa produção de bezerros, menor produção de carne, comparados com os principais produtores mundiais. A mudança desse cenário é de fundamental importância para a otimização dos lucros, aumento da produção e utilização racional das terras.

Por outro lado, os frigoríficos possuem relações intima com a produção nacional de carne. Se os produtores se tecnificarem e produzirem carcaças mais padronizadas de melhor qualidade os frigoríficos também vão produzir produtos de melhor qualidade conseguindo melhores preços, assim repassando melhor remuneração aos produtores. Além disso, a venda de produtos com valores agregados e não commodities e, também o marketing da carne brasileira são boas saídas para o setor.

O governo por sua vez, com novas linhas de créditos para o financiamento de um melhor sistema de produção, cursos de capacitação de funcionários para estes novos sistemas, e infra-estrutura para o escoamento da produção, contribuiriam com uma parcela significativa para a eficiência da produção de carne bovina.

O fato é que, o mundo não vai parar de consumir carne, a população mundial vem crescendo, e o Brasil se sobressai pela sua extensão territorial. A produção de bovinos em pastagens resulta em carne muito mais barata que a de animais criados em baias, e junto a isto, um sistema que une os setores pecuários em busca de um produto de boa qualidade e alta produtividade certamente consolidará o Brasil como potência na produção de carne bovina.


Referências:

ANUALPEC. Anuário da Pecuária Brasileira. Instituto: FNP. 2009