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sábado, 25 de junho de 2011

Alunos da Zootecnia do Unifeb visitam a FEICORTE

Estudantes do curso de Zootecnia do UNIFEB visitaram a FEICORTE – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne - em São Paulo, no dia 15/06/2011. A visita foi acompanhada pela Profa. Dra. Maira Mattar, responsável pela disciplina “Bovinocultura de Corte”.

Alunas com Almir Sater
Palestras




Alunos
"Caminho do boi"


Pista

Entrevista: tópicos especiais na pecuária de corte

Marina Anderson

 Wellington Costa Campos



PERGUNTAMOS PARA... Dr.Gustavo Rezende Siqueira  - Pesquisador do APTA Colina- SP

Durante a curva de crescimento dos bovinos de corte, a fase de recria consiste em um dos períodos de maior desenvolvimento do animal. Quais estratégias podem ser utilizadas a fim de potencializar o crescimento na recria?

O setor produtivo reconhece que a fase de recria constitui-se no período de maior retorno econômico. Um dos aspectos biológicos que embasam esse resultado é a forma que o crescimento animal se dá. Durante a recria há acumulo de massa protéica no corpo do animal, já na fase de terminação proporcionalmente ocorre maior acúmulo de gordura. Durante a deposição de proteína ocorre também deposição de água o que propicia maiores ganhos em peso corporal.

Atualmente o setor produtivo tem tido um cuidado muito especial com essa fase e neste caso o uso de suplementos minerais, protéicos e protéico-energéticos, que tem apresentado efeitos muito interessantes em aumentar o ganho em peso e principalmente a rentabilidade para o produtor.

Esses suplementos devem ser utilizados com a finalidade de ajustar a dieta dos animais, ou seja, complementar as deficiências existentes no pasto que é a dieta basal.


Alguns sistemas de produção utilizam estrategicamente a castração dos machos para terminação dos animais. No entanto novos conceitos indicam que não é necessário o uso da castração. Qual sua opinião sobre estes conceitos?

O assunto castração é muito polêmico. Com certeza animais castrado apresentam melhor cobertura de gordura e normalmente são mais calmos e têm menor valor de pH na carne após o abate. Todavia, a castração limita o potencial de crescimento dos animais pela alteração hormonal. Isso não quer dizer que animais inteiros não possam apresentar bom acabamento. Esses animais para terem bom acabamento precisam ser jovens e receber alimentação rica em energia pelo menos no final do ciclo produtivo.

Em resumo, temos orientado os produtores para não castrar os animais, mas no dia em que não houver penalidades por abater animais não castrados ou benefícios para o abate de animais castrados a conversa pode e deve mudar.


Nossos animais destinados a pecuária de corte, são na sua maioria zebuínos e criados em pastagens tropicais. Neste contexto quais seriam as estratégias para melhorar a qualidade e a padronização das carcaças produzidas no Brasil?

Várias são as estratégias a serem utilizadas. A pecuária brasileira evoluiu muito nos últimos anos. Isso pode ser exemplificado pela redução na idade de abate, aumento do peso de abate entre outras tantas variáveis.

Um dos pilares dessa evolução foi o avanço genético, sendo assim uma das formas de melhor a qualidade e buscar a padronização é utilizar de animais testados e sempre buscar o melhoramento genético.

Outra questão fundamental é a sanidade, pois muito do que se fala em qualidade de carne está se referindo a ter um alimento saudável livre de resíduos tóxicos.

E por fim, mas não menos importante é a nutrição onde devemos separar os animais em lotes de maturidade fisiológica semelhantes e alimentá-los de acordo com suas exigências para que tenhamos lotes de animais com carne de qualidade e padronizada.


O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina, porém sua exportação é baseada em quantidade. Seria interessante melhorar a qualidade da carne em termos de maciez, marmoreio e outros aspectos para exportação em grande escala?
Sempre precisamos e devemos melhorar. Hoje o Brasil, conforme foi dito é o principal player da carne bovina, atendendo a diversos mercados importadores. Não considero que devemos deixar de lado o mercado da “quantidade”, pois esse é e sempre será um importante mercado. Mas com certeza poderemos desenvolver programas que busquem atender as especificidades de mercados mais exigentes e que paguem melhor por esse produto.

O Brasil já é e deverá cada vez mais assumir um papel de liderança no setor de carnes, principalmente a bovina. E como tem uma variedade infinita de condições climáticas, econômicas etc poderá desenvolver uma enormidade de projetos específicos para a produção de carne. Eu não vejo que devemos caminhar todos na mesma direção, pois é variabilidade que está fundamentando o sucesso da pecuária brasileira.


NOSSOS COMENTÁRIOS...

A fase de recria representa um período de maior retorno econômico, e a complementação das deficiências existentes no pasto através da integração do suplemento com a pastagem é uma boa estratégia, pois uma dieta equilibrada pode eliminar comportamento negativo na curva de crescimento do animal potencializando  o  seu desenvolvimento.


Já, a castração de bovinos tem seus prós e contras, entretanto já existem outras estratégias, como dietas altamente energéticas que permitem um bom acabamento de carcaça do animal inteiro. Atualmente tem se falado muito em bem estar animal, lembrando que práticas de castração nos métodos mais tradicionais estressam os animais e podem ser vistas como práticas de maus tratos aos animais, neste contexto o uso da castração tende a diminuir cada vez mais.     
 


A sanidade do rebanho é uma questão muito importante, pois quando falamos em qualidade de carne, se torna indispensável, e alimentos saudáveis e seguros são cada vez mais procurados. o melhoramento genético e uso das biotecnologias têm contribuído cada vez mais para padronização dos animais.. Entretanto temos muito o que melhorar, pois o rebanho brasileiro e muito grande, e apenas uma pequena parcela dele possui uma produção intensificada. 




Por fim, o Brasil não deve deixar de lado nenhum nixo de mercado, devemos explorar de maneira eficiente cada vez mais as exigências do mercado e buscando utilizar todas as vantagens que temos para produção em relação aos outros países exportadores de carne, para  nos mantermos no topo.

Entrevista: alimentação de vacas em lactação

Caio Lopes Rocha
 Elaine Cristina Ravagnani

 
PERGUNTAMOS PARA... Dr. Marcelo Franco Eiras – Médico Veterinário


Para ser implementado um sistema de alimentação para vacas em lactação, o que é necessário considerar para que a produção e composição não sejam afetadas?

É necessário considerar o nível de produção, o estágio da lactação, a idade da vaca, o consumo esperado de matéria seca, a condição corporal, tipos e valor nutritivo dos alimentos a serem utilizados.

“Sim, o estágio da lactação afeta a produção e a composição do leite, o consumo de alimentos e mudanças no peso vivo do animal” , afirma Marcelo.

Pois são importantes a duas primeiras lactações da vida de uma vaca leiteira, deve-se fornecer alimentos, como: fazer uma dieta em quantidades superiores, são àquelas que deveriam estar recebendo em função da produção de leite, pois estes animais ainda continuam em crescimento, com necessidades nutricionais muito elevadas. Assim, recomenda-se que aos requerimentos de mantença sejam adicionados 20% a mais para novilhas de primeira cria e 10% para vacas de segunda cria. Sendo assim, uma dieta feita, precisamos de uma ração balanceada com seus Nutrientes protéicos e energéticos, em animais de até 18 kg de leite. Marcelo diz também, que em até 18 kg de leite em seguintes proporções: cada 1 kg de ração para 3 kg de leite, acima de 18 k de leite, faz 2,5 k de leite para cada 4 kg de ração, fornecido em duas vezes ao dia. “Não esquecendo também do volumoso, ficando em torno de 25 a 30 kg de silagem de milho.

Um plano de alimentação para vacas em lactação deve considerar os três estádios da curva de lactação, pois as exigências nutricionais dos animais são distintas para cada um deles.


NOSSO COMENTÁRIO...

Cabe ressaltar que, as vacas não devem parir nem excessivamente magras nem gordas. Vacas que ganham muito peso antes do parto apresentam apetite reduzido, menores produções de leite e distúrbios metabólicos como Cetose, fígado gorduroso e deslocamento do abomaso, além de baixa resistência aos agentes de doenças.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Entrevista

Allan Henrique Correa Pereira

 Gabriel Meinberg de Menezes Caiel


PERGUNTAMOS PARA... Raul Dirceu Pazdiora - Médico veterinário, formado na UFSM-RS e doutorando em Zootecnia pela UNESP Jaboticabal

O que é um confinamento? Qual a melhor estratégia a se adotar em um confinamento? E qual a sua visão sobre o sistema de confinamento?

Confinamento é um sistema em que lotes de animais são fechados em piquetes, recebendo alimento e água no cocho.

Existem várias estratégias que se devem adotar quando for utilizar a terminação de bovinos em confinamento: primeiramente fazer um planejamento correto de todo o sistema e posteriormente determinar o tipo de dieta conforme o ganho de peso, a categoria animal, o grupo genético, o peso de entrada dos animais e o peso de abate, visando produtividade com eficiência econômica.

Atualmente os animais confinados representam em torno de 5% dos abatidos no Brasil, pouco representativo, mas importante fonte de animais para abate, no período de escassez de animais terminados a pasto. A tendência é aumentar o número de animais confinados, principalmente com dietas de alto grão. O confinamento é uma ferramenta que possibilita com maior facilidade melhorar as características da carcaça, principalmente a deposição de gordura, e o mercado esta exigindo melhor qualidade da carne.


NOSSO COMENTÁRIO...

Acrescentamos ainda, que quando se confina um lote que estava sendo criado a pasto, abre-se área para animais mais jovens que futuramente serão confinados. No entanto, quando se fala em melhor estratégia, é difícil definir apenas uma, pois existem situações e circunstâncias diferentes em cada região.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Entrevista

Glenia Chrisostomo Balieiro

Marcela Gambarato


PERGUNTAMOS PARA... Daniela Silveira Miyasaka- Zootecnista- Supervisora do Distrito Leiteiro - Itumbiara/GO


Qual a importância da automação da ordenha, mesmo para pequenos produtores, no que diz respeito à higiene e sanidade do leite e dos animais?


Daniela Silveira Miyasaka
A escolha do sistema de ordenha em uma propriedade leiteira é uma importante decisão a ser tomada, pois a ordenha é a última fase de uma seqüência de eventos na produção de leite. Todos os esforços em reprodução, criação, alimentação e investimentos não serão recompensados se a mesma não for suficiente e corretamente efetuada. Produtores normalmente optam pelo equipamento de ordenha para reduzir o trabalho árduo da ordenha manual. Além disso, a ordenha mecânica apresenta vários benefícios em relação à ordenha manual, principalmente, ao diminuir a manipulação do leite.
É necessário bom senso e planejamento para que essa transição não venha resultar em prejuízos. Independentemente da escolha, o sistema de ordenha deve sempre permitir correta ordenha das vacas, não afetar a qualidade do leite, facilitar ao máximo o trabalho do operador, ser eficiente e estar adequadamente integrado ao sistema da propriedade.

Para produzir leite de qualidade são necessários procedimentos de ordenha bem estruturados, utilização de ferramentas efetivas para a higiene do úbere e de higiene total em todas as fases. Um ambiente limpo na fazenda é necessário para proporcionar boas condições de trabalho, obter vacas saudáveis e excelente qualidade de leite. Muitos acreditam que a automação do processo irá resolver os problemas de qualidade do leite e sanidade dos animais, porém acabam aumentando ainda mais o problema quando não realizam o manejo correto.

De nada adianta obter um equipamento para extração do leite se o produtor não se preocupar com o seu correto funcionamento, periodicidade de manutenção e higienização adequada. As falhas nas etapas de higiene, sanitização, manutenção das peças e controle do seu funcionamento, provoca aumento de infecções nos rebanhos e contaminação de todo o leite na fazenda.


NOSSO COMENTÁRIO...

Na hora da escolha do sistema de ordenha deve-se levar em consideração não somente o custo para a implantação do sistema, a facilidade de sua operação e sim sua manutenção e higiene diária. No que se diz respeito à facilidade de operação a ordenha mecânica acaba sobressaindo à manual, que exige muito esforço físico do ordenhador. O custo de implantação da ordenha mecânica também vem diminuindo devido às várias marcas e modelos existentes no mercado que se adequam às necessidades dos mais variados tipos de produtores. Porém o que muitos produtores ainda não sabem ou não se atentam, é ao fato de que a ordenha mecânica se tornar uma fonte transmissora de patógenos quando não operada adequadamente, assim antes de se pensar em um sistema de ordenha se deve considerar os fatores que estão envolvidos nesta prática, principalmente a higiene durante todo o processo de produção do leite.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Entrevista

Eliza E. Santo

Laura Castro


PERGUNTAMOS PARA...

Artigo baseado na entrevista retirada do documentário em vídeo “Animais, seres sencientes” da WSPA Brasil

Link: http://www.youtube.com/watch?v=gZjH5Kgvkfc

Bem estar animal: Uma ferramenta para uma maior produtividade?

Para atender a demanda mundial de alimento foi necessária uma intensificação nos sistemas de produção, impedindo assim a prática total do bem estar animal, e em algumas situações, práticas nenhuma de bem estar, como mostrada no vídeo, as galinhas poedeiras submetidas a áreas tão pequenas que mal podem se mexer.


O conceito básico de bem estar animal se encaixa em 5 liberdades, que são: 1°- livre de fome e sede, 2° - livre de dor e medo, 3° - livre de doenças, 4° - poder expressar seu comportamento natural, 5° - livre de agonia e stress. Um trecho do documentário mostra claramente a quarta liberdade, em relação ao aleitamento artificial de bezerros por meio de balde com o bico que supre a vontade de sugar dos bezerros e a escovação simula a mãe lambendo para estimular o aleitamento.

Comparando os dois trechos do vídeo é mostrada uma situação de bem estar superior dos bezerros em relação às poedeiras, por estarem inseridos em um ambiente mais próximo do natural da sua espécie, conseguindo assim melhores índices de produtividade.
Talvez uma maneira para resolver esse impasse entre produção industrial e bem estar animal seja o bom senso, que adequa a necessidade da realidade de produção com a ética e respeito ao animal.

NOSSO COMENTÁRIO...
De fato, um bom manejo aplicado nos vacas leiteiras, desde pequenas, contribui e muito para uma melhor produção de leite futuramente. Esses animais, como qualquer outro, merecem ser tratados de forma calma, cuidadosa e com respeito. Várias citações em pesquisas comprovam que o manejo adotado tem uma grande influência na produção de leite, se o manejo for com atitudes bruscas, violência e feito sem paciência no trato com os animais, a vaca pode sofrer estresse e, desse modo haverá uma alteração na produção de leite..
Acreditamos que para nós é fundamental ter uma boa produtividade, mas não podemos deixar de lado a parte moral de proporcionar aos animais uma melhor condição de vida....e de morte.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Entrevista

Paulo Cezar de Oliveira

Vitor Dezan Monção

PERGUNTAMOS PARA... M.Sc. João Marcos Beltrame Benatti - Zootecnista - UEMS/Aquidauana - Doutorando em Zootecnia, FCAV/UNESP.

O que garante a eficiência da utilização de subproduto no confinamento? Quais suas vantagens de uso em relação a ganho de peso dos animais?

O que garante a eficiência da utilização dos subprodutos em confinamento é a grande disponibilidade desses no mercado, fato esse devido a demanda crescente por bio-combustíveis que geram uma grande quantidade desses alimentos com valores de comercialização atraentes.

Aliado a esses fatores, muitos subprodutos são de ótima qualidade podendo substituir parcialmente ou totalmente os alimentos tradicionalmente empregados (milho e soja) sem afetar o desempenho dos animais. Alguns dos grãos utilizados na alimentação de ruminantes também são fornecidos a não-ruminantes o que os tornam mais onerosos devido ao balanço entre oferta e demanda. Deste modo, a substituição desses por outros mais baratos e que não competem com outras espécies de animais reduzem o preço da dieta.

Esses alimentos podem possuir algumas características particulares como: a proteína de livre degradação ruminal (by-pass) (ex. resíduo de cervejaria); maiores teores de fibras solúveis podendo substituir alimentos com alto teor de amido objetivando a manutenção do pH ruminal em patamares ótimos para as bactérias (redução de acidose) (ex. casquinha de soja e polpa cítrica).

A demanda por alimentos para a população humana no mundo vem crescendo, principalmente nos países em desenvolvimento. Diante disso, o bovino possui uma função social importante, devido sua capacidade (simbiose com os microrganismos ruminais) de aproveitar materiais com baixo ou sem valor nutricional para humanos e transformá-los produtos com alto valor biológico como a carne e o leite (altos valores biológicos). Assim, é cada vez mais relevante a utilização de sub-produtos que não são utilizados na alimentação humana.

 
NOSSO COMENTÁRIO... 

Conclui-se que a utilização de subprodutos no manejo alimentar dos animais minimiza a possibilidade dos mesmos serem descartados para o meio ambiente tornando os subprodutos com uma utilização ecologicamente correta. Além de obter um menor custo na ração, pode melhorar o desempenho da produção em leite e carne, com isso o subproduto cada vez mais vai ser comum na produção de ruminantes, sendo bem visto pela população fazendo parte de uma produção sustentável.