Laura de Moraes Teixeira
PERGUNTAMOS PARA... Prof. Dr. Luciano Menezes Ferreira – Médico Veterinário - Docente do curso de Zootecnia UNIFEB
Como controlar a Contagem Bacteriana Total (CBT) e a Contagem de Células Somáticas (CCS) no leite de vacas?
A Contagem Bacteriana Total (CBT) pode ser influenciada principalmente por falhas no manejo higiênico-sanitário do rebanho e dos equipamentos envolvidos na obtenção do leite. Dentre os fatores que podem influenciar o aumento da CBT, destacam-se:
- ordenha de vacas com tetos sujos;
- deslizamento e queda de teteiras;
- falhas na limpeza dos equipamentos de ordenha (devem ser utilizados detergentes alcalino e ácido, conforme instruções da empresa, lembrando que deverão ser específicos para esse tipo de higienização);
- deficiência do resfriamento rápido do leite (deve ser mantido a 4 °C e, em casos de o leite recém ordenhado ser misturado ao resfriado, essa temperatura do conjunto deve ser atingida em, no máximo, 2 horas);
- mastite causada por coliformes, estreptococos ambientais e estafilococos coagulase negativa.
Em relação à Contagem de Células Somáticas (CCS), a mastite é a principal causa. Por isso, para que haja sua diminuição, é necessário implementar um bom programa de controle dessa enfermidade baseado nos itens a seguir:
- trabalho em equipe (produtor e funcionários);
- identificação e eliminação das infecções existentes (mastite clínica: deve ser realizado o teste da caneca telada ou da caneca de fundo preto diariamente com utilização de antibioticoterapia imediata nos casos positivos com o medicamento de rotina da propriedade, lembrando que o leite desses animais deve ser descartado. No entanto, antes do início desse tratamento, preconiza-se colheita e envio de amostra do leite ao laboratório para a identificação do microrganismo e, ainda, a obtenção de seu perfil de resistência aos antimicrobianos testados para a escolha do princípio a ser utilizado; mastite subclínica: realização de CMT – California Mastitis Test – quinzenalmente ou no mínimo 1x/mês, como auxílio de diagnóstico na identificação dos animais infectados, ordenhando-os por último; assim como o envio de amostras mensalmente a um laboratório credenciado para a análise da CCS).
- prevenção de novas infecções (lavagem dos tetos com água clorada, secando-os com papel toalha descartável; realização de pré e pós-dipping em todas as ordenhas; antibioticoterapia de vaca seca principalmente daquelas que apresentaram casos de mastite subclínica durante o período de lactação);
- monitoramento da saúde da glândula mamária.
Diante do exposto, é de suma importância que o produtor adote as medidas de controle higiênico-sanitário supracitadas a fim de evitar a contaminação do leite, seja por higiene inadequada dos equipamentos ou por falhas no controle da mastite. Com isso, é possível produzir um leite de boa qualidade que atenda aos padrões (CBT e CCS) exigidos na legislação brasileira vigente.
NOSSO COMENTÁRIO...
A fim de garantir a qualidade do leite produzido no Brasil, preconizada na IN 51 desde 2002. Em dezembro de 2011 foi publicado no Diário Oficial da União, na forma de IN 62, a atualização das regras para a qualidade do leite pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA). O novo texto visa garantir a continuidade da implementação do regulamento da IN51, mas de forma mais gradativa, como estímulo ao produtor, além de incrementos no controle sanitário do rebanho e novas normatizações.
| Laura Teixeira, Prof. Dr. Luciano Ferreira e Artur Morales |

Parabéns pessoal pelo texto de extrema importância com maneiras simples conseguimos produzir um leite de qualidade.
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