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sábado, 25 de junho de 2011

Alunos da Zootecnia do Unifeb visitam a FEICORTE

Estudantes do curso de Zootecnia do UNIFEB visitaram a FEICORTE – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne - em São Paulo, no dia 15/06/2011. A visita foi acompanhada pela Profa. Dra. Maira Mattar, responsável pela disciplina “Bovinocultura de Corte”.

Alunas com Almir Sater
Palestras




Alunos
"Caminho do boi"


Pista

Entrevista: tópicos especiais na pecuária de corte

Marina Anderson

 Wellington Costa Campos



PERGUNTAMOS PARA... Dr.Gustavo Rezende Siqueira  - Pesquisador do APTA Colina- SP

Durante a curva de crescimento dos bovinos de corte, a fase de recria consiste em um dos períodos de maior desenvolvimento do animal. Quais estratégias podem ser utilizadas a fim de potencializar o crescimento na recria?

O setor produtivo reconhece que a fase de recria constitui-se no período de maior retorno econômico. Um dos aspectos biológicos que embasam esse resultado é a forma que o crescimento animal se dá. Durante a recria há acumulo de massa protéica no corpo do animal, já na fase de terminação proporcionalmente ocorre maior acúmulo de gordura. Durante a deposição de proteína ocorre também deposição de água o que propicia maiores ganhos em peso corporal.

Atualmente o setor produtivo tem tido um cuidado muito especial com essa fase e neste caso o uso de suplementos minerais, protéicos e protéico-energéticos, que tem apresentado efeitos muito interessantes em aumentar o ganho em peso e principalmente a rentabilidade para o produtor.

Esses suplementos devem ser utilizados com a finalidade de ajustar a dieta dos animais, ou seja, complementar as deficiências existentes no pasto que é a dieta basal.


Alguns sistemas de produção utilizam estrategicamente a castração dos machos para terminação dos animais. No entanto novos conceitos indicam que não é necessário o uso da castração. Qual sua opinião sobre estes conceitos?

O assunto castração é muito polêmico. Com certeza animais castrado apresentam melhor cobertura de gordura e normalmente são mais calmos e têm menor valor de pH na carne após o abate. Todavia, a castração limita o potencial de crescimento dos animais pela alteração hormonal. Isso não quer dizer que animais inteiros não possam apresentar bom acabamento. Esses animais para terem bom acabamento precisam ser jovens e receber alimentação rica em energia pelo menos no final do ciclo produtivo.

Em resumo, temos orientado os produtores para não castrar os animais, mas no dia em que não houver penalidades por abater animais não castrados ou benefícios para o abate de animais castrados a conversa pode e deve mudar.


Nossos animais destinados a pecuária de corte, são na sua maioria zebuínos e criados em pastagens tropicais. Neste contexto quais seriam as estratégias para melhorar a qualidade e a padronização das carcaças produzidas no Brasil?

Várias são as estratégias a serem utilizadas. A pecuária brasileira evoluiu muito nos últimos anos. Isso pode ser exemplificado pela redução na idade de abate, aumento do peso de abate entre outras tantas variáveis.

Um dos pilares dessa evolução foi o avanço genético, sendo assim uma das formas de melhor a qualidade e buscar a padronização é utilizar de animais testados e sempre buscar o melhoramento genético.

Outra questão fundamental é a sanidade, pois muito do que se fala em qualidade de carne está se referindo a ter um alimento saudável livre de resíduos tóxicos.

E por fim, mas não menos importante é a nutrição onde devemos separar os animais em lotes de maturidade fisiológica semelhantes e alimentá-los de acordo com suas exigências para que tenhamos lotes de animais com carne de qualidade e padronizada.


O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina, porém sua exportação é baseada em quantidade. Seria interessante melhorar a qualidade da carne em termos de maciez, marmoreio e outros aspectos para exportação em grande escala?
Sempre precisamos e devemos melhorar. Hoje o Brasil, conforme foi dito é o principal player da carne bovina, atendendo a diversos mercados importadores. Não considero que devemos deixar de lado o mercado da “quantidade”, pois esse é e sempre será um importante mercado. Mas com certeza poderemos desenvolver programas que busquem atender as especificidades de mercados mais exigentes e que paguem melhor por esse produto.

O Brasil já é e deverá cada vez mais assumir um papel de liderança no setor de carnes, principalmente a bovina. E como tem uma variedade infinita de condições climáticas, econômicas etc poderá desenvolver uma enormidade de projetos específicos para a produção de carne. Eu não vejo que devemos caminhar todos na mesma direção, pois é variabilidade que está fundamentando o sucesso da pecuária brasileira.


NOSSOS COMENTÁRIOS...

A fase de recria representa um período de maior retorno econômico, e a complementação das deficiências existentes no pasto através da integração do suplemento com a pastagem é uma boa estratégia, pois uma dieta equilibrada pode eliminar comportamento negativo na curva de crescimento do animal potencializando  o  seu desenvolvimento.


Já, a castração de bovinos tem seus prós e contras, entretanto já existem outras estratégias, como dietas altamente energéticas que permitem um bom acabamento de carcaça do animal inteiro. Atualmente tem se falado muito em bem estar animal, lembrando que práticas de castração nos métodos mais tradicionais estressam os animais e podem ser vistas como práticas de maus tratos aos animais, neste contexto o uso da castração tende a diminuir cada vez mais.     
 


A sanidade do rebanho é uma questão muito importante, pois quando falamos em qualidade de carne, se torna indispensável, e alimentos saudáveis e seguros são cada vez mais procurados. o melhoramento genético e uso das biotecnologias têm contribuído cada vez mais para padronização dos animais.. Entretanto temos muito o que melhorar, pois o rebanho brasileiro e muito grande, e apenas uma pequena parcela dele possui uma produção intensificada. 




Por fim, o Brasil não deve deixar de lado nenhum nixo de mercado, devemos explorar de maneira eficiente cada vez mais as exigências do mercado e buscando utilizar todas as vantagens que temos para produção em relação aos outros países exportadores de carne, para  nos mantermos no topo.

Entrevista: alimentação de vacas em lactação

Caio Lopes Rocha
 Elaine Cristina Ravagnani

 
PERGUNTAMOS PARA... Dr. Marcelo Franco Eiras – Médico Veterinário


Para ser implementado um sistema de alimentação para vacas em lactação, o que é necessário considerar para que a produção e composição não sejam afetadas?

É necessário considerar o nível de produção, o estágio da lactação, a idade da vaca, o consumo esperado de matéria seca, a condição corporal, tipos e valor nutritivo dos alimentos a serem utilizados.

“Sim, o estágio da lactação afeta a produção e a composição do leite, o consumo de alimentos e mudanças no peso vivo do animal” , afirma Marcelo.

Pois são importantes a duas primeiras lactações da vida de uma vaca leiteira, deve-se fornecer alimentos, como: fazer uma dieta em quantidades superiores, são àquelas que deveriam estar recebendo em função da produção de leite, pois estes animais ainda continuam em crescimento, com necessidades nutricionais muito elevadas. Assim, recomenda-se que aos requerimentos de mantença sejam adicionados 20% a mais para novilhas de primeira cria e 10% para vacas de segunda cria. Sendo assim, uma dieta feita, precisamos de uma ração balanceada com seus Nutrientes protéicos e energéticos, em animais de até 18 kg de leite. Marcelo diz também, que em até 18 kg de leite em seguintes proporções: cada 1 kg de ração para 3 kg de leite, acima de 18 k de leite, faz 2,5 k de leite para cada 4 kg de ração, fornecido em duas vezes ao dia. “Não esquecendo também do volumoso, ficando em torno de 25 a 30 kg de silagem de milho.

Um plano de alimentação para vacas em lactação deve considerar os três estádios da curva de lactação, pois as exigências nutricionais dos animais são distintas para cada um deles.


NOSSO COMENTÁRIO...

Cabe ressaltar que, as vacas não devem parir nem excessivamente magras nem gordas. Vacas que ganham muito peso antes do parto apresentam apetite reduzido, menores produções de leite e distúrbios metabólicos como Cetose, fígado gorduroso e deslocamento do abomaso, além de baixa resistência aos agentes de doenças.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Entrevista

Allan Henrique Correa Pereira

 Gabriel Meinberg de Menezes Caiel


PERGUNTAMOS PARA... Raul Dirceu Pazdiora - Médico veterinário, formado na UFSM-RS e doutorando em Zootecnia pela UNESP Jaboticabal

O que é um confinamento? Qual a melhor estratégia a se adotar em um confinamento? E qual a sua visão sobre o sistema de confinamento?

Confinamento é um sistema em que lotes de animais são fechados em piquetes, recebendo alimento e água no cocho.

Existem várias estratégias que se devem adotar quando for utilizar a terminação de bovinos em confinamento: primeiramente fazer um planejamento correto de todo o sistema e posteriormente determinar o tipo de dieta conforme o ganho de peso, a categoria animal, o grupo genético, o peso de entrada dos animais e o peso de abate, visando produtividade com eficiência econômica.

Atualmente os animais confinados representam em torno de 5% dos abatidos no Brasil, pouco representativo, mas importante fonte de animais para abate, no período de escassez de animais terminados a pasto. A tendência é aumentar o número de animais confinados, principalmente com dietas de alto grão. O confinamento é uma ferramenta que possibilita com maior facilidade melhorar as características da carcaça, principalmente a deposição de gordura, e o mercado esta exigindo melhor qualidade da carne.


NOSSO COMENTÁRIO...

Acrescentamos ainda, que quando se confina um lote que estava sendo criado a pasto, abre-se área para animais mais jovens que futuramente serão confinados. No entanto, quando se fala em melhor estratégia, é difícil definir apenas uma, pois existem situações e circunstâncias diferentes em cada região.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Entrevista

Glenia Chrisostomo Balieiro

Marcela Gambarato


PERGUNTAMOS PARA... Daniela Silveira Miyasaka- Zootecnista- Supervisora do Distrito Leiteiro - Itumbiara/GO


Qual a importância da automação da ordenha, mesmo para pequenos produtores, no que diz respeito à higiene e sanidade do leite e dos animais?


Daniela Silveira Miyasaka
A escolha do sistema de ordenha em uma propriedade leiteira é uma importante decisão a ser tomada, pois a ordenha é a última fase de uma seqüência de eventos na produção de leite. Todos os esforços em reprodução, criação, alimentação e investimentos não serão recompensados se a mesma não for suficiente e corretamente efetuada. Produtores normalmente optam pelo equipamento de ordenha para reduzir o trabalho árduo da ordenha manual. Além disso, a ordenha mecânica apresenta vários benefícios em relação à ordenha manual, principalmente, ao diminuir a manipulação do leite.
É necessário bom senso e planejamento para que essa transição não venha resultar em prejuízos. Independentemente da escolha, o sistema de ordenha deve sempre permitir correta ordenha das vacas, não afetar a qualidade do leite, facilitar ao máximo o trabalho do operador, ser eficiente e estar adequadamente integrado ao sistema da propriedade.

Para produzir leite de qualidade são necessários procedimentos de ordenha bem estruturados, utilização de ferramentas efetivas para a higiene do úbere e de higiene total em todas as fases. Um ambiente limpo na fazenda é necessário para proporcionar boas condições de trabalho, obter vacas saudáveis e excelente qualidade de leite. Muitos acreditam que a automação do processo irá resolver os problemas de qualidade do leite e sanidade dos animais, porém acabam aumentando ainda mais o problema quando não realizam o manejo correto.

De nada adianta obter um equipamento para extração do leite se o produtor não se preocupar com o seu correto funcionamento, periodicidade de manutenção e higienização adequada. As falhas nas etapas de higiene, sanitização, manutenção das peças e controle do seu funcionamento, provoca aumento de infecções nos rebanhos e contaminação de todo o leite na fazenda.


NOSSO COMENTÁRIO...

Na hora da escolha do sistema de ordenha deve-se levar em consideração não somente o custo para a implantação do sistema, a facilidade de sua operação e sim sua manutenção e higiene diária. No que se diz respeito à facilidade de operação a ordenha mecânica acaba sobressaindo à manual, que exige muito esforço físico do ordenhador. O custo de implantação da ordenha mecânica também vem diminuindo devido às várias marcas e modelos existentes no mercado que se adequam às necessidades dos mais variados tipos de produtores. Porém o que muitos produtores ainda não sabem ou não se atentam, é ao fato de que a ordenha mecânica se tornar uma fonte transmissora de patógenos quando não operada adequadamente, assim antes de se pensar em um sistema de ordenha se deve considerar os fatores que estão envolvidos nesta prática, principalmente a higiene durante todo o processo de produção do leite.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Entrevista

Eliza E. Santo

Laura Castro


PERGUNTAMOS PARA...

Artigo baseado na entrevista retirada do documentário em vídeo “Animais, seres sencientes” da WSPA Brasil

Link: http://www.youtube.com/watch?v=gZjH5Kgvkfc

Bem estar animal: Uma ferramenta para uma maior produtividade?

Para atender a demanda mundial de alimento foi necessária uma intensificação nos sistemas de produção, impedindo assim a prática total do bem estar animal, e em algumas situações, práticas nenhuma de bem estar, como mostrada no vídeo, as galinhas poedeiras submetidas a áreas tão pequenas que mal podem se mexer.


O conceito básico de bem estar animal se encaixa em 5 liberdades, que são: 1°- livre de fome e sede, 2° - livre de dor e medo, 3° - livre de doenças, 4° - poder expressar seu comportamento natural, 5° - livre de agonia e stress. Um trecho do documentário mostra claramente a quarta liberdade, em relação ao aleitamento artificial de bezerros por meio de balde com o bico que supre a vontade de sugar dos bezerros e a escovação simula a mãe lambendo para estimular o aleitamento.

Comparando os dois trechos do vídeo é mostrada uma situação de bem estar superior dos bezerros em relação às poedeiras, por estarem inseridos em um ambiente mais próximo do natural da sua espécie, conseguindo assim melhores índices de produtividade.
Talvez uma maneira para resolver esse impasse entre produção industrial e bem estar animal seja o bom senso, que adequa a necessidade da realidade de produção com a ética e respeito ao animal.

NOSSO COMENTÁRIO...
De fato, um bom manejo aplicado nos vacas leiteiras, desde pequenas, contribui e muito para uma melhor produção de leite futuramente. Esses animais, como qualquer outro, merecem ser tratados de forma calma, cuidadosa e com respeito. Várias citações em pesquisas comprovam que o manejo adotado tem uma grande influência na produção de leite, se o manejo for com atitudes bruscas, violência e feito sem paciência no trato com os animais, a vaca pode sofrer estresse e, desse modo haverá uma alteração na produção de leite..
Acreditamos que para nós é fundamental ter uma boa produtividade, mas não podemos deixar de lado a parte moral de proporcionar aos animais uma melhor condição de vida....e de morte.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Entrevista

Paulo Cezar de Oliveira

Vitor Dezan Monção

PERGUNTAMOS PARA... M.Sc. João Marcos Beltrame Benatti - Zootecnista - UEMS/Aquidauana - Doutorando em Zootecnia, FCAV/UNESP.

O que garante a eficiência da utilização de subproduto no confinamento? Quais suas vantagens de uso em relação a ganho de peso dos animais?

O que garante a eficiência da utilização dos subprodutos em confinamento é a grande disponibilidade desses no mercado, fato esse devido a demanda crescente por bio-combustíveis que geram uma grande quantidade desses alimentos com valores de comercialização atraentes.

Aliado a esses fatores, muitos subprodutos são de ótima qualidade podendo substituir parcialmente ou totalmente os alimentos tradicionalmente empregados (milho e soja) sem afetar o desempenho dos animais. Alguns dos grãos utilizados na alimentação de ruminantes também são fornecidos a não-ruminantes o que os tornam mais onerosos devido ao balanço entre oferta e demanda. Deste modo, a substituição desses por outros mais baratos e que não competem com outras espécies de animais reduzem o preço da dieta.

Esses alimentos podem possuir algumas características particulares como: a proteína de livre degradação ruminal (by-pass) (ex. resíduo de cervejaria); maiores teores de fibras solúveis podendo substituir alimentos com alto teor de amido objetivando a manutenção do pH ruminal em patamares ótimos para as bactérias (redução de acidose) (ex. casquinha de soja e polpa cítrica).

A demanda por alimentos para a população humana no mundo vem crescendo, principalmente nos países em desenvolvimento. Diante disso, o bovino possui uma função social importante, devido sua capacidade (simbiose com os microrganismos ruminais) de aproveitar materiais com baixo ou sem valor nutricional para humanos e transformá-los produtos com alto valor biológico como a carne e o leite (altos valores biológicos). Assim, é cada vez mais relevante a utilização de sub-produtos que não são utilizados na alimentação humana.

 
NOSSO COMENTÁRIO... 

Conclui-se que a utilização de subprodutos no manejo alimentar dos animais minimiza a possibilidade dos mesmos serem descartados para o meio ambiente tornando os subprodutos com uma utilização ecologicamente correta. Além de obter um menor custo na ração, pode melhorar o desempenho da produção em leite e carne, com isso o subproduto cada vez mais vai ser comum na produção de ruminantes, sendo bem visto pela população fazendo parte de uma produção sustentável.

sábado, 14 de maio de 2011

Entrevista: Transporte x Qualidade do leite

Lucas Mendes de Oliveira 

Guilherme Ricardo Souza de Toledo


PERGUNTAMOS PARA...Anderson A. Souza - Técnico em leite e derivados - Gerente industrial da Nahta Agroindustrial Ltda - e-mail: anderson@nahta.com.br 

Que manejo deve ser adotado no transporte do leite para evitar contaminações e perda da matéria prima?

No Brasil, existe ainda o transporte de leite em latões, o que aos poucos está sendo abolido, onde há muitas contaminações, e ainda, os próprios produtores não garantem os cuidados devidos com os seus latões, onde na maioria das vezes o leite chega em péssimas condições de qualidade. No entanto,  atualmente há um grande incentivo em armazenamento na própria propriedade para que o leite não seja armazenando mais em latões e sim em tanques de resfriamento, para a manutenção da qualidade do leite, mas isso necessita de um grande investimento, fator limitante para pequenos e médios produtores.
No entanto,  paa melhorar em qualidade, os pequenos e médios produtores vem investindo com ajuda de linhas de financiamento e cooperativas. Também, existem programas de conscientização de manejo do leite feitas por órgãos relacionados à área, desde a ordenha até o armazenamento visando a qualidade do leite vindo dos produtores.

NOSSO COMENTÁRIO...

Gulherme Toledo (graduando em Zootecnia do Unifeb) e
Anderson Souza (Nahta)
O armazenamento e transporte do leite é a ligação entre a produção e a industrialização, e por isso, não só no manejo de ordenha e nos métodos de processamento que se garante a qualidade.  Por isso,  as condições sanitárias de toda a cadeia produtiva deve ser bem executadas, para que a qualidade do produto final se mantenha com segurança alimentar para todos os consumidores. Aos poucos, todos os envolvidos no setor deverão conscientizar para que perdas devidos erros de manejo não ocorram e seu leite seja bem valorizado no mercado. Em breve, os que não interessam nessa  melhoria, acabarão excluídos de um mercado cada vez mais exigente em termos de qualidade.

Entrevista

Caio Rocha

Marcela Gambarato

PERGUNTAMOS PARA...Marcelo de Carvalho Dias-Zootecnista, Proprietário da Cia do Sal

Devido o alto custo de produção de bovinos de corte no sistema intensivo, o lucro líquido nesse sistema de produção é superior do que nos demais sistemas?

Depende do valor dos insumos e do valor da arroba. No momento atual que o valor da arroba está alto e os insumos estão com preço médio, este sistema proporciona um lucro maior. Mas quando a arroba está baixa e os insumos estão caros este é o sistema menos lucrativo. Por isto, quando a arroba está baixa o produtor para de investir e vira um extrativista, fazendo com que a produção caia, e em longo prazo, o preço ocasionando a recuperação do preço, assim, proporcionando outro ciclo de alta e novos investimentos. É o famoso ciclo pecuário de alta e baixa de arroba que normalmente dura sete anos.

NOSSO COMENTÁRIO...

Quando se trabalha com a intensificação da atividade pecuária, os investimentos em tecnologia são maiores, os índices zootécnicos de produção aumentam tornando a atividade mais lucrativa, o que proporciona a manutenção desse investimento....Até quando?... É a lei da oferta e procura!!!
Confinamento da Cia do Sal em Jaborandi - SP


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Entrevista

Eliza E. Santo

 Glenia C. Balieiro

PERGUNTAMOS PARA... Dr. Fábio de Oliveira Campagnon – Zootecnista, Proprietário do Sítio Gurita.

Na região Sudeste do Brasil, produzindo carne de qualidade e em grandes quantidades, qual raça bovina é considerada a mais adaptável aos sistemas de terminação a pasto e em confinamento?

A raça mais indicada para terminação a pasto é a Nelore, que demonstra melhores resultados de adaptabilidade às condições tropicais aliada com sua precocidade. No confinamento, sem dúvida o cruzamento industrial (Zebu X Europeu), obtém por meio da heterose uma superioridade dos cruzados em relação aos pais puros de raças zebuínas, promovendo em um menor período uma conversão alimentar superior e uma alta qualidade de carcaça.

NOSSO COMENTÁRIO...

Levando-se em consideração que a maior parte do rebanho brasileiro é terminado a pasto, muitos até com pouco ou nenhum nível de suplementação, fica claro a adaptabilidade da raça nelore para estas condições devido a sua rusticidade. Devido ao fato de um cruzamento industrial (zebu x europeu) possuir uma alta heterose e complementariedade, com uma boa conversão alimentar os animais cruzados conseguem imprimir em bons rendimentos de carcaça e ganho, uma dieta de alta qualidade.



Entrevista

Marina Anderson

 Wellington Costa Campos

PERGUNTAMOS PARA.... Antenor Moraes Prata - Proprietário do Rancho Nossa Senhora de Guadalupe

Quais as principais características que devem ser observadas em relação à conformação de úbere na bovinocultura de leite? Em sua propriedade há o fornecimento de uma dieta com o objetivo de obter incremento dos níveis de proteína e gordura? 

Na pratica, o que se busca hoje no gado Girolando é um úbere bem colocado e com tetos pequenos. Um úbere bem colocado é aquele com bons ligamentos de sustentação e isso aumenta a vida útil da vaca, já os tetos pequenos são importantes, principalmente aqui no nosso sistema que nas águas rotaciona piquete e a forragem está alta, para que eles não se esfreguem na pastagem o que pode causar ferimentos e infecções. Hoje o que tem valorizado o leite é seu teor de proteína, porém como o senhor Antenor não recebe por qualidade do leite e sim por volume de leite, ele diz não ser vantajoso investir na suplementação dos animais, o que vai aumentar o custo de produção, sendo que não vai receber por isto. O manejo do Sr. Antenor é deixar as vacas em piquete rotacionado com suplementação de sal proteínado nas águas e confinadas na seca, fornecendo silagem de milho e cevada com base da dieta. O que ele afirma saber é que grandes produtores que recebem por qualidade introduzem no seu rebanho uma quantidade de vacas Jersey que não produzem tanto quanto as holandesa, mas que produzem leite com maior porcentagem de proteína e gordura.

NOSSO COMENTÁRIO....

Rancho Nossa Senhora de Guadalupe
 
Concordamos que um úbere bem sustentado, bem irrigado, com altura o mais próximo da vulva e os tetos na altura dos jarretes previnem traumas e infecções aumentando assim a vida produtiva da vaca, ou seja, sua longevidade no rebanho. Em relação ao aumento da proteína e gordura do leite pelo manejo alimentar, é fato que os pecuárista apenas utilizarão de dietas para esta finalidade com o incentivo financeiro dado pela indústria com o pagamento por qualidade, uma vez que o custo de suplementação é alto.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Entrevista

Allan Henrique C. Pereira

Vitor Dezan Monção

PERGUNTAMOS PARA...Ivan Vitorelli – Médico veterinário, CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral)

Qual a melhor forragem para se utilizar em rebanhos leiteiros pertencentes à região Sudeste do Brasil, visando um aumento na produção de gordura no leite?


O aumento da gordura do leite é influenciado pela ingestão de volumosos ricos em fibras, portanto, qualquer volumoso de boa qualidade pode aumentar o teor da gordura do leite. Para a nossa região, Ivan recomenda o Capim Mombaça por ser uma forragem mais acessível aos pequenos produtores e que se bem manejado, pode atingir níveis protéicos de até 20% na matéria seca e NDT de até 65%, na matéria seca. Além disso, o mombaça tem elevadas produções de matéria seca por unidade de área. Várias outras espécies forrageiras tem se mostrado bastante eficiente em nossa região, desde que seja adubada e bem manejada com o sistema de pastejo rotacionado, comenta Ivan.

NOSSO COMENTÁRIO...

Levando-se em consideração de que grande parte das empresas de laticínios busca uma quantidade maior de gordura no leite para a fabricação de subprodutos desta matéria prima (queijo, manteiga, entre outros), é de extrema importância que o produtor se preocupe com a quantidade e a qualidade produzida de gordura no leite, para se manter no mercado deixando seu produto com um preço competitivo.
Concordamos com a utilização do Capim Mombaça, pois seu manejo não é dos mais caros e tem respostas positivas quanto ao desempenho produtivo do animal.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Entrevista

Lucas Mendes de Oliveira

Elaine Cristina Ravagnane


PERGUNTAMOS PARA... Dr. João Floriano Casagrande - SEMBRA - Técnicas e Produtos de Reprodução Ltda.

Em se tratando de genética de bovinos para corte, qual a posição do rebanho brasileiro em relação a outros grandes produtores de carne mundial ?

Existe genética aqui para que a produção de carne continue sendo a maior do mundo, porém o que acontece é que nem todos os produtores tem acesso a essa genética, quer por falta de conhecimento quer por falta de condições para a aplicação das mesmas.

O que se tem falado hoje em dia é que a população mundial em 2050 será de 9 bilhões de pessoas e alguém terá que produzir alimentos. Quem tem mais área cultivável e espaço para produzir esse alimento que o Brasil hoje ? Por isso a expectativa é grande. O desafio, no entanto é produzir mais com menos área, ou seja, aumentar a produtividade (e eficiência) sem precisar desmatar ou utilizar áreas de outros cultivos, mas nem todas as proprietários têm essa visão de que precisam aumentar a eficiência.

NOSSO COMENTÁRIO...

Atualmente para se ter eficiência no campo e consequentemente aumentar a produtividade precisa-se da aplicação de vários itens importantes na cadeia produtiva da carne, como dieta balanceada de qualidade, sanidade e visão econômica em todos os processos produtivos, bem como a genética que marca o  limite produtivo dos rebanhos. Só que ainda existem barreiras como a quebra do antigo sistema produtivo ainda existente na cultura da maioria dos pecuaristas, além disso, existe a necessidade de maior apoio do governo para obtenção de créditos, ajuda contra a "burocracia" de outros países na transferência de novas tecnologias e produtos relacionados à cadeia bovina, além da transferência de informações para o campo. Sem dúvida,  o potencial brasileiro é grande, ainda não é grande a eficiência.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Entrevista

Gabriel Meinberg de Menezes Caiel

Paulo Cesar de Oliveira


PERGUNTAMOS PARA...
Dr. Ricardo Dias Signoretti – Pesquisador Cientifico APTA – Colina/Engenheiro Agrônomo – Mestrado em Zootecnia – Produção de bovinos leiteiros/ Doutorado em Zootecnia – Nutrição de Ruminantes

Que mudanças devem ser feitas nos sistemas de produção da pecuária leiteira com o objetivo de melhorar a valorização do leite e aumentar a produtividade do setor? Quais as expectativas futuras para o mercado do leite?

O leite é um alimento fundamental na dieta da população devido suas propriedades nutritivas. O produtor deve trabalhar dentro de um sistema organizado de produção, fazendo uso de metodologias, aplicando-as no campo. Um bom exemplo é a manutenção da sanidade nos rebanhos mediante vacinação, manejo adequado, e principalmente alimentação, pois grande parte da qualidade do leite é refletida através da qualidade do alimento que o animal ingere, pois com uma dieta balanceada o produtor consegue atender as exigências nutricionais do animal conseguindo aproveitamento máximo de produção, juntamente com a genética.

Atualmente a indústria paga ao produtor pelo valor biológico do leite, e por ser um produto muito perecível o sistema de produção não pode cometer falhas, pois estas refletirão economicamente na propriedade, assim gerando prejuízos tanto para o produtor quanto pra sociedade que consumirá leite de má qualidade.

Gordura e proteína são os dois elementos essenciais que as cooperativas e empresas bonificam a propriedade. Através da alimentação o produtor consegue atingir boa composição do leite, e no momento que o leite entra no mercado com componentes em quantidades satisfatórias o produtor é compensado recebendo pelo seu trabalho e pela freqüência com que atingiu as metas exigidas pelo mercado.

Uma forma de atingir uma alta produtividade em propriedades leiteiras é aproveitar melhor a área, principalmente no caso de pastagem, pois esta é a fonte alimentar mais econômica. Dessa forma, deve-se investir no solo realizando adubações e irrigações, esta última, dependendo do tamanho da área, pois pode se tornar um investimento oneroso quando em áreas muito grandes, por isso também deve-se dar importância na escolha da forragem mais adequada pra as condições climáticas onde será plantada.

Um dos fatores mais prejudiciais na produção leiteira é a doença infecciosa mais conhecida como Mastite que gera um prejuízo de bilhões de dólares, pelo descarte do leite e custos com tratamento dos animais e depreciação da qualidade. Como a qualidade do leite é fundamental e essencial para o mercado nacional e internacional, dentro da cadeia produtiva do leite todos os processos devem ser seguidos rigorosamente de maneira correta para que o produtor e o consumidor fiquem satisfeitos com o produto obtido. A melhor forma de alcançar os níveis de exigência do mercado é através da prevenção, ou seja, o produtor rural deve seguir o velho ditado popular “melhor prevenir que remediar”, pois a prevenção é a forma mais viável e econômica, e a maneira mais inteligente de se evitar futuros problemas na produção.

Constantes análises são realizadas para conferência da qualidade do leite, e apontam onde o produtor está cometendo falhas no seu sistema de produção, e a partir disso, soluções dos problemas podem ser encontradas, como por exemplo, um mau resfriamento do leite que promove sua deteriorização, uma má alimentação fornecida que gera rendimentos ruins do leite como no caso de gorduras e proteínas, manejo inadequado realizado pela mão de obra que não foi capacitada de forma correta, etc. Ultimamente para melhor monitoramento da atividade está se usando a rastreabilidade, e este melhor controle zootécnico dos animais oferece mais credibilidade ao produto.

A conscientização do produtor rural é primordial, pois a adesão às boas prática amplia a disseminação da informação para que outros produtores também se conscientizem futuramente, pois além da produção de alimento, preocupar-se com desenvolvimento da pecuária leiteira também gera reflexos sociais positivos, pois emprega muitas pessoas direta e indiretamente, portanto é uma atividade que só tem a expandir na agropecuária.


NOSSO COMENTÁRIO...


Diante dos fatos analisados conclui-se que o Brasil tem uma grande capacidade produtiva no setor lácteo, porém não expressa seu potencial máximo de produção, pois há deficiências envolvendo a atividade. Observamos que para se obter produtividade não é necessário ter um número elevado de animais mais sim fazer uso de metodologias e tecnologias atuais e compatíveis com o objetivo de se obter maior produção com qualidade no sistema de produção leiteiro.

Conclui-se que um leite de boa qualidade gera sustentabilidade da produção, competitividade do produto no mercado consumidor e lucratividade para o produtor.




quarta-feira, 30 de março de 2011

Entrevista

Guilherme Ricardo de Toledo


 Laura Castro


PERGUNTAMOS PARA...
Bruno César Ferreira – Gerente Operacional do Confinamento Monte Alegre - Barretos, SP
 


O que propõe as normas do novo *SISBOV? O que acarretaria para os produtores se aceito ou não?

O novo SISBOV propõe a saída das certificadoras, podendo assim o produtor ter um contato direto com o BND (Banco Nacional de Dados) para inserção dos animais através de uma senha de acesso direta com o sistema, serviço esse realizado e cobrado pelas empresas certificadoras.

A principal vantagem do novo sistema é a economia em relação às certificadoras, pois o serviço delas não será mais necessário, porém terá que ser feito um investimento tecnológico na propriedade e em mão-de-obra qualificada, pois a rastreabilidade não permite erros, um sendo cometido é o suficiente para a perda da certificação.

“Chego à conclusão de que o novo SISBOV promoveria um maior nível de profissionalização dos produtores, assim somente os mais preparados iriam se manter no negócio sem nenhum tipo de prejuízo.”

Para os profissionais da área de agrárias (Zootecnistas, Veterinários, Agronômos) haveria um considerável aumento na oportunidade de emprego, já que o Brasil é carente de profissionais qualificados para trabalhar com rastreabilidade, fazendo assim com que pessoas de outras áreas aprendam a lidar com o SISBOV pela necessidade e falta de mão-de-obra capacitada.


*Sistema de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos



NOSSO COMENTÁRIO...

Concordamos que a princípio, na questão econômica (custo com as certificadoras) o novo SISBOV pode ser uma boa proposta, porém será necessário saber se esse investimento compensará no futuro, pois mão-de-obra qualificada custará mais ao produtor; e o que eles procuram é um retorno maior do que alguém que não possui o sistema de restreabilidade. No entanto, poderá ser uma maneira de profissionalizar mais o setor, o que poderá refletir positivamente em toda a atividade.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Parceria UNIFEB e Os Independentes


Curso de Agronomia cultiva área no Parque do Peão
Os professores do curso de Agronomia do UNIFEB (Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos) Helcio Zanetti Boccatto e Fábio Olivieri de Nóbile estiveram no programa "Independentes Comunidade" no último sábado, dia 27, para falar sobre a parceria de Os Independentes com a instituição.

Desde o início de novembro alunos do curso de agronomia, sob a orientação dos professores, iniciaram o preparo de uma área de cinco hectares pertencente ao Parque do Peão para o cultivo de milho. A previsão é que o plantio já tenha início em dezembro. A produção será utilizada na alimentação dos animais participantes de provas e exposições realizadas por Os Independentes.

De acordo com os professores a parceria é muito importante pois permite aos alunos vivenciarem na prática a realidade da profissão.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

FORMATURA DA I TURMA DE ZOOTECNIA DO UNIFEB

O SITE FEBOVI PARABENIZA OS FORMANDOS DO CURSO DE ZOOTECNIA DO UNIFEB


Data da Colação de Grau: 22/01/2011 

Nome da Turma: "Rubico de Carvalho"

Patrono: Titto Rubens Mandadori

Paraninfo: Profa. Dra. Lizandra Amoroso

Amiga da Turma: Profa. Dra. Maira Mattar


Homenagens:

Prof. M.Sc. Márcio Martins Ferreira

Profa. M.Sc. Marcella de Toledo Piza Roth

Funcionário: Mendão




Juramento


Hino Nacional


Formandos